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Irrigação por gotejamento: limpeza correta é essencial para manter produtividade e eficiência
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A importância da irrigação por gotejamento para a produção agrícola
A irrigação por gotejamento é considerada um investimento estratégico de longo prazo, especialmente diante das mudanças climáticas e da irregularidade das chuvas. Quando corretamente planejada, instalada e mantida, ela garante produtividade, qualidade e estabilidade na produção, além de otimizar o uso de água e nutrientes.
No entanto, como qualquer sistema tecnológico, seu desempenho depende da manutenção adequada, sendo a limpeza do sistema um dos pontos mais críticos e frequentemente negligenciados.
Riscos da lavagem inadequada
De acordo com Matt Clift, Diretor de Gestão Global de Produtos e Marketing da Rivulis, muitos produtores acreditam realizar a limpeza corretamente, mas na prática nem todas as sujeiras são removidas.
“Sem a vazão adequada, a sujeira se acumula nos gotejadores, obstruindo a passagem de água e comprometendo o funcionamento do sistema”, alerta Clift.
A obstrução leva à irrigação ineficiente, causando estresse nas plantas, redução da produtividade e menor vida útil dos equipamentos.
Como a lavagem deve ser feita
Para ser eficaz, a água deve se movimentar pelo sistema com velocidade suficiente para arrastar detritos. Clift orienta:
- Linhas laterais superficiais: mínimo de 0,3 m/s
- Linhas laterais subsuperficiais: mínimo de 0,5 m/s
Além disso, atenção especial deve ser dada às válvulas do final das linhas laterais, que abrem e fecham rapidamente. Esse mecanismo cria uma descarga temporária, mas não substitui a limpeza adequada.
Frequência e sequência da limpeza
A limpeza deve ser realizada no início, durante e ao final de cada safra, considerando:
- Qualidade e quantidade da água
- Vida útil dos tubos gotejadores
- Número de ciclos produtivos
A sequência recomendada é: tubulação principal → tubulação secundária → linhas laterais. Clift explica como identificar o momento correto de concluir a descarga:
“Você verá primeiro água suja, depois água limpa, depois suja novamente e, por fim, limpa. É preciso aguardar o segundo estágio de água limpa antes de finalizar.”
Protegendo o investimento agrícola
Gotejadores entupidos reduzem a eficiência da irrigação, aumentando o risco de estresse das plantas e comprometendo a produtividade da cultura.
“A limpeza com água na velocidade adequada não é algo glamoroso, mas é uma das maneiras mais simples de proteger o sistema e garantir uma operação uniforme”, reforça Clift.
Para auxiliar produtores, a Rivulis disponibiliza um conjunto de Guias de Irrigação por Gotejamento, incluindo Livro 4, que oferece passo a passo detalhado para maximizar o desempenho do sistema.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Soja brasileira caminha para safra recorde de 182 milhões de toneladas e reforça liderança global em 2026
A soja brasileira segue consolidando sua posição como principal protagonista do agronegócio mundial. De acordo com o relatório AgroInfo Junho 2026, divulgado pelo Rabobank, o Brasil deverá colher uma safra histórica de 182 milhões de toneladas na temporada 2025/26, volume que representa um acréscimo de 10 milhões de toneladas em comparação ao ciclo anterior.
O resultado reflete a combinação entre expansão moderada da área cultivada e condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento das lavouras, fortalecendo ainda mais a competitividade do país no mercado internacional.
Produção recorde fortalece oferta brasileira
Segundo a análise do RaboResearch Food & Agribusiness, o desempenho da safra brasileira confirma o elevado potencial produtivo do setor, mesmo em um ambiente global marcado por incertezas geopolíticas e oscilações nos preços das commodities.
Além do crescimento da produção, a demanda pela oleaginosa continua apresentando sinais robustos, sustentando perspectivas positivas para toda a cadeia produtiva.
Exportações seguem em ritmo acelerado
As exportações brasileiras de soja mantêm forte desempenho em 2026. Dados compilados pelo Rabobank mostram que os embarques entre janeiro e maio registraram crescimento de 8% em relação ao mesmo período do ano passado.
A expectativa é que o Brasil exporte aproximadamente 113 milhões de toneladas ao longo do ano, estabelecendo um novo recorde e ampliando em cerca de 5 milhões de toneladas o volume embarcado em comparação a 2025.
Mesmo diante da valorização do real frente ao dólar e do aumento dos custos logísticos internos, a soja brasileira continua altamente competitiva no mercado global, especialmente em relação aos principais concorrentes internacionais.
Mercado internacional influencia preços
Durante o primeiro semestre de 2026, os preços da soja foram fortemente impactados pelo cenário geopolítico internacional.
A expectativa de exportações expressivas dos Estados Unidos para a China ajudou a sustentar as cotações na Bolsa de Chicago (CBOT), enquanto o conflito envolvendo Estados Unidos e Irã impulsionou os preços do petróleo e dos óleos vegetais, incluindo o óleo de soja.
Esse movimento levou os contratos da oleaginosa a alcançarem níveis próximos de US$ 12,20 por bushel em março. Entretanto, a valorização observada em Chicago não se refletiu integralmente nos preços recebidos pelos produtores brasileiros.
A combinação entre prêmios mais baixos nos portos e a valorização do real limitou os ganhos no mercado interno, mantendo as cotações em reais relativamente estáveis ao longo do período.
Esmagamento cresce com margens mais atrativas
Outro destaque do relatório é o fortalecimento da indústria de processamento.
Mesmo com o adiamento do aumento da mistura obrigatória de biodiesel ao diesel, as margens de esmagamento foram beneficiadas pela valorização do óleo de soja.
No primeiro trimestre de 2026, o volume processado atingiu 14,3 milhões de toneladas, crescimento de 10% em relação ao mesmo período de 2025.
A tendência é que a demanda por derivados continue sustentando o avanço do esmagamento ao longo do ano.
Clima nos Estados Unidos e El Niño entram no radar
Nas últimas semanas, os fundamentos de mercado voltaram a assumir protagonismo na formação dos preços globais.
O avanço do plantio e as boas condições das lavouras norte-americanas pressionaram as cotações da soja em Chicago, que registraram queda próxima de 5% durante junho.
Segundo o Rabobank, caso o clima continue favorável nos Estados Unidos, os preços poderão sofrer novas correções no curto prazo.
Por outro lado, após o início da colheita norte-americana, a atenção dos investidores deverá migrar para a América do Sul, especialmente para os possíveis impactos do fenômeno El Niño sobre a safra brasileira 2026/27.
Perspectivas para o produtor
Apesar da volatilidade dos mercados internacionais e das incertezas climáticas para a próxima temporada, o cenário para a soja brasileira permanece amplamente favorável.
A combinação entre safra recorde, crescimento das exportações, aumento do esmagamento e forte demanda global reforça o papel estratégico da cultura para o agronegócio nacional.
No entanto, produtores devem acompanhar atentamente fatores como o comportamento do clima, a evolução da demanda chinesa, os custos logísticos e os movimentos do câmbio, que continuarão exercendo influência direta sobre a rentabilidade do setor nos próximos meses.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio


