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Lula Reafirma Compromisso com Abertura de Mercados para Carne Bovina Brasileira em Encontro com a ABIEC

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Em uma missão oficial ao Japão, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu nesta terça-feira, dia 25, com representantes do setor de carnes do Brasil, reafirmando o compromisso do governo federal em ampliar o acesso da carne bovina brasileira ao mercado japonês. A reunião contou com a participação de membros da ABIEC (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes), entidade que representa os principais exportadores de carne bovina do país.

Conduzido pelo próprio presidente Lula, o encontro possibilitou uma troca direta de ideias entre o governo e o setor produtivo. Estiveram presentes o presidente executivo da ABIEC, Roberto Perosa, e o presidente do conselho da entidade, Renato Costa, que apresentaram as prioridades do setor exportador e destacaram o compromisso da cadeia produtiva com os altos padrões de qualidade, sustentabilidade e sanidade animal exigidos pelos mercados internacionais.

A reunião também contou com a presença de diversos ministros de Estado, incluindo o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, além de presidentes e ex-presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, e do presidente da ApexBrasil, Jorge Viana.

Durante o encontro, o presidente Lula ressaltou o empenho do governo em expandir o comércio exterior com países que ainda não importam carne brasileira, especialmente considerando os avanços sanitários que colocam o Brasil entre os países mais seguros do mundo nesse setor. O presidente destacou que o Brasil está prestes a ser reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) como território livre de febre aftosa sem vacinação, com previsão de oficialização desse status em maio deste ano.

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“Como mencionou o ministro Fávaro, foram mais de 20 anos de negociações, que estavam estagnadas há cinco. Agora, com esta visita, as negociações começaram a avançar, especialmente devido à evolução sanitária do nosso rebanho. Já temos cinco estados livres de febre aftosa, e a partir de maio, todo o Brasil será reconhecido como livre da doença. Estamos bastante confiantes. O Japão é o terceiro maior importador mundial de carne, e, embora exportemos apenas 30% da produção, com o crescimento do rebanho e o acesso a novos mercados, garantimos a sustentabilidade de toda a cadeia. Isso é bom para a indústria, para o produtor e para o Brasil”, afirmou Renato Costa, presidente do Conselho da ABIEC.

A carne bovina brasileira desempenha um papel crucial na economia nacional, representando 8,2% do PIB do país. O Brasil é o maior exportador mundial, responsável por quase 20% da produção global, embora 70% da produção nacional seja destinada ao mercado interno, atendendo ao consumo doméstico e consolidando a importância do setor para a segurança alimentar do país.

“Foi uma reunião extremamente produtiva, marcada por um claro comprometimento do Presidente da República com o setor. O diálogo foi aberto, direto e conduzido com grande respeito. Estamos confiantes de que avançaremos na abertura do mercado japonês — uma expectativa legítima do setor, que está plenamente preparado para atender aos mais altos padrões exigidos”, afirmou Roberto Perosa, presidente da ABIEC.

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Além do encontro com o presidente Lula, os representantes da ABIEC participaram de diversas reuniões estratégicas durante a missão presidencial. Uma delas ocorreu com a Japan Meat Traders Association (Associação Japonesa de Exportação e Importação de Carne), onde foram discutidas oportunidades de cooperação e o fortalecimento das relações comerciais entre os dois países. A comitiva também visitou mercados e frigoríficos locais, visando entender melhor as especificidades e demandas do consumidor japonês.

Nos próximos dias, está prevista a realização do Fórum Econômico-Empresarial Brasil-Japão, que reunirá cerca de 500 empresários de ambos os países. O evento abordará temas como descarbonização, energia e oportunidades de investimento, com o objetivo de estreitar os laços econômicos e ampliar as exportações, destacando o Brasil como fornecedor confiável e sustentável de alimentos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Ácaro-rajado no mamão: praga pode reduzir produtividade e exige manejo integrado no pomar

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A presença do ácaro-rajado (Tetranychus urticae) tem se consolidado como um dos principais desafios fitossanitários na cultura do mamoeiro. A praga compromete o desenvolvimento das plantas, reduz a produtividade e pode gerar perdas significativas na qualidade dos frutos, especialmente em períodos de clima quente e seco.

