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Leilão judicial coloca à venda mais de 70 mil hectares em MT e SP com desconto de até 56%
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Uma das maiores ofertas de terras rurais dos últimos anos em leilões judiciais está aberta para investidores, produtores rurais e empresas do agronegócio. A Massa Falida da Colonizadora Vale do Rio Ferro disponibilizou para venda um conjunto de 17 fazendas que somam mais de 70 mil hectares localizados nos estados de Mato Grosso e São Paulo.
Os ativos, avaliados em aproximadamente R$ 80 milhões, poderão ser adquiridos com desconto de até 56% sobre o valor de avaliação. O lance inicial foi fixado em R$ 35 milhões, tornando a oportunidade atrativa para investidores em busca de áreas rurais com potencial produtivo e valorização patrimonial.
Os lances já estão abertos e poderão ser realizados até o dia 17 de junho, às 14h, por meio da plataforma eletrônica da Balbino Leilões.
Mato Grosso concentra a maior parte das áreas ofertadas
A maior parcela das propriedades está localizada em Mato Grosso, estado que lidera a produção agrícola nacional e se destaca como um dos principais polos do agronegócio mundial.
Entre os municípios contemplados estão Nova Ubiratã e Sinop, regiões reconhecidas pela elevada produção de soja, milho e algodão, além da crescente infraestrutura logística voltada ao escoamento da safra.
O portfólio também inclui propriedades rurais no município de Piedade, no interior de São Paulo, ampliando as alternativas de investimento para diferentes perfis de compradores.
Desconto amplia atratividade dos ativos rurais
Segundo especialistas do setor, a possibilidade de aquisição com desconto expressivo em relação ao valor de mercado representa um dos principais diferenciais da negociação.
Por se tratar de um leilão judicial vinculado à alienação de ativos de uma massa falida, o processo segue regras estabelecidas pela Justiça, oferecendo segurança jurídica aos participantes e transparência na transferência dos bens.
De acordo com Luiz Balbino, fundador e leiloeiro responsável pelo certame, o volume de terras disponibilizado torna esta uma oportunidade diferenciada no mercado.
“Trata-se de uma das maiores áreas rurais ofertadas em leilão judicial nos últimos anos. Além da robustez patrimonial dos ativos, o processo reúne segurança jurídica e condições comerciais bastante competitivas em relação aos valores praticados no mercado”, destacou.
Como participar do leilão
O leilão será realizado integralmente em formato eletrônico. Para participar, os interessados devem realizar cadastro prévio e solicitar habilitação diretamente na plataforma oficial do leiloeiro.
Após a aprovação do cadastro, os participantes estarão aptos a registrar lances e acompanhar todas as etapas do processo online.
Mercado de terras segue aquecido
Mesmo diante de um cenário econômico desafiador, o mercado de terras agrícolas continua atraindo investidores interessados em ativos ligados ao agronegócio. Áreas localizadas em regiões consolidadas de produção, especialmente em Mato Grosso, permanecem entre as mais procuradas devido ao potencial produtivo, à valorização patrimonial e à crescente demanda global por alimentos.
A oferta de um conjunto de mais de 70 mil hectares em um único leilão reforça o interesse do mercado por oportunidades estratégicas de expansão e diversificação de investimentos no campo.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Restrições no fornecimento de diesel ameaçam plantio da safra de verão
Relatos de restrições e atrasos na entrega de óleo diesel voltaram a preocupar produtores rurais do Rio Grande do Sul no início do plantio da safra de verão. A irregularidade no abastecimento pode paralisar máquinas, comprometer a janela de semeadura e elevar em até R$ 1,47 bilhão os custos das principais lavouras gaúchas, caso o combustível volte a alcançar R$ 9 por litro.
A Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul) encaminhou nesta segunda-feira (14) um ofício à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) solicitando fiscalização das distribuidoras e medidas para garantir o fornecimento durante os períodos de maior demanda no campo.
O alerta ocorre no momento em que as propriedades iniciam o preparo do solo e a implantação das culturas de verão. Como o trabalho depende de tratores, semeadoras, pulverizadores e caminhões, a falta de combustível pode atrasar o plantio e obrigar o produtor a semear fora do período recomendado.
O risco não se limita à redução da área cultivada. O atraso pode prejudicar o desenvolvimento das lavouras, expor as plantas a condições climáticas menos favoráveis e diminuir a produtividade. Também pode encurtar o período disponível para culturas de segunda safra.
O problema já foi registrado no primeiro semestre. Entre março e abril, durante a colheita de arroz e soja, dificuldades no fornecimento atingiram aproximadamente 170 municípios gaúchos. Houve interrupções de operações agrícolas, atrasos no transporte e relatos de diesel comercializado por até R$ 9 o litro.
O preço do combustível representa uma parcela relevante das despesas com preparo do solo, plantio, pulverização, colheita e transporte. Cálculos da Farsul indicam que uma alta de 21,1% no diesel S10, com o litro passando de R$ 5,97 para R$ 7,23, acrescentaria R$ 612,2 milhões aos custos diretos das operações mecanizadas das principais culturas do Estado.
Em uma situação mais grave, com o diesel novamente a R$ 9, o custo adicional poderia chegar a R$ 1,47 bilhão. Parte dessa conta seria absorvida pelas propriedades, pressionando margens já reduzidas, enquanto outra parcela poderia alcançar transportadoras, cooperativas, agroindústrias e consumidores.
O abastecimento brasileiro está mais exposto às oscilações externas porque mais de 25% do diesel consumido no país é importado. A diferença entre os preços praticados internamente e o custo de importação reduz o interesse das empresas em trazer o produto do exterior, justamente quando a demanda aumenta.
Boletim da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), citado pela entidade gaúcha, apontou que o preço nacional permaneceu abaixo da paridade de importação durante agosto, com defasagem que teria alcançado R$ 2,56 por litro. Essa diferença pode limitar a entrada de combustível importado e aumentar a dependência da produção nacional.
Para tentar preservar a oferta e conter os preços, o governo federal autorizou uma nova subvenção ao diesel rodoviário. No primeiro período, o benefício foi fixado em R$ 1 por litro para produtores e importadores que aderirem ao mecanismo.
O valor deverá ser descontado do preço de venda e registrado na nota fiscal. A ANP será responsável por habilitar as empresas participantes, acompanhar os preços e efetuar o pagamento da subvenção. O benefício é temporário e poderá ser alterado, suspenso ou prorrogado conforme as condições do mercado.
A medida, entretanto, ainda precisa resultar em combustível efetivamente disponível no interior. A redução do preço na origem não garante, isoladamente, que os volumes chegarão aos produtores dentro dos prazos exigidos pelo calendário agrícola.
A Farsul pede que a ANP fiscalize o atendimento das distribuidoras aos Transportadores-Revendedores-Retalhistas (TRRs), aos postos independentes e aos municípios do interior. A entidade também solicita informações regionalizadas sobre estoques, pedidos, volumes entregues, recusas de fornecimento e prazos de atendimento.
O ofício cobra ainda a investigação de eventuais retenções de combustível, limitações artificiais da oferta ou tratamento desigual entre compradores. Outra reivindicação é a criação de um plano de contingência para impedir que a crise registrada durante a colheita se repita no plantio.
Com a janela de semeadura em andamento, a resposta precisa ocorrer antes que as restrições se transformem em máquinas paradas. Para o produtor, combustível disponível depois do período adequado não recupera os dias perdidos nem elimina os possíveis danos à produtividade da safra.
Fonte: Pensar Agro



