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Mapa destaca relevância da cooperação internacional na abertura do 8º BioGib no Rio de Janeiro

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De 26 a 28 de novembro, ocorreu o 8º Seminário Técnico-Científico do Grupo Iberoamericano de Bioseguridad (BioGib), no Forte de Copacabana, no Rio de Janeiro. O evento reuniu representantes de instituições, centros e laboratórios veterinários da Ibero-América para debater avanços em biossegurança, bioproteção e infraestrutura de biocontenção. A abertura contou com autoridades do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), do Ministério da Defesa e da Junta Directiva do BioGib.

Ao longo dos três dias de programação, o 8º BioGib contou com palestras, mesas temáticas, intercâmbio de protocolos, apresentação de soluções tecnológicas para laboratórios de alta contenção e debates sobre procedimentos de campo aplicados à defesa agropecuária. O objetivo foi ampliar a cooperação entre os países ibero-americanos e fortalecer os laços científicos e institucionais em biossegurança e bioproteção.

A realização do evento no Brasil reforçou o compromisso do país com a modernização da defesa agropecuária. A troca de experiências, o debate sobre soluções técnicas e o alinhamento de práticas entre os países participantes contribuíram diretamente para a prevenção de riscos biológicos que podem impactar a produção agropecuária e a saúde animal.

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O presidente do BioGib e coordenador de Serviços Laboratoriais do Departamento de Serviços Técnicos, Marcos Vinícius de Santana Leandro Júnior, destacou que a biossegurança é um eixo estruturante para garantir sistemas de produção seguros e preparados para emergências sanitárias. Ele ressaltou que a realização do 8º BioGib no Brasil demonstrou o reconhecimento do trabalho do Mapa e reforçou a importância da cooperação internacional. 

A diretora do Departamento de Serviços Técnicos, Graciane Castro, ressaltou o caráter estratégico do tema para o Brasil. “Os aspectos de biossegurança e bioproteção são fundamentais para ações de defesa agropecuária e, portanto, para a proteção de um dos principais ativos do país: a produção agropecuária, contribuindo sobremaneira para a sustentabilidade econômica, social e de saúde pública”.

O BIOGIB

Criado em 2008, o BioGib tem como missão promover o intercâmbio técnico entre países ibero-americanos, disseminar protocolos de biossegurança aplicáveis em campo e fomentar o desenvolvimento e o aprimoramento de laboratórios de diferentes níveis de biocontenção. Ao longo dos anos, o grupo se consolidou como um espaço estratégico para a cooperação científica e para o fortalecimento das capacidades sanitárias na região.

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O BioGib se reúne a cada dois anos e, desde sua criação, realizou sete edições presenciais, sempre com forte enfoque técnico-científico. Os encontros anteriores contribuíram para o aprimoramento de práticas laboratoriais, para a capacitação de profissionais e para o desenvolvimento de recomendações técnicas voluntárias que hoje orientam a atuação de diversos países em segurança biológica.

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Exportação recorde não impede queda do frango vivo no mercado interno

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O Brasil caminha para estabelecer um novo recorde nas exportações de carne de frango em 2026, mas o avanço das vendas externas ainda não foi suficiente para absorver o aumento da oferta. Com mais animais prontos para o abate, os preços do frango vivo recuaram em algumas das principais regiões produtoras, enquanto as cotações dos cortes permaneceram praticamente estáveis no atacado.

A pressão ocorre em uma cadeia que produziu 15,3 milhões de toneladas de carne de frango em 2025 e faturou cerca de R$ 50 bilhões somente com exportações, considerando a receita de R$ 9,8 bilhões convertida pelo câmbio de R$ 5,10. O Brasil ocupa a terceira posição entre os maiores produtores mundiais e lidera o comércio internacional da proteína.

No ano passado, o país exportou o volume recorde de 5,324 milhões de toneladas. Para 2026, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) projeta embarques de até 5,5 milhões de toneladas, além de uma produção próxima de 15,6 milhões de toneladas. A disponibilidade no mercado interno pode alcançar 10,1 milhões de toneladas.

