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Mapa realiza Operação Ronda Pet III para combater comércio clandestino de produtos veterinários em Minas Gerais

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) realizou, nos dias 2 e 3 de julho, a Operação Ronda Pet III, com o objetivo de combater a importação, produção e comercialização clandestina de produtos veterinários, como medicamentos, suplementos, alimentos e itens de higiene e embelezamento para animais de estimação nos municípios de Tocantins e Piraúba, em Minas Gerais. 

A ação foi conduzida pelo Programa de Vigilância em Defesa Agropecuária para Fronteiras Internacionais (Vigifronteiras) e pelo Serviço de Fiscalização de Insumos e Saúde Animal da Superintendência de Agricultura e Pecuária em Minas Gerais. A operação contou ainda com o apoio da Delegacia da Polícia Civil de Ubá/MG e do Centro Integrado de Segurança Pública e Proteção Ambiental (CISPPA), vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, com sede em Foz do Iguaçu (PR). 

Durante a fiscalização, foram identificados diversos produtos sem registro no Mapa e com informações falsas nas embalagens, incluindo declarações de serem produtos importados e números de registro inexistentes no banco de dados oficial. Também foi constatado que o CNPJ da suposta empresa fabricante não existia, configurando tentativa de fraude contra o consumidor. 

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Ao todo, mais de 28 mil produtos irregulares foram apreendidos, entre medicamentos, produtos destinados a alimentação animal e fertilizantes. prejuízo estimado aos fraudadores ultrapassa meio milhão de reais. 

Riscos à saúde animal e pública 

O uso de produtos veterinários sem registro representa risco grave à saúde dos pets, uma vez que esses itens não possuem comprovação de segurança, eficácia ou estabilidade. A utilização pode causar efeitos adversos como alergias, intoxicações, problemas renais e gastrointestinais, podendo, em casos mais graves, levar à morte do animal. 

A ausência de controle de qualidade também não garante quais insumos estão presentes nos produtos, impedindo que tutores tomem decisões seguras sobre o que oferecem aos seus animais. Entre os itens apreendidos, destacam-se antiparasitários ilegais, que, além de ineficazes, representam risco à saúde pública. Isso se deve ao contato frequente entre animais e humanos e ao potencial zoonótico de alguns parasitas. 

Todo o material irregular permanecerá apreendido até a conclusão do processo administrativo, quando será determinada a destruição dos produtos, conforme previsto na legislação.   

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Amostras dos produtos foram coletadas para análises laboratoriais oficiais. Os responsáveis poderão responder por infrações administrativas e criminais, incluindo crimes contra as relações de consumo, falsificação de produtos, entre outros previstos em lei.  

Compromisso com a saúde animal e o consumo seguro 

A Operação Ronda Pet III reforça o compromisso do Mapa com a fiscalização de produtos de uso veterinário, a proteção da saúde pública e o combate à concorrência desleal. A ação busca assegurar que apenas produtos legalmente registrados, com qualidade comprovada, cheguem ao mercado consumidor, garantindo a saúde e bem-estar animal e a segurança da população. 

Informação à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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CMN libera crédito de capital de giro para cooperativas de leite no Pronaf e reforça apoio à agricultura familiar

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CMN autoriza crédito emergencial para cooperativas de leite

O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou a liberação de uma linha de crédito para capital de giro destinada a cooperativas da agricultura familiar que atuam na produção e processamento de leite.

A medida inclui, de forma temporária, essas cooperativas na modalidade de agroindústria do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), permitindo o acesso a recursos para enfrentar dificuldades financeiras no curto prazo.

Objetivo é manter operações e evitar impactos no campo

Segundo o Ministério da Fazenda, a iniciativa busca garantir a continuidade das operações dessas cooperativas, consideradas estratégicas para o funcionamento da cadeia leiteira.

Sem o apoio financeiro, o setor poderia enfrentar:

  • Atrasos no pagamento aos produtores
  • Redução da captação e processamento de leite
  • Interrupções nas atividades industriais
  • Perda de empregos no meio rural
Cooperativas têm papel central na renda da agricultura familiar

As cooperativas beneficiadas pela medida desempenham funções essenciais na economia rural, como:

  • Compra da produção de pequenos agricultores
  • Processamento de leite e derivados
  • Geração de renda para famílias no campo
  • Sustentação de economias locais
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Quem pode acessar a nova linha de crédito

A linha é destinada a cooperativas que:

  • Participam do Pronaf Agroindústria
  • Comprovem dificuldades financeiras de curto prazo em 2026

Estejam vinculadas a programas de gestão e fortalecimento da agricultura familiar, como os do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar

Os financiamentos poderão ser contratados em uma ou mais instituições financeiras.

Condições de financiamento: juros, prazos e limites

A linha de crédito apresenta condições específicas para facilitar o acesso e garantir fôlego financeiro às cooperativas:

  • Prazo total: até 6 anos para pagamento
  • Carência: até 1 ano
  • Taxa de juros: 8% ao ano
  • Limite por cooperativa: até R$ 40 milhões
  • Limite por cooperado: até R$ 90 mil
  • Prazo para contratação vai até junho de 2026

A autorização para acesso à linha de capital de giro é temporária. As cooperativas poderão contratar os financiamentos até 30 de junho de 2026.

Impactos esperados no setor leiteiro

Com o reforço de caixa, a expectativa do governo é:

  • Garantir a continuidade da compra de leite dos produtores
  • Evitar interrupções nas operações industriais
  • Preservar empregos no interior
  • Manter o abastecimento de alimentos
  • Sustentar a renda de famílias da agricultura familiar
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A decisão do CMN reforça o papel do crédito rural como instrumento estratégico para estabilizar cadeias produtivas essenciais, como a do leite, assegurando a continuidade das atividades e reduzindo os impactos de curto prazo sobre produtores e cooperativas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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