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Kepler Weber Tem Lucro 28,5% Maior no 4º Trimestre e Bate Recorde em Negócios Internacionais

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A Kepler Weber (KEPL3) encerrou o quarto trimestre de 2025 com lucro líquido de R$ 64,8 milhões, crescimento de 28,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. A margem líquida atingiu 16,2%, um avanço de 5,2 pontos percentuais na base anual. O trimestre representou 41% do lucro total do ano, que somou R$ 156,3 milhões.

Receita e Margens Recuam, Mas Eficiência Operacional se Destaca

De acordo com o balanço divulgado pela companhia nesta quarta-feira (25), a receita líquida trimestral totalizou R$ 398,7 milhões, retração de 13,3% frente aos R$ 460,1 milhões registrados no mesmo período de 2024. No acumulado do ano, o faturamento atingiu R$ 1,5 bilhão, queda de 7,3% em relação ao exercício anterior.

O EBITDA do trimestre foi de R$ 67,5 milhões, redução de 17,7% em comparação ao 4º trimestre de 2024. No acumulado do ano, o indicador somou R$ 231,9 milhões, 29,4% abaixo do resultado anterior, refletindo um ambiente mais seletivo para investimentos no agronegócio.

Mesmo com a retração, a Kepler Weber manteve disciplina financeira e foco em eficiência, reduzindo as despesas gerais e administrativas (G&A) em 5,1% no trimestre e 4,3% no acumulado anual.

Retorno ao Acionista e Estratégia de Longo Prazo

A companhia distribuiu R$ 145 milhões em dividendos em 2025, equivalente a um payout de 92,8%, segundo o regime de caixa. O resultado, segundo a empresa, reflete “a sólida geração operacional e a política de alocação de capital voltada ao retorno sustentável aos acionistas”.

No comunicado à CVM, a Kepler Weber destacou que 2025 foi um ano emblemático:

“A celebração do centenário coincidiu com um ambiente macroeconômico desafiador para o agronegócio. Mesmo assim, a companhia manteve resiliência e consistência estratégica, apoiada em um portfólio diversificado e execução disciplinada.”

Negócios Internacionais Têm Melhor Desempenho da História

O segmento de Negócios Internacionais registrou receita líquida recorde de R$ 102,6 milhões no quarto trimestre, alta de 31% frente ao mesmo período de 2024. No acumulado do ano, o segmento somou R$ 237,7 milhões, crescimento de 19,4%, alcançando o melhor resultado da última década.

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A Argentina foi destaque, respondendo por 23% das receitas externas e apresentando aumento de 16 vezes sobre o ano anterior. O avanço também foi impulsionado pela expansão em Bolívia, Paraguai, Equador, Colômbia e Venezuela, com contratos que somam cerca de R$ 20,1 milhões, envolvendo soluções completas para soja, milho e arroz.

Reposição e Serviços Mantêm Crescimento Sustentado

O segmento de Reposição e Serviços (R&S) apresentou receita líquida de R$ 95,3 milhões no quarto trimestre, estabilidade frente a 2024 (-0,4%). No acumulado de 2025, o faturamento atingiu R$ 310,9 milhões, alta de 10,1%.

O desempenho foi sustentado pela expansão de 7% na base de clientes e pelo aumento de 11% nas reformas de estruturas. A empresa destacou que a demanda por modernização e melhorias em sistemas de armazenagem tem ampliado sua presença ao longo de todo o ciclo de vida dos ativos agrícolas.

Segmento de Fazendas Enfrenta Cenário Restritivo

A divisão Fazendas, voltada ao atendimento direto de produtores rurais, registrou R$ 105 milhões em receita no quarto trimestre de 2025, retração de 26,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. No acumulado, o segmento totalizou R$ 469,7 milhões, queda de 9,7%.

Segundo a companhia, o resultado reflete “um ambiente de margens pressionadas, custos financeiros elevados e maior seletividade nos investimentos do produtor rural”. Mesmo assim, a empresa fechou novos contratos de R$ 90,2 milhões, distribuídos por diversas regiões do país.

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Agroindústrias Sofrem com Queda de Preços do Arroz

O segmento de Agroindústrias, que engloba cerealistas, cooperativas e indústrias de transformação, apresentou receita líquida de R$ 88,4 milhões no 4º trimestre, queda de 32,9% frente a 2024. No ano, o faturamento somou R$ 405,2 milhões, recuo de 17,8%.

A Kepler Weber atribui o desempenho à redução dos preços do arroz no segundo semestre, que freou novos investimentos, somada ao custo de capital elevado. Mesmo com o cenário desafiador, o segmento firmou R$ 151,4 milhões em novos contratos, voltados a projetos de armazenagem e beneficiamento nas regiões Sul e Centro-Oeste.

