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Infraestrutura e logística travam avanços da soja no Brasil, apesar de boa produção
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Rio Grande do Sul: estiagem e falta de armazéns dificultam negócios
A comercialização da soja no Rio Grande do Sul segue pressionada após a forte estiagem que impactou o estado. Além disso, a escassez de estruturas adequadas para armazenagem tem limitado as negociações, de acordo com a TF Agroeconômica.
Os preços variam conforme a região e a forma de pagamento:
- R$ 137,50/saca no porto para entrega e pagamento em julho;
- R$ 131,00 em Cruz Alta (pagamento em 30/07, para exportador);
- R$ 129,00 em Passo Fundo (pagamento no fim de agosto);
- R$ 129,00 em Ijuí (pagamento em 30/08, para fábrica);
- R$ 130,00 em Santa Rosa/São Luiz (pagamento em 24/08);
- R$ 118,00 em Panambi (preço de pedra ao produtor).
Santa Catarina: comercialização lenta e foco em logística
Em Santa Catarina, o mercado de soja avança de forma tímida. A redução dos prêmios de exportação e das cotações internacionais tem deixado os produtores mais cautelosos. Para garantir melhores condições de venda, os agricultores estão investindo em estratégias logísticas e no crédito rural.
- Porto de São Francisco: saca cotada a R$ 135,91 (+0,98%).
- Paraná: armazenagem e custo logístico ainda pesam
A situação no Paraná também é desafiadora, especialmente pela limitação na capacidade de armazenagem e pelos altos custos logísticos.
Confira as cotações por região:
- Paranaguá: R$ 134,13 (queda de 0,61%)
- Cascavel: R$ 121,47 (+0,81%)
- Maringá: R$ 123,23 (+1,28%)
- Ponta Grossa: R$ 122,92 (-0,61%) no FOB e R$ 118,00 no balcão
- Pato Branco: R$ 135,91 (+0,98%)
- Mato Grosso do Sul: produção expressiva, mas entraves na armazenagem
O Mato Grosso do Sul colheu 4,5 milhões de hectares de soja na atual safra, com produção de 14,7 milhões de toneladas, um volume expressivo frente ao ciclo anterior. No entanto, os ganhos são limitados pela infraestrutura precária de armazenagem.
Preços nas principais praças:
- Dourados, Campo Grande, Maracaju e Sidrolândia: R$ 120,13 (+0,29%)
- Chapadão do Sul: R$ 107,62 (+0,08%)
- Mato Grosso: déficit de armazenagem pressiona produtores
No maior estado produtor de soja do país, os gargalos logísticos persistem. Estima-se um déficit de 45 milhões de toneladas na capacidade de armazenagem para soja e milho. Muitos agricultores precisam recorrer a alternativas como silo bags ou armazenagem a céu aberto.
Cotações regionais:
- Campo Verde: R$ 114,85 (-4,67%)
- Lucas do Rio Verde, Nova Mutum e Sorriso: R$ 111,92
- Primavera do Leste: R$ 115,29
- Rondonópolis: R$ 115,47
Mesmo com boa produtividade em algumas regiões, o setor segue enfrentando entraves logísticos, queda nos preços internacionais e dificuldades de armazenamento, o que tem freado os avanços na comercialização da soja brasileira em 2025.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Com prazo do ITR no fim, produtores pedem mais 15 dias para declarar
A Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep) pediu à Receita Federal que prorrogue por 15 dias o prazo de entrega da Declaração do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (DITR) de 2026. A entidade afirma ter recebido relatos de travamentos, lentidão e dificuldade para concluir o envio. Até agora, o pedido não mudou o calendário: o prazo termina nesta quarta-feira (30.09), às 23h59, no horário de Brasília.
A solicitação foi encaminhada por ofício na segunda-feira (28). Segundo a Faep, parte dos problemas atingiu proprietários de imóveis rurais com mais de 100 hectares, que inicialmente precisavam preencher a declaração pelo serviço online. Inconsistências em dados cadastrais que não eram recuperados pelo sistema dificultaram a conclusão do procedimento, afirma a entidade.
Em 21 de setembro, a Receita passou a permitir que esses contribuintes também utilizassem o Programa ITR 2026, instalado no computador. Para a federação, a abertura dessa alternativa a poucos dias do vencimento reforça a necessidade de conceder mais tempo a quem encontrou dificuldades na plataforma.
“Os produtores precisam de condições para cumprir essa obrigação. A lentidão no sistema e a mudança nas opções de entrega nos últimos dias justificam a prorrogação”, afirmou o presidente da Faep, Ágide Eduardo Meneguette.
Enquanto não houver anúncio oficial de prorrogação, o produtor deve considerar o prazo de 30 de setembro. Quem ainda não entregou a declaração pode consultar as orientações para declarar o ITR e evitar multa publicadas ontem pelo Pensar Agro (clique aqui).
A entrega fora do prazo sujeita o contribuinte a multa de 1% ao mês ou fração de atraso sobre o imposto devido, respeitado o mínimo de R$ 50. A quota única ou a primeira parcela do imposto também vence nesta quarta-feira. A Receita ainda não anunciou mudança para nenhum desses vencimentos.
Fonte: Pensar Agro



