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Manejo mais técnico ganha protagonismo no Sul de Minas diante de custos elevados na safra 2025/26
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A safra 2025/26 no Sul de Minas Gerais entra em sua fase final marcada por um cenário mais desafiador para o produtor rural. Com custos de produção ainda elevados, o manejo das lavouras passou a exigir decisões mais estratégicas, baseadas em dados, pesquisas regionais e suporte técnico especializado.
Esse movimento reflete uma mudança no perfil do agricultor, que busca maior segurança e eficiência em cada etapa do processo produtivo.
Custos elevados exigem decisões mais criteriosas
O atual cenário de despesas pressionadas tem levado os produtores a adotarem uma postura mais cautelosa desde o planejamento até a condução das lavouras. A definição das estratégias de manejo deixou de ser baseada apenas na experiência e passou a incorporar análises mais técnicas e fundamentadas.
Segundo Luciano Vilela, há uma tendência crescente de validação das decisões com base em pesquisas realizadas na própria região.
“Hoje, muitos produtores preferem esperar os resultados de trabalhos locais antes de definir o manejo, o que traz mais segurança e permite ajustar melhor as estratégias à realidade de cada área”, afirma.
Uso de consultoria e pesquisa fortalece o manejo
A busca por consultorias independentes e informações geradas a campo tem se intensificado no Sul de Minas. Esse avanço contribui para uma tomada de decisão mais estruturada, reduzindo riscos e aumentando a eficiência das operações.
Durante a Compra Minas, realizada entre os dias 24 e 27 de março, a ADAMA acompanha de perto esse movimento, em contato direto com produtores, cooperativas e consultores.
De acordo com Vilela, o produtor está cada vez mais seletivo na adoção de tecnologias. “Não se trata apenas de incorporar novidades, mas de escolher aquilo que realmente entrega resultado no campo”, destaca.
Pragas e doenças elevam exigência no campo
Ao longo da safra, pragas e doenças continuaram sendo desafios importantes. Os percevejos permanecem entre os principais problemas, enquanto a ferrugem asiática e outras doenças foliares encontraram condições favoráveis para se desenvolver.
Esse cenário aumentou a necessidade de monitoramento constante e reforçou a importância de programas de proteção mais eficientes.
Além disso, características como a formulação dos produtos passaram a ter papel decisivo, influenciando diretamente a performance e a consistência das aplicações.
Manejo orientado por dados reduz riscos
A definição das estratégias agrícolas tem considerado cada vez mais os resultados de ensaios regionais e o acompanhamento técnico próximo, ampliando a previsibilidade das decisões.
Esse modelo reduz a exposição a erros e melhora o desempenho das lavouras, especialmente em um cenário em que cada escolha impacta diretamente o resultado final.
“Quando o produtor utiliza informações geradas dentro da sua realidade, a margem de erro diminui, o que faz toda a diferença em um ano mais desafiador”, ressalta Vilela.
Sucessão de culturas é impactada por atrasos na soja
O atraso na colheita da soja em parte das áreas afetou o planejamento da segunda safra, reduzindo a previsibilidade e exigindo ajustes na sucessão de culturas.
Diante disso, muitos produtores optaram por alternativas mais adaptadas a janelas curtas, como sorgo, aveia e trigo, buscando maior segurança na condução das áreas.
Segundo Vilela, “quando o cronograma foge do esperado, o produtor precisa reavaliar rapidamente suas opções e priorizar culturas que se encaixem melhor no tempo disponível”.
Tecnificação e eficiência marcam nova fase do campo
No Sul de Minas, região já consolidada em termos produtivos, o avanço da agricultura ocorre menos pela expansão de área e mais pelo refinamento das práticas de manejo.
Durante a Compra Minas, esse movimento fica evidente nas discussões sobre programas mais ajustados, uso intensivo de suporte técnico e busca por soluções que aumentem a segurança operacional.
Novas tecnologias ganham espaço no manejo
No evento, a ADAMA também apresentou atualizações em seu portfólio voltadas às principais demandas do campo.
