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Imea mantém projeção de safra de soja em MT e alerta para ausência de chuvas significativas
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O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) manteve a projeção de 13,08 milhões de hectares para a safra de soja 2025/26 em Mato Grosso, o que representa um crescimento de 1,67% em relação ao ciclo anterior, segundo o relatório mensal do instituto.
Os produtores do maior Estado agrícola do Brasil estão autorizados pelo Ministério da Agricultura a iniciar o plantio a partir do dia 7 de setembro.
Chuvas insuficientes podem retardar o plantio
O Imea alerta, no entanto, que as projeções do NOAA indicam ausência de chuvas significativas na primeira quinzena de setembro, aumentando o risco para a germinação da soja e podendo atrasar os trabalhos a campo.
Incertezas sobre custos e investimentos
O instituto destaca que custos de produção elevados, preços futuros da soja em baixa e taxas de juros ainda altas seguem pressionando o nível de investimento dos produtores para a nova temporada.
Produtividade e volume de produção projetados
A produtividade média estimada é de 60,45 sacas por hectare, uma redução anual de 8,81%. Com isso, a safra total deve atingir 47,18 milhões de toneladas, recuando 7,29% em comparação ao recorde do ciclo anterior.
Milho deve ganhar área com substituição de culturas
Em outro boletim, o Imea divulgou o primeiro levantamento para a safra de milho 2025/26, estimando 7,39 milhões de hectares, um aumento de 1,83% em relação à temporada 2024/25. O crescimento ocorre principalmente pela substituição de lavouras de gergelim, cujos preços não se mostraram atrativos para os produtores.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Feijão 2ª safra no Rio Grande do Sul tem queda de 45% na área plantada, mas produtividade supera estimativa
A colheita do feijão da segunda safra foi concluída no Rio Grande do Sul com forte redução da área cultivada em relação ao ciclo anterior. De acordo com o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, a área plantada foi reestimada em 9.818 hectares, representando uma queda de 45,7% na comparação com a safra passada.
Apesar da expressiva retração na área destinada à cultura, o desempenho das lavouras foi positivo. A produtividade média estadual alcançou 1.414 quilos por hectare, resultado ligeiramente superior à estimativa inicial de 1.401 kg/ha, demonstrando bom desempenho das áreas cultivadas ao longo do ciclo.
Geadas reduziram rendimento em parte das lavouras
Na região administrativa de Ijuí, uma das principais produtoras de feijão do Estado, a colheita também foi finalizada. O rendimento médio ficou em 1.604 quilos por hectare, abaixo das projeções iniciais.
Segundo a Emater/RS-Ascar, a redução da produtividade foi provocada pelos efeitos das geadas registradas durante os estágios vegetativo e reprodutivo da cultura, comprometendo o potencial produtivo em parte das áreas cultivadas.
Mesmo assim, os resultados foram considerados satisfatórios diante das condições climáticas enfrentadas durante o desenvolvimento da segunda safra.
Preço do feijão recua no mercado gaúcho
No mercado, a comercialização apresentou leve desvalorização na última semana.
O levantamento semanal da Emater/RS-Ascar aponta que a saca de 60 quilos de feijão foi negociada, em média, a R$ 179,73, registrando queda de 1,36% em relação aos R$ 182,20 observados na pesquisa anterior.
A redução acompanha o comportamento do mercado no encerramento da colheita, período em que a maior disponibilidade do produto tende a exercer pressão sobre as cotações.
Cenário da segunda safra
Embora o Rio Grande do Sul tenha registrado uma significativa redução da área destinada ao feijão de segunda safra, a manutenção da produtividade em níveis satisfatórios demonstra a eficiência das lavouras remanescentes. Para os produtores, o comportamento dos preços e as condições climáticas continuarão sendo fatores decisivos para o planejamento da próxima temporada.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio


