CUIABÁ
Pesquisar
Close this search box.

AGRONEGOCIOS

Inteligência de dados transforma logística marítima e amplia competitividade no comércio exterior

Publicados

AGRONEGOCIOS

Tecnologia redefine a eficiência do transporte marítimo mundial

Responsável por cerca de 80% do volume total do comércio global, segundo a Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD), o transporte marítimo é um dos pilares da economia internacional, mas também um dos setores mais sensíveis a oscilações econômicas e geopolíticas.

Nesse cenário, o uso estratégico de inteligência de dados e inteligência artificial (IA) tem se consolidado como um diferencial competitivo essencial para armadores, operadores logísticos e exportadores.

De acordo com o Banco Mundial, os custos logísticos podem representar até 20% do valor total de uma mercadoria, o que torna a adoção de tecnologias de análise e automação uma necessidade crescente para manter a rentabilidade e a previsibilidade nas operações.

Dados e IA impulsionam previsibilidade e redução de custos

A aplicação de bases estruturadas, análises preditivas e modelos de IA permite antecipar tendências de mercado, otimizar rotas marítimas, reduzir custos operacionais e mitigar riscos em tempo real.

Com essas ferramentas, o setor de shipping deixa de tratar a informação como simples registro histórico e passa a utilizá-la como ferramenta estratégica para a tomada de decisão, capaz de gerar eficiência, segurança e vantagem competitiva.

Empresas que investem em inteligência de dados têm obtido ganhos expressivos em planejamento de cargas, monitoramento de embarques e gestão de frotas, consolidando um novo modelo operacional para o comércio exterior.

Leia Também:  Produtores de laranja aguardam chuvas mais consistentes para garantir florada uniforme e boa produtividade
Datamar lidera transformação digital no setor de shipping

À frente dessa transformação está Marcos Silva, CIO da Datamar, empresa brasileira especializada em inteligência de mercado aplicada ao comércio marítimo.

Com mais de 20 anos de experiência e formação em administração, tecnologia e gestão, Silva foi responsável por transformar a Datamar em uma plataforma internacional de análise de dados e automação logística.

Sob sua liderança, a companhia estruturou um modelo robusto de coleta, tratamento e análise de dados de navegação, com informações consolidadas desde 1996. Hoje, a Datamar atende armadores globais, terminais portuários, tradings, indústrias exportadoras e instituições financeiras, fornecendo relatórios analíticos, plataformas digitais e APIs de integração corporativa.

De dados brutos a inteligência estratégica

Segundo Marcos Silva, a missão da empresa é transformar dados em inteligência aplicável aos negócios.

“Não entregamos informação isolada. Entregamos contexto, previsibilidade e apoio real à tomada de decisão. O comércio exterior é altamente complexo — quem atua nesse setor precisa de dados confiáveis e atualizados para gerar eficiência e competitividade”, destaca o executivo.

A estratégia da Datamar inclui o uso de modelos generativos de IA e ferramentas de apoio à decisão, voltadas para a análise de fluxos de importação e exportação, movimentação portuária e dinâmica de mercado global.

“O objetivo é migrar de uma visão retrospectiva para uma abordagem preditiva, capaz de antecipar movimentos e reduzir incertezas. A tecnologia só tem valor real quando impacta os resultados operacionais”, complementa.

Inovação, conhecimento e integração do setor logístico

Além das soluções tecnológicas, Marcos Silva também lidera iniciativas que fortalecem o papel da Datamar como hub de conhecimento do setor logístico. Entre elas estão o DatamarLab, espaço que integra tecnologia, logística e pesquisa acadêmica, e o Datamar Smart Shipping, conferência anual que reúne executivos e especialistas para debater tendências e desafios da logística marítima.

Leia Também:  Comercialização de ovinos triplica em 2024 e reforça potencial econômico da atividade

Silva destaca que o grande desafio do setor ainda é a integração de sistemas e o uso estratégico de dados.

“Existe um enorme potencial de ganho em eficiência. Nosso compromisso é acelerar essa evolução por meio de soluções práticas, escaláveis e orientadas a resultados”, afirma.

Transformação digital redefine o futuro do comércio exterior

O avanço da inteligência de dados e da automação no transporte marítimo representa um novo ciclo de modernização da logística global. O uso crescente de IA e análises preditivas permite que empresas reduzam custos, otimizem decisões e aumentem a previsibilidade — elementos essenciais em um setor tão vulnerável a variações econômicas e políticas.

A consolidação da Datamar como referência internacional em inteligência logística reforça a importância do investimento contínuo em tecnologia, inovação e integração de dados para sustentar o crescimento do comércio exterior brasileiro e global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Propaganda

AGRONEGOCIOS

Atacado e exportação estabelecem ritmo recorde em agosto

Publicados

em

Os preços da carne de frango voltaram a subir no mercado interno, enquanto as exportações brasileiras iniciaram agosto no maior ritmo diário já registrado. A combinação de estoques ajustados, recuperação do consumo doméstico e forte procura internacional dá sustentação às cotações neste começo de mês.

Na quinta-feira (13.08), o frango congelado foi negociado no atacado da Grande São Paulo a R$ 7,20 o quilo, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O valor acumula alta de 0,84% desde o início de agosto.

A reação ocorre depois de um período de pressão sobre os preços no fim de julho e nos primeiros dias deste mês. O recebimento de salários aumentou o poder de compra das famílias, enquanto a volta às aulas impulsionou a procura por uma proteína amplamente utilizada no consumo doméstico, em restaurantes e na alimentação escolar.

Os estoques também estão relativamente ajustados à demanda. Esse equilíbrio reduz a necessidade de concessão de descontos por atacadistas e frigoríficos e ajuda a conter a pressão provocada pela maior oferta nacional de carne de frango.

A melhora no atacado, entretanto, não significa necessariamente uma recuperação imediata e na mesma proporção para todos os elos da cadeia. O efeito sobre a remuneração dos avicultores depende dos contratos de integração, dos custos de produção e do comportamento dos preços do milho e do farelo de soja, principais componentes da alimentação das aves.

No mercado externo, os números indicam uma procura ainda mais forte. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), analisados pelo Cepea, mostram que o Brasil embarcou, em média, 30 mil toneladas de carne de frango in natura por dia nos cinco primeiros dias úteis de agosto.

Leia Também:  Mercado de milho segue pressionado no Brasil e no exterior, com produtores cautelosos e safra recorde nos EUA

É a maior média diária para o período desde o início da série histórica, em 1997. Considerada a parcial, aproximadamente 150 mil toneladas foram exportadas nos cinco primeiros dias úteis do mês.

O resultado deve ser interpretado com cautela, porque ainda não permite projetar o volume total de agosto. O ritmo dos embarques pode variar ao longo do mês devido à programação dos portos, à disponibilidade de navios, aos contratos dos frigoríficos e ao calendário dos países compradores.

A arrancada de agosto, porém, dá sequência a um julho de forte desempenho. No mês passado, o Brasil exportou 519,2 mil toneladas de carne de frango, considerando produtos in natura e processados, crescimento de 29,9% em relação a julho de 2025. A receita ficou próxima de R$ 5,2 bilhões, alta de 34,3% na comparação anual, medida originalmente em dólares.

O avanço elevado também reflete a base mais fraca de 2025, quando restrições sanitárias temporárias adotadas após a confirmação de influenza aviária em uma granja comercial afetaram as vendas brasileiras. O foco foi eliminado e o Brasil recuperou gradualmente o acesso aos mercados que haviam suspendido as compras.

No primeiro semestre de 2026, os embarques chegaram a 2,936 milhões de toneladas, alta de 12,9% sobre igual período do ano anterior e recorde para os seis primeiros meses do ano.

Leia Também:  Brasil ganha zoneamento climático do abacaxi para todo o país

O desempenho reforça a posição do Brasil como maior exportador mundial de carne de frango. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) estima que o país poderá produzir entre 16 milhões e 16,15 milhões de toneladas em 2026, crescimento de até 5,6% sobre as 15,289 milhões de toneladas de 2025.

As exportações podem alcançar 5,875 milhões de toneladas neste ano, avanço de até 10,3%. Mesmo com o crescimento dos embarques, a disponibilidade para o mercado interno está estimada em aproximadamente 10,275 milhões de toneladas, 3,1% acima do volume registrado no ano passado.

A presença simultânea de demanda doméstica mais aquecida e exportações em ritmo elevado tende a reduzir a pressão de oferta sobre o atacado. A continuidade da recuperação, contudo, dependerá do consumo após o período de pagamento de salários e da manutenção das encomendas internacionais.

Para produtores e agroindústrias, o cenário é favorável, mas exige atenção aos custos. A valorização da carne melhora a capacidade de absorver despesas, enquanto uma eventual alta do milho ou do farelo de soja pode limitar as margens. Nas próximas semanas, o mercado acompanhará se o recorde diário dos embarques será mantido e se a reação observada no atacado chegará aos demais elos da cadeia.

Fonte: Pensar Agro

Continue lendo

CUIABÁ

POLÍCIA

POLÍTICA MT

MATO GROSSO

MAIS LIDAS DA SEMANA