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Hortinov 2025 destaca soluções biológicas e novas genéticas de hortaliças em dia de campo gratuito
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A Biotrop e a Sakata promovem a segunda edição da Hortinov, um evento que reúne conhecimento e inovação em soluções biológicas e melhoramento genético de hortaliças. Realizada de 25 a 27 de junho, paralelamente à Hortitec — principal exposição técnica de horticultura, cultivo protegido e culturas intensivas da América Latina — a Hortinov oferece aos participantes demonstrações práticas diretamente no campo, com acesso gratuito para produtores rurais, agrônomos, técnicos, distribuidores e demais profissionais da cadeia produtiva de hortaliças.
A primeira edição da Hortinov, em 2024, superou as expectativas ao atrair mais de 1.700 visitantes. Para esta nova edição, as inscrições podem ser feitas pelo site oficial (hortinov.com.br) ou nos estandes da Biotrop e Sakata na Hortitec. O evento oferece transporte gratuito com saídas frequentes entre o local da Hortitec e a área de demonstrações, em um trajeto de aproximadamente 15 minutos.
O gerente de Unidade de Negócios da Biotrop, Elton Visioli, ressalta que a Hortinov é uma oportunidade para comprovar na prática os benefícios dos produtos biológicos na horticultura. Segundo ele, os bioinsumos contribuem para o aumento da produtividade, com respeito ao meio ambiente e à saúde das pessoas. “Os biológicos conquistam a confiança dos agricultores a cada safra, devido à sua eficácia, rentabilidade e caráter sustentável e regenerativo”, afirma Visioli.
Já Heriton Felisbino, gerente de Marketing da Sakata, destaca que a sustentabilidade está no cerne do trabalho da empresa. Por meio do melhoramento genético convencional, a Sakata desenvolve cultivares mais resistentes, que demandam menos insumos e defensivos, são mais produtivas e apresentam maior concentração de nutrientes, promovendo saúde e bem-estar aos consumidores. “Após o sucesso da Hortinov 2024, em que conectamos produtores com essas inovações, reforçamos em 2025 a parceria com a Biotrop, oferecendo soluções modernas e sustentáveis para os horticultores”, explica Felisbino.
Entre os destaques da Biotrop na Hortinov estão o Biomagno, um produto com potente ação bionematicida e biofungicida, capaz de atuar em múltiplos modos contra diversas pragas e doenças, com 24 meses de validade em formulação líquida; o Biobrev Full, inseticida microbiológico inovador para o controle das principais lagartas, incluindo a Traça do tomateiro (Tuta absoluta); o Bombardeiro, biofungicida multissítio indicado para o controle das principais doenças foliares de final de ciclo, que pode ser aplicado preventivamente, potencializa fungicidas específicos e é seguro para planta, aplicador e meio ambiente; além do Agrobiota, serviço de análises metagenômicas que avalia o solo detalhadamente, mapeando microrganismos e suas interações com a saúde e nutrição das plantas.
Do lado da Sakata, os produtos em evidência incluem cultivares inovadoras e porta-enxertos de alta performance. Destacam-se o tomate Saladete Indeterminado Da Vinci, resistente ao Geminivírus e adaptado às condições tropicais; o tomate Grape Indeterminado Sweet Heaven, rústico e com colheita prolongada em diferentes regiões do país; e os porta-enxertos Contrattack e Robusto, que proporcionam resistência a doenças como a Ralstonia, maior vigor vegetativo, aumento do calibre dos frutos e longevidade da colheita.
No segmento de pimentões, a Sakata apresenta o lançamento do pimentão retangular verde Monalisa, de alta produtividade e excelente qualidade, e o pimentão Lamuyo Dahra R, líder no mercado brasileiro, com alto potencial produtivo e ótima proteção contra queimaduras solares. Para alface, as variedades crespa verde Ivy e Valentina oferecem alta produtividade, resistência a doenças e qualidade visual diferenciada. No caso dos brócolis, o Avenger se destaca pela coloração verde-azulada, durabilidade pós-colheita e versatilidade na comercialização.
Outras novidades incluem a couve-flor de meia-estação Pamela, desenvolvida para resistir a oscilações climáticas e garantir cultivo seguro, e a cenoura Nantes de Verão Alanna, adaptada para a semeadura na transição do verão, com raízes cilíndricas, coloração intensa, alta produtividade e elevado teor de betacaroteno.
Com essa diversidade de tecnologias e cultivares, a Hortinov reforça seu papel como um ponto de encontro essencial para a troca de conhecimento e o avanço da horticultura sustentável no Brasil.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Reino Unido anuncia bloqueio a produtos agrícolas ligados a desmatamento
O governo britânico anunciou nesta terça-feira (23.06), que aplicará medidas para impedir a compra de produtos agrícolas de origem estrangeira vindos de terras desmatadas. A decisão, que deve entrar em vigor em 2027, caiu como uma bomba sobre o agronegócio brasileiro que já enfrenta um embargo sanitário da União Europeia contra a carne e outros produtos de origem animal, com vigência a partir de 3 de setembro de 2026.
A nova ofensiva britânica segue a lógica do Regulamento Antidesmatamento da União Europeia (EUDR), ao ignorar a soberania da legislação ambiental brasileira. Ao desconsiderar as autorizações de supressão vegetal concedidas por órgãos oficiais do Brasil, o Reino Unido e o bloco europeu impõem critérios unilaterais que tratam qualquer área desmatada — ainda que dentro da lei — como um impeditivo para a importação.
Para o setor agroexportador, a combinação das medidas representa uma mudança estrutural na dinâmica de comércio exterior. A exigência de rastreabilidade plena e a não aceitação dos protocolos nacionais de licenciamento colocam em risco a rentabilidade das exportações para os dois blocos, que compõem o principal mercado de alto valor agregado para a proteína animal e as commodities brasileiras.
O bloqueio sanitário, oficializado pela Comissão Europeia no dia 4 deste mês, baseia-se na alegação de falta de garantias sobre o uso de antimicrobianos e antibióticos. A proibição afeta toda a cadeia de proteína animal — carne, frango, pescado, leite e mel — e impõe um prejuízo imediato ao fluxo de caixa das indústrias exportadoras, que agora buscam, junto ao Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e entidades como a ABIEC, reverter a sanção.
A estratégia dos blocos europeus desloca o eixo de competitividade do agronegócio: a eficiência produtiva, que sustentou o crescimento do setor nas últimas décadas, cede lugar à capacidade de submissão documental a exigências ambientais e sanitárias que extrapolam o Código Florestal Brasileiro. Sem o reconhecimento mútuo das leis locais, o produtor nacional torna-se refém de um rigor técnico que, na prática, funciona como uma barreira não tarifária para proteger mercados internos europeus e britânicos.
O governo do Reino Unido disse que vai ouvir empresas e outros países antes de aplicar as novas regras contra o desmatamento, num processo que chamam de “consulta pública”. Isso vai acontecer ao longo deste ano. Na prática, é a última chance do Brasil tentar negociar e pedir que os ingleses aceitem nossas leis e documentos como prova de que o produto não veio de desmate
Mas, para quem entende do assunto, essa consulta tem cara de “jogo de cartas marcadas”: eles abrem para ouvir, mas raramente mudam a decisão que já tomaram de endurecer o cerco contra a carne e os grãos brasileiros. É um ritual burocrático que, no fim, serve apenas para eles dizerem que “ouviram”, antes de começar a punir quem não seguir o cartilha deles.
Fonte: Pensar Agro


