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Integração entre defensivos químicos e biológicos é caminho para agricultura mais sustentável, afirma FMC
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A agricultura brasileira passa por uma importante transformação. Após décadas de predominância dos defensivos químicos, o setor adota cada vez mais o manejo integrado, que combina o uso de produtos químicos com soluções biológicas. Essa integração não substitui tecnologias, mas potencializa resultados, promovendo produtividade aliada à saúde do solo, biodiversidade e sustentabilidade ambiental.
Crescimento expressivo do mercado de bioinsumos no Brasil
Dados da CropLife mostram que a adoção de bioinsumos no Brasil cresceu 13% na safra 2024/2025, atingindo cerca de 156 milhões de hectares tratados — uma taxa quatro vezes superior à média global. A combinação entre químicos e biológicos para proteção de cultivos também avançou, com crescimento de 7% na safra 2023/2024, enquanto o uso exclusivo de bioinsumos aumentou 35% no mesmo período.
Compromisso da FMC com inovação e soluções integradas
Nesse cenário, a FMC, multinacional de ciências para a agricultura, reforça seu compromisso com a inovação ao investir em um portfólio integrado de soluções químicas e biológicas. Entre os produtos já consolidados estão Presence® Full, Provilar®, Ataplan®, Quartzo®, Crop Evo® e Seed+Como®. Recentemente, a empresa lançou três novos bioinsumos: os bioinseticidas Evedar® e Perovar®, e o biofungicida de solo Cablar®.
Novas biosoluções que atuam em sinergia com químicos
- Evedar®: Combina os fungos Beauveria bassiana e Metarhizium anisopliae para controle biológico avançado de pragas como bicudo da cana, mosca-branca, ácaro-rajado, broca do café, cigarrinha das pastagens, percevejo-marrom e tripes.
- Perovar®: Bioinseticida para aplicação em sulco que usa o fungo Metarhizium anisopliae isolado, oferecendo controle eficaz contra cigarrinha da cana e percevejo-castanho, preservando a saúde do solo e o equilíbrio biológico.
- Cablar®: Biofungicida de solo formulado com cepas de Trichoderma harzianum, Trichoderma asperellum e Bacillus amyloliquefaciens, que atua na regeneração do solo e no controle de doenças de plantas e solo.
Investimento em pesquisa e desenvolvimento para ampliar portfólio
A FMC destina 6% do seu faturamento global em pesquisa e desenvolvimento para criar uma nova geração de biológicos integrados aos defensivos químicos, além de oferecer serviços que auxiliam o produtor na tomada de decisões.
Leonardo Antolini, gerente regional de marketing estratégico da FMC no Brasil, destaca:
“Acreditamos que o futuro da agricultura está na integração de tecnologias químicas e biológicas, ampliando as possibilidades de manejo para uma produção mais inteligente, resiliente e alinhada às demandas ambientais.”
Sustentabilidade, praticidade e produtividade
Os novos produtos da FMC possuem alta eficiência, longa validade sem necessidade de refrigeração e são compatíveis com diversas estratégias de manejo, garantindo praticidade no armazenamento e uso. Segundo Leonardo Antolini, o portfólio contribui para uma agricultura de baixo impacto ambiental, fortalecendo a produtividade e a saúde das lavouras e assegurando um futuro rentável para os produtores.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Alta do petróleo e avanço dos biocombustíveis elevam preços internacionais dos alimentos
A nova alta dos preços internacionais dos alimentos acendeu um alerta, e também abriu oportunidades, para o agronegócio brasileiro. Relatório divulgado pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) mostra que os alimentos voltaram a subir em abril, puxados principalmente pelos óleos vegetais, em um movimento diretamente ligado à tensão no Oriente Médio, ao petróleo mais caro e ao avanço global dos biocombustíveis.
O Índice de Preços de Alimentos da FAO subiu 1,6% em abril e atingiu o maior nível desde fevereiro de 2023. Para o produtor brasileiro, porém, o dado mais importante está no comportamento do óleo de soja e das commodities ligadas à energia.
Com o aumento das tensões envolvendo o Irã e os riscos sobre o fluxo de petróleo no Estreito de Ormuz, o mercado internacional passou a precificar possível alta nos combustíveis fósseis. Na prática, petróleo mais caro torna o biodiesel mais competitivo e aumenta a demanda por matérias-primas agrícolas usadas na produção de energia renovável.
É justamente aí que o Brasil ganha relevância. Maior produtor e exportador mundial de soja, o país também ampliou nos últimos anos sua indústria de biodiesel. Com a mistura obrigatória de biodiesel no diesel em níveis mais elevados, cresce a demanda interna por óleo de soja, fortalecendo toda a cadeia produtiva.
O efeito tende a chegar dentro da porteira. Preços internacionais mais firmes para óleo vegetal ajudam a sustentar as cotações da soja, melhoram margens da indústria e podem aumentar a demanda pelo grão brasileiro nos próximos meses.
Além disso, o cenário fortalece a estratégia de agregação de valor do agro nacional. Em vez de depender apenas da exportação do grão bruto, o Brasil amplia espaço na produção de farelo, óleo e biocombustíveis, segmentos mais ligados à industrialização e geração de renda.
Os cereais também registraram leve alta internacional em abril. Segundo a FAO, preocupações climáticas e custos elevados de fertilizantes continuam influenciando o mercado global de trigo e milho.
Mesmo assim, os estoques mundiais seguem relativamente confortáveis, reduzindo o risco de uma disparada mais intensa nos preços dos grãos neste momento. Outro ponto que interessa diretamente ao produtor brasileiro está na carne bovina. O índice internacional das proteínas animais bateu recorde em abril, impulsionado principalmente pela menor oferta de bovinos prontos para abate no Brasil.
Isso ajuda a sustentar os preços internacionais da proteína brasileira e reforça a competitividade do país em um momento de demanda firme no mercado externo. Na direção oposta, o açúcar caiu quase 5% no mercado internacional diante da expectativa de aumento da oferta global, especialmente por causa da perspectiva de produção elevada no Brasil.
A FAO também revisou para cima sua projeção para a safra mundial de cereais em 2025, estimada agora em 3,04 bilhões de toneladas — novo recorde histórico. O cenário mostra que o mercado global de alimentos continua abastecido, mas cada vez mais conectado ao comportamento da energia, da geopolítica e dos biocombustíveis. Para o agro brasileiro, isso significa que petróleo, conflitos internacionais e política energética passaram a influenciar diretamente o preço da soja, do milho, da carne e até a rentabilidade dentro da fazenda.
Fonte: Pensar Agro
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