O avanço da oferta já aparece nos abates. No primeiro trimestre deste ano, o peso das carcaças chegou a 3,73 milhões de toneladas, crescimento de 6,9% em relação ao mesmo período de 2025, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Paraná respondeu por 35% da produção, seguido por Santa Catarina, Rio Grande do Sul e São Paulo.

A ampliação dos abates ajuda a explicar por que os preços não acompanham o desempenho das exportações. A demanda internacional segue aquecida, mas o mercado doméstico precisa absorver cerca de dois terços de toda a carne produzida no país. O consumo estimado para 2026 é de 47,3 quilos por habitante, um dos maiores do mundo, mas ainda insuficiente para provocar uma reação mais forte diante da oferta atual.

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Levantamento mostra que o frango vivo foi negociado a R$ 5,20 por quilo em São Paulo. No oeste do Paraná, a referência ficou em R$ 4,60. Goiás e Mato Grosso do Sul registraram queda de R$ 4,65 para R$ 4,55, enquanto Minas Gerais e Distrito Federal passaram de R$ 4,70 para R$ 4,60 por quilo.

No Sul, as referências ficaram em R$ 4,75 no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. Os preços mais elevados continuam concentrados no Nordeste e no Norte, variando de R$ 6,80 no Ceará a R$ 7,20 no Pará. As diferenças refletem custos logísticos, disponibilidade regional de aves e características próprias de cada mercado.

No atacado paulista, o peito congelado permaneceu em R$ 8,50 por quilo, a coxa em R$ 6,90 e a asa em R$ 11. Os cortes resfriados foram negociados por R$ 8,60, R$ 7 e R$ 11,10, respectivamente. A estabilidade, porém, não representa recuperação, porque as indústrias encontram dificuldade para elevar os preços diante da quantidade de carne disponível.

O principal instrumento para ajustar o mercado é o controle dos alojamentos. O termo corresponde ao número de pintinhos de um dia colocados nas granjas para engorda. Como as aves chegam ao peso de abate em aproximadamente 40 a 45 dias, um alojamento elevado hoje se transforma em maior oferta de carne poucas semanas depois.

A redução dos lotes permite diminuir gradualmente a quantidade de animais disponíveis e recuperar o equilíbrio entre produção, consumo e exportações. O ajuste precisa ser planejado porque uma redução excessiva também pode provocar falta de produto e aumento repentino dos preços no futuro.

A pressão não alcança todos os avicultores da mesma maneira. No sistema de integração, predominante nas principais regiões produtoras, a indústria normalmente fornece pintinhos, ração, medicamentos e assistência técnica. O produtor entra com as instalações, mão de obra, energia e manejo, recebendo conforme o desempenho do lote e as condições estabelecidas em contrato.

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Por isso, a cotação do frango vivo não corresponde diretamente ao valor recebido por todos os integrados. Ainda assim, o excesso de oferta reduz a rentabilidade geral da cadeia e pode afetar o ritmo dos alojamentos, a remuneração dos contratos e a capacidade das empresas de repassar custos. O impacto é mais direto sobre produtores independentes, que compram os insumos e comercializam os animais por conta própria.

A disponibilidade de milho e farelo de soja ajuda a conter parte da pressão. Os dois produtos formam a base da ração e representam a maior parcela do custo de produção. Com oferta elevada de grãos, a alimentação das aves está menos onerosa do que em períodos de escassez, evitando uma deterioração maior das margens.

No comércio exterior, os embarques continuam funcionando como principal sustentação do setor. Nos primeiros 13 dias úteis de julho, o Brasil exportou 299,2 mil toneladas de carne de aves e miudezas, com receita equivalente a R$ 2,73 bilhões. A média diária cresceu 41% em relação a julho de 2025, embora o preço médio tenha recuado 1,3%.

O cenário indica que a avicultura brasileira permanece competitiva e deve ampliar sua presença internacional. No curto prazo, porém, o recorde das exportações terá de ser acompanhado por um controle mais preciso dos alojamentos. Sem esse ajuste, a expansão da produção continuará chegando ao mercado antes que a demanda consiga absorvê-la, mantendo os preços do frango vivo sob pressão.

Fonte: Pensar Agro

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