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Mapa busca avanços estratégicos em reuniões com líderes da FAO e da União Europeia
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Representantes do governo brasileiro cumpriram uma missão estratégica na Europa em Bruxelas e Roma. As agendas focaram em temas essenciais como relações bilaterais, sustentabilidade e o posicionamento do Brasil como fornecedor responsável e inovador de alimentos no cenário global.
A missão começou em Bruxelas, quando o secretário de Comércio e Relações Internacionais, Luís Rua, se reuniu o embaixador brasileiro junto à União Europeia, Pedro Miguel e, posteriormente, com Elli Tsiforou, secretária-geral da COPA-COGECA – Comitê de Organizações Agrícolas Profissionais da União Europeia (COPA) – Confederação Geral das Cooperativas Agrícolas da União Europeia (COGECA).
Os debates giraram em torno do acordo União Europeia-Mercosul, segurança alimentar e a consolidação do Brasil como um fornecedor confiável e sustentável de alimentos.
No segundo dia, o secretário participou do “Forum for the Future of Agriculture“, o maior evento anual sobre agricultura sustentável em Bruxelas, que reuniu cerca de 1.000 participantes presenciais e mais de 3.000 online. Luís Rua destacou o papel da agropecuária brasileira na geopolítica da paz, enfatizando a redução do desmatamento, o incentivo à sustentabilidade e a urgência no combate à fome mundial.
Além das conferências, foram realizados encontros com representantes de associações brasileiras que atuam na União Europeia, fortalecendo parcerias estratégicas e identificando novas oportunidades de cooperação.
O último dia em Bruxelas foi marcado por reuniões com as direções gerais de Agricultura e Desenvolvimento Rural (DG-AGRI) e de Saúde e Segurança Alimentar (DG-Santé) da Comissão Europeia. As discussões focaram no fortalecimento da parceria Brasil-União Europeia, nas discussões sobre acesso à mercados, iniciativas contra a fome, combate ao êxodo rural e questões sanitárias fundamentais para o comércio bilateral.
Dando continuidade na missão, em Roma o secretário Rua participou do evento “Brasile e Italia – Dialogo sull’agricoltura sostenibile: la scienza per nutrire il mondo“, reforçando a importância da produção sustentável e da complementaridade agropecuária brasileira, além de evidenciar os aspectos positivos para ambas as regiões do acordo União Europeia – Mercosul.
O secretário ainda encontrou com a embaixadora do Brasil junto à FAO, Carla Barroso, onde foram alinhadas estratégias para a participação brasileira na instituição e debatidos os próximos passos da cooperação internacional.
Outras três reuniões ocorreram na sede da FAO: uma com a vice-diretora, Beth Bechdol, para discutir bioinsumos, rastreabilidade, produção sustentável e apoio institucional, além de redução do desmatamento e eventos futuros que o Brasil sediará. A segunda com o economista-chefe, Maximo Torero, para tratar Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, tropicalização de indicadores e eventos organizados pela FAO. E a terceira com o diretor de Saúde Animal, Thanawat Tiensin, para discutir temas elacionados a doenças transfronteiriças, a próxima Conferência sobre Pecuária Sustentável e avanços regulatórios para o comércio internacional.
Estiveram junto na missão os adidos Glauco Bertoldo, Nilton Morais e Fernanda Magalhães; representantes da ApexBrasil; e o embaixador do Brasil na Itália, Renato Mosca.
A missão Europa consolidou avanços importantes para o Brasil no cenário agropecuário mundial, com parcerias estratégicas e diálogos sobre sustentabilidade, segurança alimentar e comércio internacional. Ao pavimentar caminhos para o futuro, o país reafirma seu compromisso com práticas sustentáveis e inovadoras, garantindo seu papel de liderança global no setor agropecuário.
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Brasil exporta menos café em volume, mas mantém faturamento com preços elevados
O Brasil exportou 35,4 milhões de sacas de café de 60 kg entre julho de 2025 e maio de 2026, segundo dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). O volume representa uma queda de 18% em relação ao mesmo período da safra anterior, quando os embarques somaram 43 milhões de sacas.
Apesar da redução na quantidade exportada, o desempenho financeiro do setor se manteve praticamente estável. A receita acumulada atingiu US$ 13,6 bilhões, levemente abaixo dos US$ 13,7 bilhões registrados na temporada 2024/25. O resultado evidencia que a valorização do grão no mercado internacional compensou a menor disponibilidade do produto brasileiro.
Preços altos sustentam receita mesmo com queda nas exportações
De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o desempenho do café brasileiro ao longo da safra 2025/26 foi impactado por uma combinação de fatores, especialmente a menor produção e os estoques internos historicamente reduzidos.
Com a oferta limitada, o café disponível foi sendo gradualmente comercializado ao longo do ciclo, o que reduziu significativamente os volumes remanescentes para negociação. Em paralelo, os preços elevados permitiram maior capitalização dos produtores, que não demonstraram necessidade de acelerar a venda dos estoques restantes.
Esse cenário contribuiu para a queda nos embarques, mesmo com o Brasil mantendo forte competitividade no mercado internacional.
Nova safra avança, mas impacto nas exportações será gradual
Segundo pesquisadores do Cepea, a colheita da safra 2026/27 começou a ganhar ritmo em maio, impulsionando o avanço das negociações no mercado interno. No entanto, o impacto desse novo ciclo ainda não aparece de forma significativa nos dados de exportação.
Isso ocorre porque o café recém-colhido precisa passar por etapas de preparo, secagem e beneficiamento antes de estar apto para embarques em maior escala. Dessa forma, o reflexo da nova safra sobre os volumes exportados deve ocorrer de maneira gradual ao longo dos próximos meses.
O Cepea avalia que parte desse movimento já pode ser percebida nos dados de junho, embora ainda de forma parcial, com tendência de aumento progressivo na oferta exportável conforme a safra avança.
Perspectivas para o setor cafeeiro brasileiro
O comportamento recente do mercado reforça o papel dos preços internacionais como principal fator de sustentação da receita do setor cafeeiro brasileiro em um cenário de menor oferta. Ao mesmo tempo, a transição para a nova safra tende a redefinir o equilíbrio entre volume e valor nas exportações nos próximos meses.
Com a entrada gradual da produção 2026/27 no mercado, a expectativa é de recuperação parcial dos embarques, ainda que condicionada ao ritmo de beneficiamento e à dinâmica de demanda global pelo café brasileiro.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio


