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Híbridos Morgan são oficialmente recomendados pela Fundação ABC para a safra de verão 2024/25
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A Morgan, marca da LongPing High-Tech, reforça sua posição no mercado com a inclusão dos híbridos MG616 e MG357 na recomendação oficial da Fundação ABC para a safra de verão 2024/25. Reconhecida como uma das principais instituições de pesquisa agrícola do Brasil, a Fundação ABC destaca a potência genética e a adaptabilidade das sementes Morgan, indicadas tanto para produção de grãos quanto para silagem.
Desempenho do MG616
O híbrido MG616 se destacou pela excelente performance em mercados de grãos e silagem, especialmente em áreas de alto investimento. Sua estabilidade foi comprovada em diversas regiões, incluindo ambientes quentes, zonas de transição e climas frios, quando semeado dentro da janela preferencial, principalmente em setembro.
Em avaliações regionais, o MG616 conquistou o primeiro lugar em Palmeira (PR), segundo em Castro (PR) e terceiro em Arapoti (PR). A pesquisa Kynetec apontou o MG616 como um dos híbridos de milho mais vendidos na safra de verão, evidenciando sua competitividade frente aos principais concorrentes.
Performance do MG357 no segmento superprecoces
O híbrido MG357 brilhou no mercado de superprecoces, com ótimo desempenho em semeaduras antecipadas, realizadas na última semana de agosto, e também dentro da janela ideal de plantio. Em testes no Paraná, o MG357 obteve a 7ª colocação em Carambeí e a 10ª em Ponta Grossa, consolidando-se como um dos principais concorrentes do segmento.
Outros híbridos Morgan na recomendação
Além dos destaques, o híbrido MG593 também foi recomendado para plantios pós-trigo, no final de novembro, com ênfase na sua versatilidade para produção de grãos e silagem.
Qualidade da silagem comprovada em diversas regiões
Os ensaios da Fundação ABC destacaram o desempenho consistente dos híbridos Morgan na produção de silagem, especialmente nas regiões Sul e Sudeste.
O MG616 confirmou sua posição como um dos híbridos mais completos do portfólio, apresentando estabilidade e alta qualidade em diferentes condições de plantio — desde semeaduras antecipadas até tardias. Destacou-se em localidades como Itaberá (SP), Arapoti, Ponta Grossa e Castro (PR), graças à sua qualidade bromatológica e elevado potencial de conversão em leite, critérios determinantes para sua recomendação.
O MG357 também teve destaque na produção de silagem, principalmente entre os superprecoces, com boa adaptabilidade ao plantio antecipado e equilíbrio entre volume e qualidade, garantindo sua indicação em polos importantes do Paraná.
Confiança e consistência reforçadas pela Fundação ABC
Todos os híbridos Morgan recomendados passaram por pelo menos dois anos consecutivos de avaliações rigorosas, comprovando sua confiabilidade e desempenho consistente em diferentes realidades produtivas do campo.
Rodrigo Roman, gerente nacional de marketing da Morgan, ressalta:
“A consistência dos resultados obtidos pelos híbridos Morgan reflete a solidez do nosso trabalho em pesquisa e desenvolvimento. Seguimos comprometidos em oferecer ao produtor rural materiais que entreguem resultado e segurança em diferentes cenários e estratégias de cultivo.”
A recomendação oficial da Fundação ABC confirma a Morgan como referência em genética de milho para a safra 2024/25, com híbridos robustos e adaptáveis, preparados para garantir produtividade e qualidade no campo.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Investigação expõe disputa com China e acende alerta no mercado brasileiro
A abertura de investigação pelo governo brasileiro sobre possível dumping nas importações de proteína de soja chinesa ocorre em paralelo a um cenário mais amplo de tensão comercial envolvendo o principal produto do agronegócio nacional: a soja em grão. Embora o foco formal da apuração seja um derivado específico, o movimento expõe o grau de sensibilidade da relação comercial entre Brasil e China, destino de mais de 70% das exportações brasileiras do complexo soja.
O Brasil embarca anualmente entre 95 milhões e 105 milhões de toneladas de soja em grão, dependendo da safra, consolidando-se como o maior exportador global. Desse total, a China absorve a maior parte, com compras que frequentemente superam 70 milhões de toneladas por ano. Trata-se de uma relação de alta dependência: para o Brasil, a China é o principal comprador; para os chineses, o Brasil é o principal fornecedor.
O problema é que esse fluxo não é livre de mecanismos de controle. A China opera com um sistema indireto de regulação das importações, baseado principalmente em licenças, controle de esmagamento e gestão de estoques estratégicos. Na prática, isso funciona como uma espécie de “cota informal”. O governo chinês pode reduzir ou ampliar o ritmo de compras ao liberar menos ou mais permissões para importadores e indústrias locais.
Esse mecanismo ficou evidente nos últimos ciclos. Em momentos de margens apertadas na indústria chinesa de esmagamento, quando o farelo e o óleo não compensam o custo da soja importada, o país desacelera as compras. O resultado é imediato: pressão sobre os prêmios nos portos brasileiros e maior volatilidade de preços.
Além disso, há um fator estrutural. A China vem buscando diversificar fornecedores e reduzir riscos geopolíticos. Mesmo com a forte dependência do Brasil, o país mantém canais ativos com os Estados Unidos e outros exportadores, utilizando o volume de compras como ferramenta de negociação comercial.
No caso específico da proteína de soja, produto industrializado voltado principalmente à alimentação humana, o impacto direto sobre o produtor rural tende a ser limitado. Ainda assim, a investigação conduzida pela Secretaria de Comércio Exterior, ligada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, sinaliza um endurecimento na política comercial brasileira em relação à China, ainda que pontual.
O processo analisa indícios de venda a preços abaixo do custo de produção, prática conhecida como dumping, no período entre julho de 2024 e junho de 2025. Caso seja confirmada, o Brasil pode aplicar tarifas adicionais por até cinco anos.
O ponto de atenção é que, embora tecnicamente restrita, qualquer medida nessa direção exige calibragem. A China é, de longe, o maior cliente da soja brasileira e um dos principais destinos de produtos do agronegócio como carne bovina e de frango. Movimentos comerciais, mesmo que setoriais, são acompanhados de perto pelo mercado.
Para o produtor, o cenário reforça um ponto central: o preço da soja no Brasil não depende apenas de oferta e demanda internas, mas de decisões estratégicas tomadas em Pequim. Ritmo de compras, gestão de estoques e margens da indústria chinesa seguem sendo os principais determinantes de curto prazo.
Na prática, a investigação atual não muda o fluxo da soja em grão, mas escancara a dependência brasileira de um único mercado e o grau de exposição a decisões comerciais externas.
Fonte: Pensar Agro
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