AGRONEGOCIOS
Leilões na Feicorte 2025 movimentam negócios, tradição e solidariedade no agronegócio
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A Feicorte – Feira Internacional da Cadeia Produtiva da Carne, que acontece de 17 a 21 de junho no Recinto de Exposições Jacob Tosello, em Presidente Prudente (SP), reúne mais do que conteúdo técnico. Um dos grandes destaques do evento são os leilões que movimentam negócios, reforçam a tradição e promovem a solidariedade no setor agropecuário.
Destaque para genética e negócios
Durante os cinco dias da feira, pecuaristas, investidores e selecionadores acompanham leilões de bovinos Nelore, além de cavalos das raças Paint Horse e Quarto de Milha. Essas negociações reforçam a Feicorte como plataforma estratégica para geração de negócios, disseminação de genética superior e fortalecimento da pecuária de corte brasileira.
Carla Tuccilio, CEO da Verum — promotora da feira — destaca a importância dos remates:
“Os leilões na Feicorte refletem a evolução da pecuária e sua conexão com as exigências do mercado. São espaços para celebrar resultados, investir em genética e olhar para o futuro da produção de carne de qualidade no Brasil.”
Leilão Origens do Mocho
Abrindo a agenda de remates, o Leilão Origens do Mocho ocorre no dia 17 de junho, às 19h, no Espaço Tatersal, com transmissão ao vivo pelo Canal do Boi e Canal Leilosul. A iniciativa reúne 50 touros Nelore Mocho PO, com registro definitivo e avaliação genética, além de 10 novilhas superprecoces da mesma linhagem.
Rubens Eduardo Ferreira, criador responsável pelo tradicional PrudenMocho, ressalta a relevância do leilão dentro da Feicorte:
“Somamos um projeto de qualidade a um evento referência no setor, com estrutura e público qualificado, aumentando ainda mais a visibilidade do remate.”
Leilão Confraria da Carcaça Nelore
No dia 18 de junho, às 20h, acontece o leilão virtual da Confraria da Carcaça Nelore, voltado ao aprimoramento da qualidade da carne da raça Nelore. A transmissão será pelo Agrocanal e Connect Leilões.
O evento oferece bezerras, novilhas, matrizes, doadoras de embriões, reprodutores avaliados e embriões de alto potencial genético. A Confraria, com cerca de 50 associados, promove ainda palestras e estações temáticas no espaço Beef Hour da Feicorte.
Laís D’Incao Alves, da Comissão de Comunicação e Marketing da Confraria, afirma:
“A Feicorte é ambiente estratégico para conectar criadores e valorizar a seleção técnica, gerando visibilidade e bons negócios.”
Leilão Pecuária Solidária
A solidariedade também marca presença no evento com o Leilão Pecuária Solidária, no dia 19 de junho, às 20h, no Espaço Beef Hour. A iniciativa destina toda a renda ao Núcleo Tthere, que promove inclusão social e profissional em Presidente Prudente.
Nesta edição, serão leiloados animais, sêmen, produtos agropecuários e itens especiais doados por personalidades. Eduardo Gomes, idealizador do projeto, destaca:
“O Pecuária Solidária conecta produtores e sociedade em torno de uma causa nobre, transformando vidas com o trabalho do Núcleo Tthere.”
Leilão Grupo Mazieiro
No dia 20 de junho, às 20h, o Grupo Mazieiro realiza o Leilão Grandes Marcas – Grupo Mazieiro e Convidados, com transmissão ao vivo pelo Canal do Boi.
O remate contará com embriões, prenhezes e fêmeas de linhagens tradicionais do Nelore, envolvendo criatórios renomados como BR Pecuária, Nelore Beka, Nelore da Dourada, entre outros. O proprietário Albertino Mazieiro Filho afirma:
“Voltamos com uma proposta especial, reunindo grandes marcas na maior feira da carne da América Latina.”
Leilão Quarto de Milha e Paint Horse
Encerrando a programação, no dia 21 de junho, às 13h, acontece o leilão das raças Quarto de Milha e Paint Horse. Com 35 lotes de animais selecionados, o evento é organizado por criadores experientes e promove a beleza e funcionalidade dessas raças.
Celso Cuba, um dos organizadores, destaca:
“A Feicorte é uma vitrine que coloca Presidente Prudente no mapa nacional do cavalo e do boi, fortalecendo o agronegócio regional e atraindo compradores de todo o país.”
Com ampla programação de leilões, a Feicorte 2025 reafirma seu papel como uma das maiores feiras do setor de carne no Brasil, unindo negócios, tradição e ações sociais em um único evento.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Exportações do agronegócio de Minas Gerais alcançam US$ 5,8 bilhões e mantêm estado entre líderes nacionais
As exportações do agronegócio de Minas Gerais somaram US$ 5,8 bilhões entre janeiro e abril de 2026, consolidando o estado entre os três maiores exportadores do setor no Brasil. No período, foram embarcadas 4,8 milhões de toneladas de produtos agropecuários para mais de 160 países.
