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Máquinas agrícolas incorporam inovações para enfrentar os efeitos das mudanças climáticas
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Desafios climáticos exigem adaptação no campo
Com janelas de plantio e colheita cada vez menores, os produtores precisam de soluções rápidas e práticas. De acordo com Breno Cavalcanti, diretor de marketing da Massey Ferguson, as mudanças climáticas intensificam a imprevisibilidade no campo, exigindo equipamentos mais resistentes e adaptados a condições extremas, como secas prolongadas e chuvas intensas.
Simplicidade operacional e menor custo de manutenção
Um dos principais avanços do setor é a busca por máquinas de operação simplificada. Essa característica facilita ajustes, diagnósticos e manutenções, especialmente em períodos críticos. Além disso, o baixo custo de manutenção permite a retomada rápida das atividades, reduzindo perdas provocadas por intempéries.
Resistência em condições extremas
A nova geração de máquinas agrícolas é desenvolvida para suportar ambientes desafiadores. Componentes eletrônicos blindados, cabos e conectores protegidos aumentam a durabilidade dos equipamentos. Já a tecnologia embarcada proporciona diagnósticos eficientes, identificando falhas elétricas, mecânicas ou hidráulicas antes que comprometam a operação.
Telemetria como aliada da produtividade
O uso da telemetria vem ganhando destaque ao possibilitar o monitoramento em tempo real. Por meio dessa ferramenta, é possível detectar problemas de forma precoce e até corrigi-los remotamente, prolongando a vida útil das máquinas e evitando danos mais graves.
Apoio técnico para melhor desempenho
Além da tecnologia, o suporte técnico oferecido pelas fabricantes desempenha papel essencial. Orientações em campo e materiais educativos ajudam o produtor a adotar boas práticas de manutenção, prevenindo riscos e garantindo maior eficiência na utilização dos equipamentos.
Agricultura mais sustentável e eficiente
Essas inovações representam uma resposta direta às demandas impostas pelas mudanças climáticas. Com máquinas mais robustas, tecnológicas e preparadas para cenários adversos, os agricultores têm melhores condições de preservar a produtividade e assegurar a sustentabilidade de suas operações no longo prazo.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Senado aprova uso do Fundo Social do Pré-Sal para renegociar dívidas do agro
O Senado aprovou na quarta-feira (11.06) o projeto de lei que autoriza o uso de recursos do Fundo Social do Pré-Sal para financiar a renegociação de dívidas de produtores rurais afetados por eventos climáticos extremos. A proposta, que também prevê a utilização de recursos dos fundos constitucionais do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO), segue para sanção presidencial.
O texto aprovado estabelece condições especiais para produtores que registraram perdas em pelo menos duas safras e prevê taxas de juros entre 3,5% e 7,5% ao ano. Diferentemente da versão aprovada pela Câmara dos Deputados, que previa a destinação de R$ 30 bilhões a R$ 100 bilhões para a operação, o parecer do relator, senador Renan Calheiros (MDB-AL), transferiu ao Poder Executivo a definição do volume de recursos que poderá ser utilizado.
A proposta foi defendida por parlamentares ligados ao agronegócio como uma alternativa para enfrentar o aumento do endividamento no campo, agravado pelas perdas provocadas por secas e enchentes em diferentes regiões do País. O projeto beneficia produtores atingidos por eventos climáticos reconhecidos oficialmente.
O governo federal, no entanto, manteve restrições ao texto durante a tramitação. O Ministério da Fazenda defendia mudanças nos critérios de enquadramento dos produtores e propôs juros mais elevados para a renegociação. Parte das sugestões foi rejeitada pelo relator.
Criado em 2010, o Fundo Social do Pré-Sal tem como objetivo financiar políticas públicas permanentes com recursos da exploração de petróleo. Atualmente, metade das receitas é destinada à educação e a parcela restante atende áreas como saúde, habitação, ciência e tecnologia, cultura e meio ambiente.
Críticos da proposta argumentam que a medida pode reduzir recursos disponíveis para outros programas financiados pelo fundo. Estimativas indicam que o Fundo Social do Pré-Sal destinou cerca de R$ 35 bilhões ao programa Minha Casa, Minha Vida entre 2025 e 2026, contribuindo para a ampliação da meta de contratação de moradias.
A aprovação ocorre em meio à pressão do setor agropecuário por medidas de socorro financeiro. O aumento do endividamento dos produtores levou entidades do setor e a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) a defenderem a criação de mecanismos permanentes para enfrentar os impactos das mudanças climáticas sobre a produção.
Fonte: Pensar Agro

