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Lula defende soberania nacional e combate à fome em discurso na ONU

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursou nesta terça-feira (23) na 80ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York. Em sua fala, o mandatário brasileiro reforçou a defesa da soberania nacional, criticou sanções unilaterais e destacou a importância do combate à fome e às desigualdades sociais.

Defesa da soberania nacional

Lula iniciou seu pronunciamento afirmando que “nossa democracia e nossa soberania são inegociáveis”, arrancando aplausos da plateia. A declaração foi interpretada como uma resposta às recentes sanções impostas pelos Estados Unidos a autoridades brasileiras, incluindo a esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, e o Instituto Lex, ligado à família do magistrado. O Ministério das Relações Exteriores do Brasil classificou as medidas como “indevidas” e um “novo ataque à soberania brasileira”.

Combate à fome e às desigualdades

O presidente enfatizou que a única guerra da qual todos podem sair vencedores é a que se trava contra a fome e a pobreza. Nesse contexto, Lula mencionou a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, iniciativa lançada no G20 e que já conta com o apoio de 103 países. Ele também alertou para os impactos das desigualdades sociais, como as diferenças salariais entre homens e mulheres, e afirmou que a pobreza é tão inimiga da democracia e da paz quanto os extremismos políticos.

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Crítica ao negacionismo climático e proposta de reforma da ONU

Lula criticou o negacionismo climático e cobrou ações concretas para enfrentar a crise ambiental. Ele destacou que o Brasil reduziu o desmatamento na Amazônia em 50% no último ano e se comprometeu a erradicá-lo até 2030. Além disso, o presidente brasileiro defendeu uma ampla reforma na ONU para torná-la mais eficaz no enfrentamento dos desafios globais contemporâneos.

Conclusão

O discurso de Lula na ONU reafirma o compromisso do Brasil com a defesa da soberania nacional, o combate à fome e às desigualdades sociais, e a promoção de ações concretas para enfrentar a crise climática. Ao mesmo tempo, o presidente brasileiro posiciona o país como um defensor do multilateralismo e da reforma das instituições internacionais para que possam responder de maneira mais eficaz aos desafios globais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil reforça compromisso com pesca e aquicultura sustentáveis e segurança alimentar na FAO

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O Brasil reforçou o compromisso com a pesca sustentável, a aquicultura responsável e a segurança alimentar durante a 37ª Sessão do Comitê de Pesca da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), em Roma, na Itália. A participação ministerial marca o retorno do Brasil ao principal fórum internacional de discussão sobre pesca e aquicultura após 14 anos.


Em seu discurso inaugural, o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, destacou a recriação do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), em 2023, e a importância do setor para a segurança alimentar e nutricional. O ministro também ressaltou que o Brasil deixou o Mapa da Fome da FAO em 2025.

 

“Temos a convicção de que a pesca e a aquicultura são fundamentais para sistemas alimentares mais sustentáveis, resilientes e diversificados”, afirmou.


Ciência e sustentabilidade

 

Entre os avanços apresentados está a reconstrução da série histórica da pesca marinha brasileira, de 1950 a 2025, e o desenvolvimento de uma plataforma para ampliar o acesso e a transparência dos dados pesqueiros. O Brasil também restabeleceu o Grupo Técnico Interministerial para prevenção e combate à pesca ilegal, não declarada e não regulamentada (INDNR) e vem preparando suas equipes para a implementação do Acordo sobre Medidas do Estado do Porto. Com cerca de 1,7 milhão de pescadores e pescadoras, o país defende uma gestão pesqueira baseada em ciência e evidências, aliada à conservação dos ecossistemas aquáticos.

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Aquicultura e mudanças climáticas

 

Na aquicultura, o Brasil está construindo o Plano Nacional da Aquicultura, com diretrizes para os próximos dez anos e foco em investimentos, inovação, sustentabilidade e agregação de valor. O país também trabalha para ampliar a resiliência das comunidades pesqueiras e aquícolas diante das mudanças climáticas, por meio do Plano Clima, além de fortalecer a assistência técnica, a extensão e o acesso ao crédito. Outra prioridade é ampliar o consumo de pescado e sua presença nos programas de alimentação escolar, contribuindo para a segurança alimentar e fortalecendo a cadeia produtiva.

Valorização da pesca artesanal

O ministro destacou ainda a realização da Cúpula da Pesca de Pequena Escala, realizada em Roma, e reforçou a importância da participação dos pescadores na construção das políticas públicas. No Brasil, esse compromisso está refletido na construção do Plano Nacional da Pesca Artesanal, voltado ao fortalecimento do setor e ao reconhecimento de sua importância para a segurança alimentar, a geração de renda e as economias locais. No cenário internacional, o Brasil também destacou a presença dos alimentos aquáticos nas discussões do G20, dos BRICS e da COP30 e COP15 da CMS.

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Ao concluir, o ministro reafirmou que pesca sustentável, aquicultura responsável, segurança alimentar, geração de renda e conservação dos recursos aquáticos são agendas inseparáveis.“O Brasil reafirma seu compromisso com a cooperação internacional e com uma gestão pesqueira baseada na ciência, em dados de qualidade e na participação dos pescadores.”

ASCOM

Ministério da Pesca e Aquicultura

[email protected] 

 

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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