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Mapa destaca sistema de plantio direto em painel na AgriZone durante a COP 30

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O sistema de plantio direto foi tema de um dos painéis realizados na manhã desta segunda-feira (10), na AgriZone, espaço dedicado à agricultura sustentável e ao combate à fome em um contexto de mudança do clima. A iniciativa é uma parceria entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e a Embrapa, reforçando o compromisso do Brasil em promover uma agropecuária de baixo carbono, inovadora e resiliente.

O painel reuniu pesquisadores e representantes de entidades do setor para discutir como a adoção correta dessa técnica contribui para a mitigação das emissões de gases de efeito estufa e para o fortalecimento da resiliência dos produtores rurais diante de eventos climáticos extremos.

Durante a apresentação do painel, o auditor fiscal federal agropecuário do Mapa, Sidney Medeiros, destacou que o sistema de plantio direto é uma das práticas mais eficientes para o sequestro de carbono no solo e para a melhoria da qualidade produtiva das lavouras.

“O objetivo do nosso trabalho hoje foi mostrar o potencial do sistema de plantio direto quando bem aplicado na agricultura brasileira: o cultivo de grãos sem o revolvimento do solo, mantendo-o coberto durante todo o ano e realizando a rotação de culturas. Esse sistema é capaz de recuperar e fixar carbono no solo, o que contribui para reduzir a emissão de gases de efeito estufa e aumentar a resiliência climática das lavouras”, explicou Medeiros.

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O painel contou ainda com a participação do professor Juca Sá, referência em pesquisa sobre carbono no solo e coordenador técnico-científico da Federação Brasileira do Sistema Plantio Direto, e de Marcelo Torres, presidente da Confederação das Associações das Américas vinculadas ao Sistema Plantio Direto.

Sidney Medeiros destacou também que o encontro apresentou resultados de um projeto desenvolvido entre o Mapa e a Federação Brasileira do Sistema Plantio Direto, com financiamento do Fundo Euroclima, que demonstra os benefícios econômicos e ambientais do sistema.

A AgriZone é uma grande vitrine de tecnologias, ciência e cooperação internacional voltada à agricultura sustentável e ao combate à fome em um contexto de mudança do clima. O espaço estará aberto ao público de 10 a 21 de novembro, das 10h às 18h, com acesso gratuito mediante inscrição.

Localizada a menos de dois quilômetros da Blue Zone, área oficial de negociação da COP 30, em Belém (PA).

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

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Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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