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Mapa autoriza retomada da produção em fábrica de bebidas no Ceará
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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) autorizou, nesta sexta-feira (6), a retomada das atividades de produção e envase em uma indústria de bebidas localizada no Ceará. A liberação ocorreu após a apresentação de documentos técnicos que comprovam a correção definitiva do vazamento identificado anteriormente no sistema de resfriamento da linha de produção.
A autorização de retomada foi baseada na conclusão das ações corretivas e na verificação realizada pela equipe de fiscalização do Mapa, que atestou que o processo produtivo voltou a operar em conformidade com os requisitos de segurança e qualidade estabelecidos pela legislação.
Com relação aos cerca de 9 milhões de litros de bebidas que aguardam análise, o Ministério aguarda agora a emissão do laudo oficial do Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA). Até o momento, os laudos preliminares apresentados pela própria empresa não indicam a presença de contaminação nos produtos. No entanto, cautelarmente, a comercialização das bebidas permanecerá suspensa até a conclusão das análises oficiais, prevista para a próxima semana.
O Mapa reforça seu compromisso com a proteção da saúde do consumidor, com a transparência das ações de fiscalização e com a garantia da segurança dos alimentos produzidos no país.
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Conheça a história da marisqueira que transforma tradição em liderança
A mariscagem atravessa gerações da família de Lucila Lopes e está presente em suas lembranças desde a infância, quando acompanhava a rotina da mãe, da avó, do pai pescador e dos irmãos, que também seguiram o caminho da pesca. Depois da escola, era comum encontrar a mãe trabalhando com mariscos, e foi assim que Lucila cresceu, aprendendo uma atividade que se tornou parte de sua história, no Espírito Santo.
A presença das mulheres na pesca, especialmente em atividades que durante muito tempo tiveram pouca visibilidade, tem um grande peso em sua vida. Para Lucila, embora esse reconhecimento esteja avançando, a comercialização ainda é um dos principais desafios. Ter o produto nem sempre significa conseguir vendê-lo; ampliar os espaços de mercado é essencial para que o trabalho das marisqueiras seja cada vez mais conhecido e valorizado.
É nesse cenário que Lucila também exerce seu papel de liderança entre outras mulheres da pesca. Em Itapemirim, no Espírito Santo, participa de uma associação de mulheres da pesca e atua na organização, no beneficiamento e na divulgação dos produtos do grupo. O trabalho vai além da extração do marisco; as mulheres também produzem filés, linguiças de peixe, bolinhos e outras preparações, unindo conhecimento tradicional e novas possibilidades de aproveitamento do pescado.
Seu maior sonho é ver esses produtos ocupando cada vez mais espaços, chegando às prateleiras, às escolas e à comunidade. Para ela, ampliar a comercialização significa também reconhecer o trabalho das mulheres que atuam na extração e no beneficiamento, fortalecendo uma atividade que faz parte da cultura e da identidade de muitas famílias.
A preocupação com o futuro está ligada diretamente aos jovens, pois, em uma comunidade cuja identidade está fortemente ligada à pesca, ela acredita que manter essa tradição viva depende de novas oportunidades e de fazer com que as novas gerações enxerguem valor na atividade.
A trajetória de Lucila é parte de uma história de mulheres que ajudam a manter viva a cultura pesqueira e buscam novos espaços de reconhecimento para seu trabalho. Entre o aprendizado transmitido pela família e o olhar para o futuro, ela segue defendendo que valorizar a mariscagem é também valorizar as mulheres que fazem dela uma forma de viver.
Matheus Silveira
Ministério da Pesca e Aquicultura
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