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Mapa realiza primeira missão de promoção comercial de investimentos no Oriente Médio e em Singapura

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) realizou, na última semana, a primeira missão voltada à promoção comercial e atração de investimentos para o agronegócio brasileiro. A delegação, formada pelo coordenador-geral do Departamento de Promoção Comercial e Investimentos, André Okubo, pelo coordenador de Investimentos, Thiago Arcebispo, e por empresários brasileiros, visitou a Arábia Saudita, os Emirados Árabes Unidos e Singapura. Ao longo da agenda, foram apresentados a investidores locais projetos estratégicos que totalizam mais de R$ 11 bilhões, com foco em iniciativas de grande relevância para o setor.

Entre as propostas estão a produção de fertilizantes nitrogenados a partir de hidrogênio verde, projetos de inovação e tecnologia no agro, comercialização de créditos de carbono e a conversão de pastagens degradadas em sistemas produtivos intensivos e sustentáveis. Em seis dias de missão, foram realizadas 19 reuniões coletivas e bilaterais com algumas das principais instituições investidoras dos países visitados.

A iniciativa foi organizada pela Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, em parceria com os adidos agrícolas brasileiros que atuam nos respectivos países: Vanessa de Jesus (Emirados Árabes Unidos), Luis Caruso (Singapura) e Adriano Perrelli (Arábia Saudita). O apoio das embaixadas locais foi fundamental para o fortalecimento da agenda.

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Na etapa de Abu Dhabi, conduzida pelo secretário-executivo adjunto do Mapa, Cléber Soares, a delegação participou do Fórum Hili, referência internacional para o debate sobre barreiras tarifárias, multilateralismo, mudanças climáticas e transição energética. Um dos principais objetivos foi estreitar o relacionamento com potenciais investidores estrangeiros.

Além da missão de investimentos, o Mapa intensificou, em 2025, sua estratégia de promoção comercial para ampliar o acesso de produtos agropecuários brasileiros a novos mercados. Somente neste ano, já foram abertos 133 mercados e realizadas 55 ações de promoção comercial, entre missões oficiais e feiras internacionais com a participação de delegações e empresas nacionais.

A iniciativa reafirma a transformação da agricultura brasileira nas últimas décadas e sua contribuição crescente para a segurança alimentar mundial, com base em um modelo de crescimento contínuo, ancorado em critérios técnicos de qualidade, sanidade, estabilidade e sustentabilidade da produção.

Informação à imprensa
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Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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El Niño pode reduzir oferta global de açúcar, enquanto Brasil reforça protagonismo no mercado internacional

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O mercado internacional de açúcar volta a concentrar atenções nas projeções climáticas diante da possibilidade de um novo episódio do fenômeno El Niño. Embora o cenário global tenha sido marcado nos últimos meses pela recuperação da oferta e pela pressão sobre os preços da commodity, especialistas alertam que mudanças no regime de chuvas podem alterar o equilíbrio entre oferta e demanda na safra 2026/27.

De acordo com análise da Hedgepoint Global Markets, os maiores riscos estão concentrados nos principais produtores do Hemisfério Norte, como Índia, Tailândia e países da América Central, onde o fenômeno costuma provocar redução das chuvas e aumento das temperaturas, comprometendo o desenvolvimento da cana-de-açúcar.

Enquanto isso, o Brasil deve manter uma posição privilegiada no mercado mundial, sustentado por uma safra robusta e menor exposição aos impactos climáticos previstos para o próximo ciclo.

Brasil deve manter liderança na produção de açúcar

A expectativa para a safra 2026/27 do Centro-Sul brasileiro continua positiva. Segundo a Hedgepoint, a principal região produtora do país deverá colher cerca de 635 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, superando a marca de 600 milhões de toneladas pelo quarto ano consecutivo.

Esse desempenho reforça a posição do Brasil como maior produtor e exportador global de açúcar, ampliando sua importância para o abastecimento do mercado internacional em um cenário de possíveis dificuldades produtivas em outras origens.

Além disso, a maior parte da cultura já passou pela fase mais sensível de desenvolvimento, reduzindo a vulnerabilidade da safra atual aos efeitos do El Niño.

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Mesmo que o aumento das chuvas possa provocar atrasos pontuais na moagem em algumas regiões do Centro-Sul, as perspectivas para a produção permanecem favoráveis.

Índia e Tailândia concentram as maiores preocupações

Ao contrário do Brasil, países asiáticos podem enfrentar impactos mais severos caso o fenômeno climático se confirme.

Índia e Tailândia, responsáveis por parcela significativa das exportações mundiais de açúcar, historicamente registram períodos de estiagem durante eventos de El Niño. A menor disponibilidade de água pode reduzir a produtividade dos canaviais e limitar a oferta de matéria-prima para a indústria açucareira na safra que terá início em outubro de 2026.

Qualquer redução na produção desses países tende a influenciar rapidamente as cotações internacionais da commodity, devido ao peso que ambos exercem no comércio global.

América Central também entra no radar do mercado

Além da Ásia, os países produtores da América Central também passam a ser monitorados pelos analistas.

As projeções climáticas indicam maior probabilidade de condições secas na região, cenário que pode comprometer o desenvolvimento das lavouras de cana-de-açúcar e reduzir os volumes destinados à exportação.

A intensidade dos impactos dependerá da duração do fenômeno e das condições climáticas específicas de cada país ao longo do ciclo produtivo.

Duração do El Niño será decisiva para os próximos ciclos

Especialistas destacam que os reflexos do fenômeno não devem se limitar apenas à safra 2026/27.

Caso o El Niño se intensifique durante o segundo semestre de 2026 e permaneça ativo ao longo de 2027, seus efeitos poderão influenciar também o desenvolvimento da safra 2027/28.

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No Brasil, chuvas mais frequentes na região Sul do Centro-Sul poderão favorecer a recuperação hídrica dos canaviais para o próximo ciclo, embora ainda seja cedo para confirmar essa tendência.

Oferta brasileira pode ganhar ainda mais importância

O calendário agrícola dos principais países produtores faz com que os impactos climáticos ocorram em momentos distintos, exigindo acompanhamento constante por parte do mercado.

Mesmo diante de um cenário atual de oferta global mais confortável, analistas avaliam que uma eventual redução da produção em concorrentes poderá ampliar ainda mais a dependência do açúcar brasileiro para equilibrar o abastecimento mundial.

Segundo Livea Coda, coordenadora de Inteligência de Mercado da Hedgepoint Global Markets, o monitoramento das condições climáticas continuará sendo um dos principais fatores para a formação dos preços internacionais.

“A combinação entre condições relativamente mais favoráveis no Brasil e potenciais dificuldades produtivas em outras origens reforça a necessidade de monitoramento constante das condições climáticas e de seus reflexos sobre a oferta global”, afirma a especialista.

Mercado acompanha clima e perspectivas para os preços

Com a proximidade do início da safra no Hemisfério Norte, investidores, usinas e tradings acompanham atentamente a evolução das previsões climáticas.

Caso o El Niño provoque perdas relevantes em importantes países exportadores, o Brasil poderá ampliar sua participação no comércio internacional de açúcar, consolidando ainda mais seu papel estratégico na segurança do abastecimento global da commodity.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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