Portos e Terminais Mantêm Carteira de Projetos Ativos

A área de Portos e Terminais registrou R$ 7,3 milhões em receita líquida no trimestre, retração de 38,9% sobre 2024. O resultado, segundo a empresa, reflete a natureza de projetos de longo prazo, com reconhecimento de receita conforme o avanço físico das obras.

Os contratos em execução somam R$ 52,5 milhões, e a margem bruta do trimestre ficou acima da média histórica do segmento, influenciada por reformas pontuais e serviços técnicos de alta complexidade.

Perspectiva de Crescimento Sustentado

Mesmo diante de um cenário de juros elevados e menor apetite ao investimento, a Kepler Weber encerrou 2025 com carteira de projetos consistente e um modelo de negócios resiliente. A empresa reforça sua estratégia de longo prazo baseada em diversificação de mercados, inovação tecnológica e presença internacional crescente.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Corrida global por terras raras leva Senado a discutir estratégia para minerais críticos

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O avanço da disputa internacional por minerais críticos e terras raras mobilizou a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que participou nesta semana de um debate no Senado sobre os caminhos para ampliar a presença do Brasil nas etapas de maior valor agregado da cadeia mineral.

A discussão ocorre em um cenário de crescente competição global por recursos considerados estratégicos para a produção de baterias, veículos elétricos, equipamentos eletrônicos, inteligência artificial, sistemas de defesa e geração de energia renovável. Nos últimos anos, Estados Unidos, China e União Europeia intensificaram políticas voltadas à segurança das cadeias de suprimentos e à redução da dependência externa desses insumos.

O Brasil aparece nesse cenário como um dos países com maior potencial geológico do mundo. Além de reservas de nióbio, grafita e lítio, o país possui importantes ocorrências de terras raras, grupo de minerais utilizados em equipamentos de alta tecnologia e considerados estratégicos pelas principais economias globais.

Durante audiência pública realizada pela Comissão de Relações Exteriores do Senado, integrantes da FPA defenderam a construção de uma política nacional voltada não apenas à extração mineral, mas também ao processamento industrial e à agregação de valor dentro do país. A avaliação apresentada durante o debate é que o Brasil corre o risco de repetir o modelo histórico de exportação de matéria-prima caso não avance em tecnologia, industrialização e segurança jurídica.

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INTERESSE MUNDIAL – Para o presidente do Instituto do Agronegócio, engenheiro agrônomo Isan Rezende, os minerais críticos e as terras raras deixaram de ser apenas uma questão mineral para se tornarem um tema de soberania econômica.

“O mundo vive uma corrida por recursos essenciais para a produção de baterias, semicondutores, inteligência artificial, sistemas de defesa e transição energética. O Brasil possui algumas das maiores reservas do planeta e precisa decidir se continuará exportando matéria-prima ou se avançará para ocupar posições mais estratégicas nessa cadeia.”

“O que preocupa é que as principais economias do mundo estão adotando políticas cada vez mais agressivas para garantir acesso a esses minerais. Os Estados Unidos ampliam sua pressão por acordos de fornecimento, a China mantém forte controle sobre etapas de processamento e diversos países passaram a restringir exportações para proteger suas próprias indústrias. O Brasil não pode assistir a esse movimento apenas como fornecedor de recursos naturais. É necessário construir uma política nacional que estimule pesquisa, industrialização, inovação e geração de valor dentro do país.”

“A discussão conduzida pela Frente Parlamentar da Agropecuária vai além da mineração. Estamos falando de desenvolvimento regional, atração de investimentos, geração de empregos qualificados e fortalecimento da competitividade brasileira. O país reúne reservas minerais, conhecimento técnico e capacidade produtiva para se tornar um protagonista global nesse mercado. Mas isso exige segurança jurídica, previsibilidade regulatória e uma estratégia de longo prazo que transforme riqueza geológica em riqueza econômica para os brasileiros.”

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Os Estados Unidos ampliaram programas de incentivo à produção doméstica e à diversificação de fornecedores, enquanto a China mantém posição dominante em etapas estratégicas do processamento de terras raras. Outros países produtores também passaram a restringir exportações de matérias-primas para estimular investimentos industriais locais.

No Senado, a discussão abordou ainda o Projeto de Lei 4.443/2025, que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. A proposta busca estabelecer diretrizes para pesquisa, exploração, industrialização e atração de investimentos para o setor.

Entre os pontos destacados pelos participantes estão a necessidade de ampliar o conhecimento geológico do território brasileiro, fortalecer a pesquisa científica, estimular o desenvolvimento tecnológico e criar um ambiente regulatório capaz de atrair investimentos de longo prazo.

Para a FPA, o debate ultrapassa a questão mineral e passa a integrar uma agenda estratégica relacionada à competitividade da economia brasileira, à segurança das cadeias produtivas e ao posicionamento do país em um mercado que deve ganhar relevância crescente nas próximas décadas.

Fonte: Pensar Agro

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