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Ibovespa inicia o dia em alta impulsionado por Petrobras e balanços corporativos
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O principal índice da Bolsa brasileira, o Ibovespa, abriu o pregão desta terça-feira (6) em alta, refletindo o bom desempenho das ações da Petrobras, beneficiadas pela valorização do petróleo no mercado internacional. O movimento positivo também foi influenciado por um noticiário corporativo intenso, com destaque para dados de produção da Brava Energia e balanços de companhias como Embraer e GPA.
Ações da Petrobras lideram os ganhos com alta do petróleo
A valorização dos preços do petróleo no exterior deu suporte às ações da Petrobras, que figuram entre os principais motores da alta do Ibovespa. Como a estatal tem grande peso na composição do índice, o avanço dos papéis impulsionou o desempenho geral da Bolsa.
Repercussão de resultados corporativos movimenta o mercado
Além do setor de petróleo, os investidores repercutem os resultados e atualizações de diversas empresas. Entre os destaques estão os dados operacionais da Brava Energia, além da divulgação de balanços financeiros de companhias relevantes como Embraer e GPA, que ajudam a direcionar o apetite por risco no mercado doméstico.
Desempenho do índice
Por volta das 10h14, o Ibovespa registrava alta de 0,45%, alcançando 134.091,54 pontos. Já o contrato futuro do índice, com vencimento mais próximo, previsto para 18 de junho, apresentava valorização de 0,64%, refletindo o otimismo dos investidores no início das negociações.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Como os municípios podem se preparar para os impactos do El Niño na pesca e aquicultura
El Niño e outros eventos climáticos extremos podem impactar diretamente a vida dos trabalhadores da pesca e da aquicultura. Podem provocar mudanças nas condições de chuva, de temperatura e de disponibilidade de água em diferentes regiões do Brasil. Confirmado em junho deste ano, o El Niño tem previsão de persistir até, pelo menos, o início de 2027, com impactos que podem variar de acordo com o território.
Para a pesca e a aquicultura, essas alterações podem representar desafios diferentes. Em áreas do Norte e Nordeste, a previsão de chuvas abaixo da média pode contribuir para a redução dos níveis dos rios e afetar a navegação, o acesso às comunidades, a atividade pesqueira e o abastecimento de água. Em áreas do Sul, a ocorrência de chuvas acima da média pode aumentar o risco de enchentes e danos a estruturas utilizadas pela pesca e pela aquicultura. Em outras regiões, temperaturas elevadas também podem exigir mais atenção às condições da água e dos cultivos.

- Prefeitura de São Lourenço do Sul – Agência Brasil
Como os municípios podem se preparar?
As informações meteorológicas e hidrológicas oficiais podem ser acompanhadas por meio do portal do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Na plataforma, é possível observar os dados das condições que podem afetar rios, lagos, reservatórios e áreas de cultivo. São esses dados que ajudam a identificar mudanças que possam interferir na pesca, na navegação, na qualidade da água ou na produção aquícola.
Também é importante manter canais de comunicação com pescadores, aquicultores, colônias, associações e cooperativas. Essas redes podem contribuir para a disseminação de alerta, orientações de segurança e informações sobre alterações nas condições de trabalho e produção.
Outro ponto de atenção é a qualidade da água na aquicultura. Variações de temperatura, oxigênio dissolvido e outros parâmetros podem afetar o desenvolvimento e a saúde dos animais cultivados. O acompanhamento dessas condições permite identificar situações de risco com maior antecedência.
Informação e planejamento fazem a diferença
A resposta aos impactos climáticos não depende de uma única área. A articulação entre pesca e aquicultura, meio ambiente, recursos hídricos, saúde, assistência social e Defesa Civil pode facilitar o acompanhamento das ocorrências e a comunicação com as comunidades afetadas.
O registro de situações como danos a estruturas, dificuldades de acesso, alterações nos níveis dos rios, perdas na produção ou ocorrências de mortalidade de peixes também é importante. Essas informações ajudam a dimensionar os impactos e a encaminhar as demandas aos órgãos competentes.
Os efeitos do El Niño não são iguais em todo o país. Por isso, conhecer as características de cada território, acompanhar as informações atualizadas e manter a comunicação com quem vive da pesca e da aquicultura são medidas importantes para antecipar riscos e fortalecer a capacidade de resposta dos municípios.
Matheus Silveira
Ministério da Pesca e Aquicultura
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