Entre os destaques:
- Galil® nano: inseticida para controle de percevejos em soja e milho, com tecnologia que melhora a distribuição dos ativos na planta e acelera a resposta no controle
- Blindado Ultra®: fungicida para soja e algodão, com coformulantes que aumentam a eficiência dos ingredientes ativos e garantem maior consistência, mesmo em ajustes de dose
Segundo Vilela, o foco do produtor está na previsibilidade dos resultados. “Se a tecnologia contribui para resolver problemas com mais segurança, ela naturalmente ganha espaço dentro do manejo”, conclui.
Perspectiva: mais estratégia e menos improviso no campo
O cenário atual indica uma transição importante no agronegócio da região, com produtores cada vez mais orientados por dados, planejamento e eficiência.
Com custos elevados e maior complexidade nas lavouras, o manejo técnico se consolida como peça-chave para garantir produtividade e sustentabilidade econômica nas próximas safras.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Projeto que dá poder de veto ao Mapa contra ‘canetadas’ ambientais avança na Câmara
O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 5900/2025, uma proposta que cria um “freio de arrumação” na edição de normas federais e estabelece uma etapa obrigatória de avaliação técnica para qualquer medida que impacte o agronegócio.
Fruto de uma articulação direta da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), o texto determina que regras sobre produção, cultivo, manejo, transporte ou comercialização no campo passem pelo crivo prévio do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). A medida ataca a insegurança jurídica que vinha travando licenças ambientais e linhas de crédito rural no País.
O projeto, de autoria do presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, traz como principal trunfo o caráter vinculante da manifestação do Mapa. Na prática, a análise econômica e de abastecimento feita pela pasta da Agricultura terá peso decisivo. Atos federais editados por outros órgãos (como o Ministério do Meio Ambiente ou Ibama) sem essa consulta prévia perderão a validade jurídica em relação às atividades produtivas afetadas.
A movimentação da FPA ocorreu em resposta a um gargalo que vinha tirando o sono dos produtores: o enquadramento de espécies de altíssima relevância econômica em regimes regulatórios restritivos por órgãos ambientais, tratando culturas tradicionais quase como ameaças ou invasoras.
A coordenação de Meio Ambiente da bancada, que relatou o projeto por meio do deputado Pezenti (MDB-SC), sustentou que a falta de uma análise técnica integrada vinha gerando prejuízos severos na base produtiva, dificultando a renovação de licenças e fazendo com que bancos questionassem a liberação de custeio. Com o texto costurado pela frente parlamentar, ficam protegidas contra restrições surpresas cadeias como:
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Aquicultura e Pesca: Cultivos de tilápia, tambaqui e camarão cinza;
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Silvicultura: Florestas plantadas de eucalipto e pinus;
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Fruticultura Tropical: Pomares de manga, goiaba e outras variedades;
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Pecuária: Pastagens de brachiaria, base da carne bovina nacional.
A tese defendida pela FPA é de que a conservação ambiental e a produção agropecuária não são agendas excludentes, mas complementares. O foco do trabalho institucional foi blindar quem produz de normas redigidas por corpos burocráticos sem diálogo com a realidade prática do campo.
Para garantir que a proposta não fosse derrubada por vício de iniciativa (quando o Legislativo tenta interferir diretamente na estrutura interna do Poder Executivo), a FPA desenhou uma estratégia jurídica rigorosa no substitutivo aprovado em Plenário.
Em vez de propor alterações na lei de organização dos ministérios, a bancada deslocou a nova regra diretamente para a Lei nº 8.171/1991, que institui a Política Agrícola Nacional. Essa engenharia jurídica protege o projeto contra futuros questionamentos nos tribunais e consolida a coordenação institucional como um princípio definitivo da política de Estado para o campo. A aprovação foi defendida pelos membros da frente como uma qualificação da tutela ambiental, obrigando o governo federal a sentar à mesa de forma coordenada antes de emitir qualquer portaria ou decreto normativo.
A aprovação do projeto pela Câmara representa uma vitória institucional robusta para a FPA e sinaliza estabilidade para o planejamento de longo prazo do setor, fator essencial para o fechamento de contratos internacionais e atração de capital privado para o agro.
Ao exigir uma análise de impacto socioeconômico antes de qualquer nova exigência regulatória, a medida estruturada pela bancada visa evitar o desabastecimento, proteger postos de trabalho no interior e impedir o encarecimento de alimentos fundamentais na mesa dos brasileiros. O texto segue agora para as próximas etapas de tramitação no rito legislativo.
Fonte: Pensar Agro
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