Apesar da retração de 11,9% no valor exportado e de 9,3% no volume em comparação ao mesmo período de 2025, Minas Gerais respondeu por 10,6% das exportações do agronegócio brasileiro, mantendo posição de destaque no comércio exterior nacional.
Segundo análise da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), a redução está concentrada em segmentos específicos de grande representatividade, especialmente café e complexo sucroalcooleiro, enquanto diversas outras cadeias produtivas apresentaram crescimento.
Diversificação fortalece desempenho do agro mineiro
De acordo com a assessora técnica da Seapa, Manoela Teixeira, o resultado evidencia o avanço da diversificação das exportações do estado.
Segmentos como carnes, sementes, algodão, papel, animais vivos, couros, frutas e bebidas registraram desempenho positivo, contribuindo para ampliar a presença de Minas Gerais em diferentes mercados internacionais.
O estado também mantém liderança em importantes cadeias exportadoras. No primeiro quadrimestre, Minas respondeu por:
- 71% das exportações brasileiras de café;
- 30,5% dos produtos apícolas;
- 20,4% dos lácteos;
- 12,8% das rações para animais;
- 11,9% dos produtos hortícolas, leguminosas, raízes e tubérculos.
Ao todo, mais de 500 produtos diferentes foram comercializados no mercado internacional durante o período.
Café continua liderando exportações
O café permaneceu como principal produto da pauta exportadora mineira, gerando receita de US$ 3,2 bilhões.
Foram embarcadas aproximadamente 7,4 milhões de sacas ao exterior, porém o segmento registrou retração de 17,5% em valor e de 26% em volume na comparação com o primeiro quadrimestre do ano anterior.
Mesmo com a queda, o produto continua sendo o principal responsável pelo desempenho do agronegócio estadual e pela forte presença mineira no comércio internacional.
Complexo soja mantém segunda posição
O complexo soja, formado por grãos, farelo e óleo, ocupou a segunda colocação entre os produtos mais exportados pelo estado.
As vendas externas totalizaram US$ 1,14 bilhão, com embarques de 2,71 milhões de toneladas.
Em relação ao mesmo período de 2025, houve redução de 2,8% na receita e de 8,9% no volume exportado.
Carnes lideram crescimento entre os principais setores
O grande destaque positivo do quadrimestre foi o segmento de carnes bovina, suína e de frango.
As exportações do setor alcançaram US$ 576,7 milhões e 160 mil toneladas, representando crescimento de 8,2% em valor e de 0,7% em volume.
A valorização da carne bovina no mercado internacional foi um dos principais fatores responsáveis pelo avanço da receita, reforçando a importância do segmento na pauta exportadora mineira.
Complexo sucroalcooleiro registra retração
As exportações do complexo sucroalcooleiro somaram US$ 268,7 milhões entre janeiro e abril.
O resultado representa queda de 22,9% na receita e recuo de 2,7% no volume embarcado em comparação ao mesmo período do ano passado.
A redução do valor médio da tonelada exportada foi um dos fatores que mais contribuíram para o desempenho negativo do setor.
União Europeia permanece principal destino
A União Europeia consolidou-se como o principal mercado para os produtos do agronegócio mineiro.
O bloco econômico importou US$ 1,7 bilhão em produtos do estado no primeiro quadrimestre, equivalente a 29,6% de toda a pauta exportadora do agro mineiro.
Na comparação anual, houve queda moderada de 2,9% no valor e de 2,5% no volume embarcado.
O café continua dominando as vendas para o mercado europeu, representando 94,4% do valor exportado ao bloco.
Por outro lado, alguns segmentos vêm ampliando sua participação. Os produtos florestais registraram crescimento de 42,8% na receita, enquanto as exportações de carnes mais que dobraram, indicando oportunidades de diversificação e agregação de valor.
Mercosul amplia volume importado
Os países do Mercosul — Argentina, Uruguai, Paraguai e Bolívia — adquiriram US$ 82 milhões em produtos do agronegócio mineiro no período.
Embora a receita tenha recuado 2,1%, o volume exportado cresceu 10,1%, refletindo ajustes nos preços médios dos produtos comercializados.
A Argentina respondeu por 63,2% das compras do bloco, seguida por Uruguai, Paraguai e Bolívia.
Diferentemente da União Europeia, a pauta exportadora para o Mercosul apresenta maior diversidade. O café representa 38,3% das vendas, seguido por cacau e derivados, carnes, produtos vegetais, hortaliças, tubérculos, produtos florestais e alimentos processados.
Essa característica amplia as oportunidades para a indústria agroalimentar mineira, especialmente em segmentos de maior valor agregado, como bebidas, chocolates, lácteos e cafés especiais.
Perspectiva
Mesmo diante da retração observada no primeiro quadrimestre, Minas Gerais mantém posição estratégica no comércio exterior do agronegócio brasileiro. A força do café, o avanço das exportações de carnes e a crescente diversificação da pauta exportadora reforçam a competitividade do estado e ampliam as oportunidades de crescimento em mercados internacionais cada vez mais exigentes.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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