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Mapa fiscaliza maior operação de destinação final de soja irregular realizada em Paranaguá
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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) supervisionou uma das maiores operações de descarte de produtos agropecuários já realizadas no Porto de Paranaguá, no Paraná, no dia 6 de agosto. Cerca de 7 mil toneladas de soja e farelo de soja, apreendidas em abril durante ação conjunta do Mapa e da Polícia Federal, estão sendo transportadas para o município de Araras/SP, para destinação controlada por meio de compostagem.
Serão necessárias cerca de 150 viagens de caminhões bi-trem até a Sociedade Industrial de Fertilizantes Ltda (Ciafértil), empresa registrada no Mapa, onde será feito o descarte de produtos apreendidos por meio da reciclagem, com a transformação de itens deteriorados e adulterados em adubo orgânico através da técnica de compostagem, seguindo rigorosamente os protocolos estabelecidos, com ênfase na qualidade e segurança do fertilizante gerado.
A apreensão foi motivada por uma tentativa de reinserção de cargas rejeitadas por má qualidade no fluxo logístico do porto. As irregularidades incluíam presença de areia, indícios de adulteração intencional e condições sanitárias precárias, como acúmulo de produto sem separação, poças de água, fezes de aves, roedores mortos e falta de rastreabilidade documental.
O caso está sob tramitação na 13ª Vara Federal de Curitiba e, desde a apreensão, é monitorado tecnicamente pelo Mapa. Apesar da destinação já estar sendo realizada, por decisão judicial, as investigações para apurar as responsabilidades de todos os envolvidos continuam.
Auditores do Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal (Sipov/PR), do 8º Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sipoa) e da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) confirmaram as irregularidades e fundamentaram a destinação final. Segundo o chefe do Sipov/PR, Fernando Mendes, a medida preserva a imagem do Brasil como fornecedor confiável produtos agropecuários, reforçando compromissos com a rastreabilidade, a segurança sanitária e o combate a fraudes.
Todo processo de descarte de produtos apreendidos é monitorado por auditores do Mapa, em todas as suas fases, com foco na recepção e destinação em uma unidade de compostagem em São Paulo. Auditores do Programa Vigifronteiras e do Serviço de Fiscalização de Insumos e Sanidade Vegetal (SISV-SP) acompanham a operação, registrando cada etapa com fotos e garantindo rigoroso controle de rastreabilidade, em total conformidade com a legislação brasileira e protocolos internacionais.
O Porto de Paranaguá alcança um recorde histórico de movimentação de cargas, ao mesmo tempo em que realiza a destruição de mercadorias apreendidas. A confiabilidade do sistema de controle de qualidade do porto tem impulsionado o aumento no fluxo de operações, atraindo novos embarques e atividades logísticas.
Informações à imprensa
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Pesca e aquicultura geram empregos em todo o país
Em média, o brasileiro consome 12 quilos de pescado por ano. O número é ainda maior em alguns estados como Ceará, Pernambuco e Amazonas, onde o consumo pode passar de 40 quilos por pessoa ao ano. Esse consumo só é possível porque contamos com uma longa cadeia produtiva, que envolve pescadores industriais e artesanais, armadores de pesca, aquicultores e uma indústria robusta, responsável pelo beneficiamento.
Atualmente, são mais de 1 milhão de pescadores profissionais registrados, sendo que mais de 507 mil mulheres. Na aquicultura, apenas em Águas da União, são 1.422 contratos vigentes, que geral 4.126 empregos diretos e outros mais de 16 mil indiretos.
Esses trabalhadores são responsáveis por mais de 1.780 milhão de toneladas de pescado ao ano (águas continentais e marinhas). Na aquicultura, são mais de 3,1 milhões de toneladas ao ano. Entre os produtos mais procurados estão o camarão, a tilápia, o tambaqui e outras espécies de peixes.
Mas o setor ainda pode ser fortalecido e gerar ainda mais empregos por meio do aumento do consumo. Em entrevista recente ao programa “Bom Dia, Ministro”, do Canal Gov, o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, ressaltou a importância de incentivar o consumo pescado pelos brasileiros. “Estamos trabalhando para que a população deixe de comer peixe apenas no Natal e na Semana Santa, datas em que o consumo é principalmente de espécies estrangeiras, como o bacalhau”.
Ele também destacou a necessidade de políticas públicas para melhorar a rastreabilidade e a confiabilidade dos produtos de origem da pesca e aquicultura. “A gente precisa garantir que o pescado chegue com qualidade na mesa do nosso consumidor”.
Para o secretário Nacional da Pesca Artesanal, Cristiano Ramalho, a atuação do Ministério da Pesca e Aquicultura tem contribuído para o reconhecimento e a valorização dos trabalhadores do setor pesqueiro. “As nossas ações se conectam para ampliar a potencialidade do mundo do trabalho da pesca artesanal, que é associado ao modo de vida, à segurança alimentar e aos aspectos éticos e raciais nos territórios pesqueiros”, declarou.
A diretora do Departamento de Aquicultura em Águas da União, Juliana Lopes, exaltou o trabalho e a dedicação de todos que trabalham na pesca e aquicultura. “Neste Dia do Trabalhador, vamos celebrar quem faz das águas o seu sustento e a sua missão. Homens e mulheres que movimentam a economia, que alimentam o Brasil e que mantêm viva a tradição da pesca e da aquicultura. Por trás de cada produção, existe dedicação, resistência, resiliência e muito amor pelo que se faz”.
Acesse nosso Boletim e Painel da Estatística Pesqueira e Aquícola e saiba mais sobre o perfil dos trabalhadores e trabalhadoras das águas do Brasil.
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