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Impressão 3D e óleos essenciais podem revolucionar controle sustentável de pragas na agricultura
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A busca por soluções mais sustentáveis para o controle de pragas agrícolas ganhou um novo avanço com um estudo que combina impressão 3D, nanotecnologia e óleos essenciais biodegradáveis. A pesquisa apresenta uma alternativa inovadora ao uso excessivo de pesticidas e biopesticidas convencionais, abrindo caminho para sistemas mais eficientes e ambientalmente responsáveis no campo.
O trabalho desenvolveu dispositivos biodegradáveis impressos em 3D capazes de promover a liberação controlada de compostos naturais utilizados no combate a insetos-praga. A proposta surge em meio à crescente pressão mundial por práticas agrícolas menos agressivas ao meio ambiente e mais alinhadas aos princípios da sustentabilidade.
Agricultura busca alternativas aos pesticidas tradicionais
Durante décadas, o modelo agrícola baseado em pesticidas sintéticos garantiu altos níveis de produtividade, mas também gerou impactos ambientais significativos.
Entre os principais problemas associados ao uso intensivo desses produtos estão a contaminação do solo e da água, os danos à biodiversidade e os riscos potenciais à saúde humana.
Nesse cenário, os biopesticidas formulados com compostos naturais, especialmente óleos essenciais, passaram a ganhar espaço como alternativas ecológicas para o manejo de pragas agrícolas.
Apesar do potencial, esses compostos apresentam limitações importantes, como alta volatilidade, rápida degradação no ambiente e necessidade de reaplicações frequentes, fatores que reduzem sua eficiência operacional no campo.
Nanotecnologia e impressão 3D ampliam eficiência dos bioativos
Para superar esses desafios, os pesquisadores desenvolveram hidrogéis impressos em 3D utilizando Alginato de Sódio, Pectina e Pluronic F127.
Os materiais receberam incorporação de Geraniol e Eugenol — compostos naturais conhecidos pelo potencial bioativo — encapsulados em nanopartículas de Zeína.
A tecnologia permitiu aumentar a estabilidade dos compostos e controlar sua liberação gradual no ambiente agrícola.
Os testes demonstraram eficiência de encapsulamento superior a 99%, além de estabilidade das nanopartículas por mais de 60 dias, fator considerado estratégico para aplicações práticas no campo.
Os dispositivos também apresentaram estrutura homogênea, resistência mecânica e capacidade de liberação prolongada dos ativos, características fundamentais para sistemas agrícolas sustentáveis.
Controle da mosca-branca apresenta resultados promissores
Um dos resultados mais relevantes da pesquisa foi observado nos testes com a mosca-branca Bemisia tabaci, considerada uma das principais pragas agrícolas em diversas culturas.
Os dispositivos produzidos com pectina registraram taxas de atração superiores a 50%, indicando potencial não apenas para liberação lenta de compostos bioativos, mas também para utilização como atrativos em armadilhas inteligentes.
Segundo os pesquisadores, a tecnologia pode fortalecer estratégias de Manejo Integrado de Pragas (MIP), reduzindo a necessidade de pulverizações frequentes e permitindo intervenções mais seletivas e menos agressivas ao meio ambiente.
Tecnologia pode transformar agricultura sustentável
Ao integrar compostos naturais, nanoencapsulamento e manufatura aditiva em estruturas biodegradáveis, o estudo aponta para uma nova geração de tecnologias agrícolas sustentáveis.
A proposta busca substituir métodos convencionais de combate indiscriminado a insetos por soluções mais precisas, eficientes e ambientalmente equilibradas.
Os próximos passos da pesquisa incluem testes em condições reais de cultivo, aperfeiçoamento dos formatos dos dispositivos e avaliação de novos compostos bioativos capazes de ampliar a aplicação da tecnologia.
Para os pesquisadores, o avanço representa um passo importante rumo a uma agricultura mais inteligente, sustentável e alinhada às demandas ambientais e produtivas do século XXI.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Pesca e aquicultura entram no centro do debate sobre clima, gestão e políticas públicas no CONAPE
Nesta quarta-feira (16), o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) realizou, em Brasília, mais um dia da 49ª Reunião Ordinária do Conselho Nacional de Aquicultura e Pesca (CONAPE). O encontro, que reuniu conselheiros e representantes do Governo Federal, discutiu temas estratégicos para o desenvolvimento da pesca e da aquicultura e o aprimoramento das políticas públicas para o setor.
Foram apresentadas ações do MPA para o enfrentamento dos impactos das estiagens, secas, cheias e demais eventos climáticos sobre a atividade pesqueira e aquícola. Houve também diálogos regionais sobre a ação do El Niño, com a presença da Secretaria-Geral da Presidência da República, representada por Denise Forini. “É muito importante escutar a fala de todos vocês, receber essa demanda para poder distribuir internamente. Acho essencial este diálogo para podermos minimizar os impactos destes eventos climáticos”, salientou.
Os conselheiros trataram de projetos de lei de relevância para a pesca e aquicultura, da Rede Pesca Brasil e das atualizações dos Comitês Permanentes de Gestão (CPGs). Também foi apresentado o Núcleo de Gestão Compartilhada (NGC) e tratado sobre o fortalecimento da governança do CONAPE, incluindo a atualização do regimento interno.
Além das ações dos comitês de conformidade da pesca nacional, competitividade da tilapicultura, competitividade da carcinicultura, pesca amadora e esportiva, uso compartilhado do mar e pesca artesanal. A programação incluiu ainda informações sobre a 4.ª Conferência Nacional de Aquicultura e Pesca, que acontecerá em novembro, em Brasília, e o acompanhamento dos encaminhamentos das reuniões anteriores, com definição das próximas ações.
Élen Gorski
Ministério da Pesca e Aquicultura
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