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Imea projeta boa safra de algodão e MT deve manter liderança

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Mato Grosso reafirmou sua posição como maior produtor e exportador de algodão do Brasil ao atingir um marco expressivo em novembro de 2024: a exportação de 186,80 mil toneladas de pluma. Este é o maior volume mensal registrado desde o início da safra 2023/24, representando 62,37% do total exportado pelo país no período, conforme levantamento do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

O estado, que responde por cerca de 70% da produção nacional de algodão em pluma, mantém uma trajetória de destaque no mercado internacional. Os principais destinos do produto mato-grossense continuam sendo a China e o Vietnã. Em novembro, a China retomou a liderança como maior compradora, adquirindo 43,54 mil toneladas, enquanto o Vietnã ficou logo atrás, com 42,83 mil toneladas.

Desde o início da safra 2023/24, Mato Grosso já embarcou 505,54 mil toneladas de algodão, o que representa o segundo maior volume acumulado da série histórica para o período de agosto a novembro. As perspectivas para o ciclo são positivas, com o Imea projetando exportações totais de 1,80 milhão de toneladas até o encerramento da safra.

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Embora a maior parte da produção ainda esteja em fase de beneficiamento, estima-se que 1,29 milhão de toneladas sejam exportadas até julho de 2025, reafirmando a relevância do estado no abastecimento global de algodão de alta qualidade.

Além de sua robusta infraestrutura logística e capacidade de processamento, Mato Grosso conta com uma base produtiva sólida. Na safra 2022/23, o estado cultivou 1,202 milhão de hectares de algodão, com destaque para o município de Sapezal, maior produtor estadual. Em 2020, Sapezal alcançou a marca de 990 mil toneladas produzidas, um exemplo do potencial da região para atender à crescente demanda internacional.

O algodão produzido em Mato Grosso é amplamente reconhecido por sua qualidade e versatilidade, sendo utilizado na confecção de bolsas, redes, mantas e zamatas. A combinação de volume, qualidade e confiabilidade tem garantido ao estado posição privilegiada em mercados estratégicos como o asiático.

O algodão é um dos pilares econômicos de Mato Grosso, gerando emprego e renda ao longo de toda a cadeia produtiva, desde o plantio até a exportação. A projeção de exportação recorde na safra 2023/24 confirma a competitividade do estado no cenário internacional, especialmente em um momento de recuperação da demanda chinesa e expansão de mercados no Sudeste Asiático.

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Com investimentos contínuos em tecnologia, logística e sustentabilidade, Mato Grosso não apenas consolida sua liderança no setor algodoeiro, mas também reforça sua contribuição estratégica para o agronegócio brasileiro.

Fonte: Pensar Agro

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Colheita do café chega a 84% apesar do atraso provocado pelo clima

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A colheita da safra brasileira de café chegou a 84% da produção estimada, mas está atrasada em relação aos anos anteriores. Em igual período de 2025, 94% do volume já havia sido retirado das lavouras. A média dos últimos cinco anos para esta época é de 90%. O avanço foi de seis pontos porcentuais em uma semana, favorecido pelo retorno do tempo seco às principais regiões produtoras.

O atraso está concentrado no café arábica, que representa a maior parte da produção de Minas Gerais. A colheita da variedade alcançou 77%, ante 91% no mesmo período do ano passado e média histórica de 85%.

No caso do canéfora, grupo que reúne conilon e robusta, os trabalhos estão praticamente concluídos. A colheita atingiu 99%, resultado semelhante ao de 2025 e ligeiramente superior à média de 98% dos últimos cinco anos.

Minas Gerais concentra a maior parte da produção brasileira de arábica e deverá colher 33,4 milhões de sacas de 60 quilos em 2026, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume representa praticamente metade das 66,7 milhões de sacas previstas para o País.

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A estimativa mineira é 29,8% superior à da temporada anterior. O aumento foi favorecido pelo ciclo de bienalidade positiva dos cafezais e pelas condições climáticas registradas antes da floração e durante a formação dos grãos.

As chuvas fora de época, porém, prejudicaram a retirada do café das lavouras e a secagem nos terreiros. O excesso de umidade também aumentou a queda de frutos no solo, o que pode comprometer a qualidade de parte dos lotes e reduzir a disponibilidade de cafés de melhor bebida.

O problema atingiu principalmente áreas do Sul de Minas, maior região produtora de arábica do País. O tempo seco dos últimos dias permitiu a retomada dos trabalhos, mas não eliminou o atraso acumulado.

A entrada mais lenta do café novo mantém o mercado atento à oferta brasileira. Os estoques certificados na Bolsa de Nova York permanecem baixos, o que aumenta a reação das cotações a qualquer problema climático ou sinal de perda de qualidade.

A Conab estima que o Brasil produza 45,8 milhões de sacas de arábica em 2026, crescimento de 28% sobre o ano anterior. Para o canéfora, a previsão é de 20,9 milhões de sacas, alta de 0,8%.

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Nas próximas semanas, o produtor deverá concentrar esforços na conclusão da colheita e na secagem dos grãos. Em Minas Gerais, a qualidade dos lotes será decisiva para determinar quanto da safra maior conseguirá alcançar os mercados que pagam mais pelo café.

Fonte: Pensar Agro

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