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Mapa e Banco Mundial debatem iniciativa AgriConnect

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Diretora do Banco Mundial no Brasil, Cécile Fruman, foi recebida pelo ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, nesta quinta-feira (06), para a apresentação do a AgriConnect. Trata-se de uma iniciativa do Grupo Banco Mundial para transformação de pequenos agricultores, geração de empregos e fortalecimento da segurança alimentar global.

A proposta é desenvolver um trabalho conjunto com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) com base em sistemas de produção, melhoria da produtividade, resiliência e, sobretudo, na recuperação de áreas degradadas com foco na geração de novos empregos e desenvolvimento sustentável, incluindo a adoção de políticas públicas e mobilização de capital privado para avançar nas ações.

Nesse sentido, o ministro destacou o Caminho Verde Brasil, iniciativa do Mapa que visa a recuperação de até 40 milhões de hectares de áreas degradas em um período de 10 anos podendo dobrar a atual área de produção de alimentos, fibras e energias renováveis do Brasil.

Ele destacou que nos últimos três Planos Safra, já se somam cerca de R$ 20 bilhões em créditos com taxa de juros reduzida e maior prazo de carência e amortização das parcelas. Além disso, neste ano foi realizado o segundo leilão do Eco Invest Brasil que vai destinar mais, aproximadamente, R$ 30 bilhões para o financiamento do programa.

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Diante desse cenário, o ministro propôs que o trabalho conjunto com o Banco Mundial no Brasil tenha como foco a redução do déficit na capacidade de armazenamento. Nesta safra, o Brasil atingiu novo recorde com mais de 350 milhões de toneladas de grãos, resultado impacto pela incorporação de 5 milhões de hectares.

“Então, apesar dos investimentos que fazemos para aumentar a capacidade de armazenagem, também nos deparamos com uma demanda crescente”, explicou.

Com uma nova linha de crédito para a construção de armazéns, com juros reduzidos, os produtores brasileiros podem continuar investindo e avançando na produção de alimentos.

Para desenvolver o trabalho do Mapa na AgriConnect, a Secretaria Executiva e Assessoria Especial do Ministério trabalharão junto ao Banco Mundial no avanço das propostas debatidas.

Informações à imprensa
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Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Pecuária pantaneira avança com tecnologia reprodutiva e acelera melhoramento genético no Pantanal

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A pecuária de Pantanal vem passando por uma transformação gradual com a adoção de tecnologias reprodutivas e ferramentas de melhoramento genético, sem abrir mão das práticas tradicionais de manejo adaptadas ao ciclo de cheias e secas da região.

No centro desse movimento está o grupo Nelore Cometa, que combina avaliação genômica, Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF) e Fertilização In Vitro (FIV) para acelerar o progresso genético do rebanho, respeitando as particularidades ambientais de um dos biomas mais desafiadores do país.

Genômica aumenta precisão na seleção de animais superiores

O uso da genômica tem sido um dos principais pilares do programa de melhoramento genético adotado pelo Nelore Cometa. A tecnologia permite identificar com maior precisão os animais de melhor desempenho produtivo ainda em fases iniciais da vida, aumentando a confiabilidade das decisões de seleção.

Segundo o zootecnista e técnico de campo da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu, Fábio Eduardo Ferreira, o rebanho foi um dos pioneiros na utilização da avaliação genômica na região.

Ele explica que a tecnologia elevou a acurácia das estimativas genéticas, permitindo decisões mais assertivas sobre quais animais devem ser multiplicados e quais devem ser destinados ao descarte, acelerando o ganho genético do rebanho.

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Tecnologia reprodutiva acelera ganhos sem romper manejo tradicional

Além da genômica, o sistema produtivo utiliza IATF e FIV para concentrar nascimentos e ampliar a disseminação de genética superior. A estratégia permite antecipar a estação de parto para os meses de agosto a outubro, facilitando o manejo dos bezerros antes do período de cheia.

De acordo com o produtor Francis Maris Cruz, a pecuária no Pantanal exige adaptação constante às condições naturais, em vez de confronto com o ambiente.

Ele destaca que a atividade é estruturada para conviver com o regime de águas da região, respeitando os períodos de cheia e seca e ajustando o manejo conforme a dinâmica do território.

Manejo estratégico reduz impactos da cheia no desenvolvimento dos animais

No sistema adotado, os bezerros são desmamados precocemente entre janeiro e fevereiro, antes da intensificação do período de cheias. Após essa fase, os animais jovens são transferidos para áreas mais altas ou outras propriedades da operação, garantindo melhores condições de desenvolvimento.

As fêmeas seguem etapas de reprodução e desenvolvimento em fazendas fora da área mais afetada pelas cheias, enquanto os machos são direcionados a sistemas específicos de recria e terminação.

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Essa estratégia permite manter a produtividade mesmo em um ambiente de alta complexidade climática e logística, característica do bioma pantaneiro.

Seleção genética prioriza rusticidade e adaptação ao ambiente

O programa de melhoramento também prioriza características como rusticidade, fertilidade e capacidade de adaptação às condições adversas do Pantanal. O uso de sêmen de touros geneticamente superiores e reprodutores selecionados em centrais de inseminação faz parte da estratégia para elevar o padrão do rebanho.

A combinação entre biotecnologias reprodutivas e manejo tradicional reforça a busca por animais mais eficientes e adaptados às condições locais, sem perder a identidade da pecuária regional.

Tecnologia e tradição caminham juntas na pecuária pantaneira

Ao integrar genômica, IATF, FIV e manejo adaptado ao ciclo das águas, o Nelore Cometa demonstra como a pecuária no Pantanal pode evoluir tecnologicamente sem abandonar suas bases tradicionais.

O modelo adotado mostra que o avanço genético pode ocorrer em sintonia com o ambiente, respeitando o regime natural das cheias e secas e fortalecendo a produção em um dos ecossistemas mais exigentes da pecuária brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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