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Labsem da Agrodefesa mantém excelência e alcança nota máxima em avaliação nacional
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Pelo segundo ano consecutivo, o Laboratório Oficial de Análise de Sementes (Labsem) da Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) conquistou a nota máxima no Programa de Ensaio de Proficiência (PEP) em Sementes. A avaliação, conduzida pela Rede Metrológica do Rio Grande do Sul com anuência do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), reafirma a excelência dos serviços prestados pelo laboratório goiano.
Em 2023, o Labsem já havia alcançado 100% de aproveitamento em todos os critérios analisados, desempenho repetido em 2024, consolidando sua referência nacional na análise de sementes. “Estamos muito orgulhosos. Esse resultado confirma o compromisso da Agrodefesa em manter elevados padrões de qualidade e confiança nas análises realizadas no estado de Goiás”, destaca José Ricardo Caixeta Ramos, presidente da Agrodefesa.
Avaliação rigorosa e compromisso com a qualidade
A participação no PEP 2024 envolveu ensaios interlaboratoriais para sementes de soja, trigo e braquiária, garantindo a confiabilidade dos resultados. “Participar desse programa é essencial para demonstrarmos que nosso trabalho está alinhado com as normas regulatórias e que fornecemos resultados confiáveis. A qualidade das sementes é determinante para a produtividade no campo e a redução dos custos operacionais dos produtores”, explica Anna Carla Luccas, gerente do Labsem.
Os testes incluíram análises de pureza, germinação, vigor, peso de mil sementes, verificação de cultivares e identificação de sementes infestadas. O resultado da avaliação de 2024 foi divulgado no final de fevereiro de 2025. “No último ciclo, 40 laboratórios participaram dos testes para soja, 14 para trigo e 12 para braquiária, que foi a novidade deste programa”, acrescenta Anna Carla.
Referência nacional em análises de sementes
O Labsem tem a missão de assegurar a identidade e a qualidade das sementes comercializadas em Goiás, seguindo métodos e padrões estabelecidos pela legislação vigente. O laboratório é um dos cinco estaduais oficiais credenciados pelo Mapa no Brasil.
Grande parte das amostras analisadas provém de fiscalizações realizadas por engenheiros agrônomos das 12 Unidades Regionais da Agrodefesa. Esses profissionais coletam sementes para verificar o cumprimento dos padrões estabelecidos para cada espécie e categoria. “Sementes fora dos padrões podem gerar prejuízos significativos, levando à necessidade de nova semeadura e ao desperdício de tempo e insumos, impactando diretamente os custos de produção”, ressalta Anna Carla.
Além de analisar sementes de soja, milho e feijão, o Labsem avalia outras variedades, como arroz, algodão, sorgo e diversas espécies forrageiras. O laboratório também presta serviços a órgãos como Mapa, Emater, Embrapa, Iagro (MS) e Cidasc (SC), além de manter parcerias com a Adapar (PR).
“Nossa atuação em nível nacional reflete a confiança no nosso trabalho e a relevância das análises oficiais para a fiscalização do comércio de sementes em Goiás e outros estados”, conclui a gerente do Labsem.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Atacado e exportação estabelecem ritmo recorde em agosto
Os preços da carne de frango voltaram a subir no mercado interno, enquanto as exportações brasileiras iniciaram agosto no maior ritmo diário já registrado. A combinação de estoques ajustados, recuperação do consumo doméstico e forte procura internacional dá sustentação às cotações neste começo de mês.
Na quinta-feira (13.08), o frango congelado foi negociado no atacado da Grande São Paulo a R$ 7,20 o quilo, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O valor acumula alta de 0,84% desde o início de agosto.
A reação ocorre depois de um período de pressão sobre os preços no fim de julho e nos primeiros dias deste mês. O recebimento de salários aumentou o poder de compra das famílias, enquanto a volta às aulas impulsionou a procura por uma proteína amplamente utilizada no consumo doméstico, em restaurantes e na alimentação escolar.
Os estoques também estão relativamente ajustados à demanda. Esse equilíbrio reduz a necessidade de concessão de descontos por atacadistas e frigoríficos e ajuda a conter a pressão provocada pela maior oferta nacional de carne de frango.
A melhora no atacado, entretanto, não significa necessariamente uma recuperação imediata e na mesma proporção para todos os elos da cadeia. O efeito sobre a remuneração dos avicultores depende dos contratos de integração, dos custos de produção e do comportamento dos preços do milho e do farelo de soja, principais componentes da alimentação das aves.
No mercado externo, os números indicam uma procura ainda mais forte. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), analisados pelo Cepea, mostram que o Brasil embarcou, em média, 30 mil toneladas de carne de frango in natura por dia nos cinco primeiros dias úteis de agosto.
É a maior média diária para o período desde o início da série histórica, em 1997. Considerada a parcial, aproximadamente 150 mil toneladas foram exportadas nos cinco primeiros dias úteis do mês.
O resultado deve ser interpretado com cautela, porque ainda não permite projetar o volume total de agosto. O ritmo dos embarques pode variar ao longo do mês devido à programação dos portos, à disponibilidade de navios, aos contratos dos frigoríficos e ao calendário dos países compradores.
A arrancada de agosto, porém, dá sequência a um julho de forte desempenho. No mês passado, o Brasil exportou 519,2 mil toneladas de carne de frango, considerando produtos in natura e processados, crescimento de 29,9% em relação a julho de 2025. A receita ficou próxima de R$ 5,2 bilhões, alta de 34,3% na comparação anual, medida originalmente em dólares.
O avanço elevado também reflete a base mais fraca de 2025, quando restrições sanitárias temporárias adotadas após a confirmação de influenza aviária em uma granja comercial afetaram as vendas brasileiras. O foco foi eliminado e o Brasil recuperou gradualmente o acesso aos mercados que haviam suspendido as compras.
No primeiro semestre de 2026, os embarques chegaram a 2,936 milhões de toneladas, alta de 12,9% sobre igual período do ano anterior e recorde para os seis primeiros meses do ano.
O desempenho reforça a posição do Brasil como maior exportador mundial de carne de frango. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) estima que o país poderá produzir entre 16 milhões e 16,15 milhões de toneladas em 2026, crescimento de até 5,6% sobre as 15,289 milhões de toneladas de 2025.
As exportações podem alcançar 5,875 milhões de toneladas neste ano, avanço de até 10,3%. Mesmo com o crescimento dos embarques, a disponibilidade para o mercado interno está estimada em aproximadamente 10,275 milhões de toneladas, 3,1% acima do volume registrado no ano passado.
A presença simultânea de demanda doméstica mais aquecida e exportações em ritmo elevado tende a reduzir a pressão de oferta sobre o atacado. A continuidade da recuperação, contudo, dependerá do consumo após o período de pagamento de salários e da manutenção das encomendas internacionais.
Para produtores e agroindústrias, o cenário é favorável, mas exige atenção aos custos. A valorização da carne melhora a capacidade de absorver despesas, enquanto uma eventual alta do milho ou do farelo de soja pode limitar as margens. Nas próximas semanas, o mercado acompanhará se o recorde diário dos embarques será mantido e se a reação observada no atacado chegará aos demais elos da cadeia.
Fonte: Pensar Agro



