CUIABÁ
Pesquisar
Close this search box.

AGRONEGOCIOS

LabQuali da Agrodefesa realiza 10 mil análises anuais de alimentos de origem animal em Goiás

Publicados

AGRONEGOCIOS

O Laboratório de Controle de Qualidade de Alimentos (LabQuali), localizado em Goiânia (GO) e vinculado à Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa), realiza cerca de 10 mil análises por ano em produtos de origem animal no estado. As análises incluem ensaios físico-químicos e microbiológicos, garantindo que alimentos como carne, leite, ovos, mel e derivados cheguem à mesa do consumidor com segurança e qualidade.

Controle microbiológico rigoroso

No setor de microbiologia, o LabQuali identifica micro-organismos patogênicos que podem causar doenças em humanos, como Salmonella sp., Listeria monocytogenes, Escherichia coli, Clostridium perfringens, estafilococos, além de fungos e leveduras. A presença desses agentes nos alimentos pode provocar gastroenterites e outras infecções alimentares. Além disso, a unidade realiza a verificação de rótulos, datas de validade, temperatura de armazenamento e integridade das embalagens.

Análises físico-químicas e detecção de fraudes

O laboratório também avalia parâmetros como umidade, proteína, gordura e acidez, comparando os resultados aos padrões definidos pela legislação brasileira. Segundo Pryscilla Gonçalves, gerente do LabQuali, esses exames são essenciais não apenas para garantir a conformidade, mas também para identificar fraudes, como adição indevida de água em leite ou presença de amido em produtos cárneos.

Leia Também:  O Boletim do Leite de abril já está disponível!
Limitação ao serviço oficial de inspeção

É importante destacar que o LabQuali não atende ao público em geral. As amostras analisadas devem estar vinculadas a estabelecimentos registrados no Serviço de Inspeção Estadual (SIE) ou coletadas por fiscais da Agrodefesa durante ações de vigilância sanitária, fiscalização ou investigação de denúncias.

Compromisso com a saúde pública

O presidente da Agrodefesa, José Ricardo Caixeta Ramos, ressalta que a Agência atua para garantir a saúde pública por meio de análises rigorosas de alimentos de origem animal. “A preocupação com a oferta de alimentos seguros é um dos pilares da saúde única, que reconhece a interconexão entre a saúde humana, animal e ambiental”, afirma.

Educação sanitária e papel do consumidor

Pryscilla Gonçalves reforça que o trabalho do LabQuali complementa as ações de fiscalização e controle sanitário. Além disso, destaca a importância da conscientização do consumidor, que deve verificar a procedência dos produtos e observar o selo de inspeção, garantindo que os alimentos consumidos passaram por criterioso controle de qualidade. Ela também alerta para a necessidade de atenção às condições de armazenamento e à validade dos produtos.

Leia Também:  Citricultores paulistas devem entregar relatório até 15 de janeiro

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGOCIOS

Boi gordo dispara frente à vaca em 2026 e amplia diferença de preços no mercado paulista

Publicados

em

O mercado pecuário brasileiro registra uma ampliação significativa na diferença de preços entre o boi gordo e a vaca em 2026. Dados recentes do Cepea mostram que, em abril (parcial até o dia 28), o spread entre as categorias no estado de São Paulo chegou a R$ 33,69 por arroba, com vantagem expressiva para os machos.

Diferença atinge maior nível dos últimos anos

Historicamente, o boi gordo já é negociado acima da vaca gorda, devido a fatores como melhor rendimento de carcaça, maior acabamento e maior valor agregado da carne. No entanto, o atual patamar representa um avanço relevante frente aos anos anteriores.

Em abril de 2024, a diferença era de R$ 17,70/@, enquanto em 2025 ficou em R$ 26,30/@ — números significativamente inferiores ao observado neste ano.

Oferta restrita de machos sustenta alta

Segundo os pesquisadores do Cepea, o principal fator por trás desse movimento é a oferta reduzida de bois ao longo de 2026. A menor disponibilidade tem sustentado a valorização mais intensa da arroba dos machos, especialmente diante de uma demanda internacional aquecida pela carne bovina brasileira.

Leia Também:  Citricultores paulistas devem entregar relatório até 15 de janeiro

Esse cenário tem favorecido os produtores que trabalham com animais terminados, pressionando os frigoríficos a pagarem mais para garantir escalas de abate.

Maior oferta de fêmeas limita preços

Por outro lado, o mercado de vacas apresenta dinâmica distinta. A maior disponibilidade de fêmeas — especialmente em ciclos de descarte de matrizes — aumenta a oferta e reduz o poder de barganha dos vendedores.

Além disso, a carne de vaca é mais direcionada ao mercado interno, que apresenta ritmo de consumo mais moderado, o que também contribui para limitar a valorização dos preços.

Arroba do boi sobe mais que a da vaca em 2026

No acumulado desde dezembro de 2025 até abril de 2026, a arroba do boi gordo no mercado paulista registra valorização nominal de 12,65%. Já a vaca gorda apresenta alta mais contida, de 7,5% no mesmo período.

Tendência segue atrelada à oferta e à exportação

A perspectiva para o curto prazo indica manutenção desse diferencial elevado, sustentado pela restrição de oferta de machos e pelo bom desempenho das exportações brasileiras de carne bovina. Enquanto isso, a maior presença de fêmeas no mercado tende a continuar pressionando os preços dessa categoria.

Leia Também:  O Boletim do Leite de abril já está disponível!

O comportamento das escalas de abate e o ritmo da demanda doméstica serão determinantes para os próximos movimentos do setor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

POLÍCIA

POLÍTICA MT

MATO GROSSO

MAIS LIDAS DA SEMANA