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Ilhéus vai sediar a segunda Expocacau em agosto
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Ilhéus (cerca de 315 km da capital, Salvador), na Bahia, vai realização a segunda edição da Expocacau, entre os dias 25 e 27 de agosto. Após movimentar R$ 240 milhões em negócios na estreia, em 2025, a feira retorna com a expectativa de ampliar o volume comercial e superar a marca de 8 mil visitantes.
Organizada pela CocoaAction Brasil, a Expocacau se consolida como um dos principais pontos de encontro da cacauicultura nacional, conectando produtores a fornecedores de tecnologia, insumos e serviços financeiros em um momento de reestruturação da atividade, especialmente no Sul da Bahia — região que concentra a maior produção do país.
Na primeira edição, o evento reuniu cerca de 6 mil participantes de 24 estados e do Distrito Federal, além de aproximadamente 60 expositores. A projeção para 2026 é ampliar tanto a presença de público quanto o número de empresas, com a entrada de novos players ligados à mecanização, irrigação, viveiros de mudas e soluções para ganho de produtividade.
A programação mantém o foco técnico e comercial. Além da feira de negócios, o evento sediará a oitava edição do Fórum Anual do Cacau, que reúne especialistas para discutir temas diretamente ligados à rentabilidade no campo, como manejo eficiente, controle de pragas e doenças, mecanização e sistemas produtivos sustentáveis.
A agenda também reforça a pauta ambiental, com destaque para o sistema cabruca — modelo tradicional de cultivo sob a sombra da Mata Atlântica — e para estratégias de recuperação de áreas degradadas, consideradas hoje uma das principais fronteiras de expansão da cultura sem avanço sobre novas áreas.
No Brasil, a cacauicultura voltou ao radar do produtor nos últimos anos, impulsionada por preços mais firmes no mercado internacional e pela demanda crescente da indústria de chocolate. A produção nacional gira em torno de 300 mil toneladas por ano, com Bahia e Pará concentrando a maior parte da oferta. Ainda assim, o país segue como importador líquido de amêndoas, o que abre espaço para investimentos em produtividade e expansão da área cultivada.
Nesse contexto, a Expocacau se posiciona como vitrine de tecnologias e práticas capazes de reduzir custos, elevar a produção por hectare e melhorar a qualidade do produto — fatores decisivos para o produtor capturar valor em um mercado cada vez mais exigente.
Serviço
Evento: Expocacau 2026
Data: 25 a 27 de agosto
Local: Centro de Convenções de Ilhéus (BA)
Fonte: Pensar Agro
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Dólar recua com avanço nas negociações entre EUA e Irã e inflação americana abaixo do esperado
Dólar cai com redução das tensões geopolíticas
O dólar registrou queda nos mercados internacionais, pressionado pelo aumento do otimismo em relação a um possível acordo de paz entre Estados Unidos e Irã.
Segundo o analista Rich Asplund, da Barchart, a moeda americana perdeu força após notícias indicarem a possibilidade de extensão do cessar-fogo de duas semanas, com negociações podendo ser retomadas nos próximos dias.
Como reflexo, o índice do dólar (DXY) recuou 0,33%, atingindo o menor nível em seis semanas.
Inflação nos EUA abaixo das expectativas pressiona moeda
Outro fator relevante para a queda do dólar foi a divulgação do índice de preços ao produtor (PPI) dos Estados Unidos, que veio abaixo do esperado.
Os dados indicam que:
- O PPI cheio subiu 0,5% no mês e 4,0% em relação ao ano, abaixo das projeções de 1,1% e 4,6%
- O núcleo do PPI (excluindo alimentos e energia) avançou 0,1% no mês e 3,8% no ano, também abaixo das expectativas
Apesar de ainda indicar pressão inflacionária, o resultado mais fraco reforça a percepção de desaceleração, contribuindo para a desvalorização do dólar.
Expectativa de juros também pesa sobre a moeda americana
O dólar segue pressionado também por perspectivas menos favoráveis para os diferenciais de juros globais.
De acordo com o analista, o Federal Reserve (Fed) pode realizar cortes de pelo menos 25 pontos-base em 2026, enquanto outros bancos centrais relevantes, como o Banco Central Europeu e o Banco do Japão, podem seguir caminho oposto, com possíveis elevações de juros no mesmo período.
Esse cenário reduz a atratividade relativa da moeda americana frente a outras divisas.
Euro e iene avançam diante da fraqueza do dólar
Com o enfraquecimento do dólar, outras moedas ganharam força no mercado internacional.
O euro apresentou valorização, com o par EUR/USD atingindo a máxima em seis semanas, em alta de 0,37%. O movimento também foi favorecido pela queda de cerca de 5% nos preços do petróleo, fator positivo para a economia da zona do euro, que depende de importação de energia.
Já o iene japonês também se valorizou, com o par USD/JPY recuando 0,48%. Além da fraqueza do dólar, a moeda japonesa foi sustentada pela revisão positiva da produção industrial do Japão e pela queda nos preços do petróleo, importante para um país altamente dependente de energia importada.
Ouro e prata sobem com dólar fraco e busca por proteção
Os metais preciosos registraram forte valorização no dia, acompanhando o recuo do dólar.
O ouro e a prata avançaram, com destaque para a prata, que atingiu o maior nível em três semanas e meia.
A queda do dólar tende a favorecer esses ativos, tornando-os mais atrativos globalmente. Além disso, a redução das preocupações inflacionárias pode abrir espaço para políticas monetárias mais flexíveis, outro fator de suporte para os metais.
Incertezas seguem sustentando demanda por ativos de segurança
Apesar do otimismo com possíveis avanços diplomáticos, o cenário internacional ainda apresenta riscos relevantes.
Entre os fatores que mantêm a demanda por ativos de proteção estão:
- Tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos e Irã
- Incertezas sobre políticas comerciais e tarifas americanas
- Turbulências políticas internas nos EUA
- Níveis elevados de déficit público
Além disso, medidas como o bloqueio naval no Estreito de Ormuz reforçam a percepção de risco global, sustentando o interesse por metais preciosos como reserva de valor.
Mercado global segue sensível a dados e geopolítica
O comportamento recente do dólar reflete um ambiente global altamente sensível tanto a indicadores econômicos quanto a eventos geopolíticos.
Nos próximos dias, a trajetória da moeda americana deve continuar atrelada à evolução das negociações no Oriente Médio, aos dados de inflação e atividade nos Estados Unidos e às expectativas sobre a política monetária das principais economias do mundo.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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