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Mapa defende uso de bioinsumos para unir produtividade e conservação ambiental
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O uso de produtos biológicos como alternativa sustentável para o controle de pragas e o aumento da produtividade no campo foi o tema do painel “Bioinsumos em Debate: o lugar dos macrorganismos no Programa Nacional de Bioinsumos (Pronara) e na agricultura familiar”, realizado nesta terça-feira (11), na AgriZone, espaço promovido pela Embrapa em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), durante a COP 30, dedicado à agricultura sustentável e à inovação no campo.
Durante o encontro, o coordenador de Cooperação para o Desenvolvimento Sustentável do Mapa, Carlos Venâncio, destacou que os bioinsumos representam uma oportunidade para ampliar práticas agrícolas de baixo impacto ambiental, gerando também ganhos econômicos aos produtores.
“Falamos sobre o uso de produtos biológicos como novas alternativas para o controle de pragas, tanto em grandes culturas quanto na agricultura familiar. São soluções sustentáveis, de baixo impacto ao meio ambiente, que trazem economia e mais renda ao produtor rural”, afirmou Venâncio.
O debate destacou o papel do Pronara, iniciativa do governo federal que tem como objetivo reduzir o uso de agrotóxicos na agricultura, estimulando a adoção de produtos biológicos para promover uma produção mais sustentável e saudável. O programa consolida um novo modelo produtivo para a agricultura brasileira, baseado na inovação, na conservação dos recursos naturais e no fortalecimento da agricultura familiar.
Com o incentivo ao uso de bioinsumos e de soluções biológicas, o Mapa reforça a transição da agricultura brasileira rumo a um modelo sustentável, equilibrando produção e cuidado com o meio ambiente.
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Gergelim: o novo trunfo do produtor mato-grossense para garantir o lucro
Mato Grosso, tradicionalmente reconhecido pela hegemonia na produção de soja e milho, diversificou sua matriz produtiva e consolidou o gergelim como uma cultura estratégica para o desenvolvimento econômico estadual. Com uma participação de 73% na produção nacional, o estado deixou de ser um produtor de nicho para se tornar o principal fornecedor do mercado brasileiro, com reflexos diretos na balança comercial.
Dados comparativos entre as safras 2018/19 e a projeção para 2025/26 revelam a velocidade da expansão: a produção estadual cresceu 465%, enquanto a área cultivada avançou 588%. Esse movimento é resultado da adaptação da oleaginosa à janela da safrinha, período em que o gergelim demonstra maior resiliência a condições climáticas adversas em comparação a outras culturas, garantindo estabilidade produtiva.
A escala alcançada por Mato Grosso permitiu a conquista de mercados externos exigentes. Entre 2020 e 2025, o volume de exportações de gergelim teve alta de 600%. A demanda é sustentada principalmente pela China e pela Índia, países que utilizam o grão tanto para o consumo in natura quanto para a extração de óleo e processamento industrial.
Para o produtor rural, a adoção do gergelim atua como um mecanismo de proteção de receita. A cultura oferece uma alternativa de fluxo de caixa que reduz a dependência exclusiva das oscilações de preços internacionais da soja e do milho, permitindo a manutenção da rentabilidade mesmo em ciclos de retração das commodities principais.
O próximo estágio do setor, segundo analistas, é a elevação do valor agregado. Embora o estado domine o volume exportado, o desafio atual é a industrialização. A transformação do grão em derivados, como óleo e farelos, dentro de Mato Grosso, é vista como o passo necessário para maximizar a captura de margens na cadeia produtiva e encerrar a dependência da exportação da matéria-prima bruta.
Fonte: Pensar Agro