Os danos começam com manchas amareladas nas folhas, evoluindo para necrose, desfolha intensa e redução do tamanho dos frutos. O resultado é queda direta na produtividade e na padronização comercial do mamão.

Segundo especialistas, o ácaro pode ocorrer durante todo o ano, com maior pressão em condições climáticas favoráveis ao seu desenvolvimento. O inseto se instala inicialmente na face inferior das folhas, próximo às nervuras, e rapidamente se espalha pela planta quando não controlado.

Manejo do ácaro-rajado no mamão exige atenção constante do produtor

De acordo com orientações técnicas compartilhadas por Alexandre Hanazaki, gerente de desenvolvimento de produtos da East-West Seed, o controle eficiente do ácaro-rajado depende de um conjunto de práticas preventivas e monitoramento frequente da lavoura.

1. Eliminação de plantas daninhas

O primeiro passo no manejo é a eliminação de plantas daninhas, que podem servir de hospedeiras para o ácaro-rajado.

A manutenção da área limpa reduz a pressão da praga e diminui a chance de reinfestação no pomar de mamão.

2. Monitoramento constante das folhas

O acompanhamento frequente da lavoura é fundamental para identificar precocemente a presença do ácaro.

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A recomendação é observar principalmente a face inferior das folhas, onde a praga se concentra inicialmente. Ao identificar a infestação, o controle deve ser iniciado de forma imediata e em área total.

3. Escolha de materiais mais tolerantes

O uso de variedades mais tolerantes também é uma estratégia importante no manejo integrado.

A cultivar Sabrosa, da East-West Seed, é citada como alternativa com maior tolerância ao ácaro-rajado. Segundo a empresa, o material apresenta maior massa foliar e folhas mais espessas, o que dificulta o ataque da praga.

4. Uso correto de defensivos e equilíbrio nutricional

O controle químico deve ser realizado com produtos registrados para a cultura do mamão, priorizando estratégias adequadas de manejo.

Produtos como enxofre e calda sulfocálcica podem atuar como repelentes, além da possibilidade de adoção de controle biológico.

Por outro lado, o uso de piretróides e organofosforados deve ser evitado, pois pode afetar inimigos naturais e favorecer o desequilíbrio populacional do ácaro-rajado.

Outro ponto de atenção é a nutrição da planta: o excesso de nitrogênio pode favorecer o desenvolvimento da praga, exigindo manejo equilibrado.

Variedade Sabrosa se destaca por produtividade e qualidade de frutos

Além da tolerância ao ácaro-rajado, o mamão Sabrosa apresenta outras características agronômicas relevantes, segundo a empresa.

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Entre os principais destaques estão o maior vigor vegetativo, melhor enfolhamento e tolerância a doenças foliares como pinta-preta e mancha-de-corynespora.

Outro diferencial é o porte baixo das plantas, que facilita a colheita manual por mais tempo, reduzindo custos operacionais em comparação a variedades mais altas, que exigem estruturas auxiliares para colheita.

Padronização e precocidade aumentam eficiência comercial

A cultivar também se destaca pela alta padronização dos frutos, reduzindo perdas por variação de tamanho e facilitando a comercialização em caixas, modelo predominante no mercado.

Segundo Hanazaki, essa uniformidade melhora a eficiência logística e a aceitação comercial do produto.

A precocidade é outro ponto forte: as plantas iniciam a floração cerca de 30 dias após o transplantio, com início da colheita em aproximadamente seis meses.

Além disso, os frutos apresentam boa qualidade sensorial, com polpa de coloração atrativa e sabor valorizado pelo mercado consumidor.

Manejo integrado é decisivo para proteger a safra de mamão

O controle do ácaro-rajado exige estratégia integrada, combinando monitoramento, manejo cultural, uso correto de defensivos e escolha de materiais mais tolerantes.

Em um cenário de alta exigência de qualidade e produtividade, a adoção dessas práticas é fundamental para reduzir perdas e garantir maior rentabilidade ao produtor de mamão.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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