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Inscrições abertas para a 6ª Prova de Eficiência e Performance Brahman

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Avaliação busca aprimorar genética e produtividade da raça Brahman

Estão abertas as inscrições para a 6ª Prova de Eficiência e Performance Brahman – Boi com Bula, iniciativa que visa identificar os reprodutores mais eficientes da raça em características essenciais para a pecuária de corte moderna.

A prova tem como foco avaliar os animais em critérios de qualidade de carcaça, ganho de peso, eficiência alimentar e fertilidade, fatores diretamente ligados à rentabilidade e à qualidade da carne produzida.

Reconhecida internacionalmente, a raça Brahman vem ganhando espaço nos cruzamentos industriais por sua capacidade de agregar produtividade e rusticidade, sendo uma das preferidas por criadores que buscam genética superior.

Prova será realizada em Botucatu (SP) e terá quatro etapas

Organizada pela Associação dos Criadores de Brahman do Brasil (ACBB), a prova contará com 40 vagas disponíveis e será realizada entre maio e julho de 2026 no Centro Tecnológico Bela Vista, em Botucatu (SP).

A avaliação será dividida em quatro etapas principais:

  • Teste de eficiência alimentar (CAR);
  • Avaliação de ganho de peso;
  • Ultrassonografia de carcaça;
  • Julgamento de morfologia.
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Ao final das etapas, o touro com o melhor índice geral de desempenho será consagrado como o Grande Campeão da 6ª Prova de Eficiência e Performance Brahman – Boi com Bula. Também haverá premiação para os vencedores de cada categoria individual.

Leilão e premiação serão destaque na ExpoGenética 2026

Os touros classificados na prova terão a oportunidade de participar de um leilão especial durante a ExpoGenética 2026, evento programado para agosto. A iniciativa reforça o compromisso da ACBB em promover a valorização genética e estimular a adoção de tecnologias de seleção entre os criadores.

Inscrições seguem até 30 de abril

Os interessados podem se inscrever até o dia 30 de abril por meio dos canais oficiais da ACBB ([email protected] | (34) 99842-5425) ou da BrasilcomZ ([email protected] | (16) 98216-8233).

A Prova de Eficiência e Performance Brahman é uma realização conjunta da ACBB, BrasilcomZ e Central Bela Vista, com o apoio da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ) e das empresas PremiumGen Pecuária Sustentável, Centro Tecnológico Bela Vista e DGT Brasil.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

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Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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