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Massey Ferguson apresenta inovações em inteligência artificial na Agrishow 2025, visando maior eficiência no campo
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A Massey Ferguson, líder no mercado agrícola brasileiro, marcará presença na Agrishow 2025, que ocorrerá em Ribeirão Preto (SP) de 28 de abril a 2 de maio. A empresa apresentará um portfólio inovador de máquinas agrícolas equipadas com inteligência artificial, reforçando seu compromisso com a eficiência, a sustentabilidade e a tecnologia no campo. Os visitantes terão a oportunidade de conhecer de perto as inovações que estão transformando a produção agrícola, com soluções voltadas desde pequenas propriedades até grandes operações.
“Nosso objetivo é tornar as tecnologias cada vez mais intuitivas e acessíveis, garantindo que produtores de todos os perfis possam maximizar o uso das inovações, otimizando as operações e reduzindo custos,” afirma Lucas Zanetti, gerente de Marketing de Produto da Massey Ferguson.
Entre os destaques, estão os tratores Massey Ferguson, que incorporam tecnologias como o piloto automático MF Guide, o controlador de bordo, a transmissão Dyna-7 e o motor. Esse conjunto de tecnologias permite que os tratores operem de forma mais eficiente, minimizando o desgaste dos equipamentos e o consumo de combustível. A transmissão Dyna-7, presente na série de tratores MF 8S, exemplifica a inovação, com 28 velocidades à frente e 28 à ré, distribuídas em quatro grupos e sete marchas ininterruptas, garantindo desempenho otimizado.
O MF 8S também conta com a transmissão Dyna-VT, que se ajusta automaticamente à rotação do motor, alcançando a velocidade ideal conforme as condições do solo e do terreno. A telemetria Massey Ferguson Connect permite o monitoramento remoto, proporcionando ajustes em tempo real para otimizar o desempenho e a produtividade.
Nos pulverizadores, a inteligência artificial desempenha um papel essencial no controle e automação dos processos. O modelo MF 500R, por exemplo, vem com estação meteorológica integrada ao MF Guide, que coleta e analisa dados climáticos em tempo real. Com isso, o operador recebe informações sobre as condições ideais para a aplicação de defensivos, promovendo a sustentabilidade e a eficiência operacional. O sistema de controle automático de altura das barras e o sistema hidráulico trabalham em conjunto para garantir uma aplicação precisa, sem intervenção do operador, proporcionando maior cobertura e qualidade na aplicação. O exclusivo LiquidLogic® realiza processos como pré-mistura, recirculação de produtos e controle de aplicação automaticamente, sem necessidade de intervenção manual, aumentando a precisão e reduzindo o desperdício de insumos.
Outra inovação notável é o controle automático do tamanho das gotas OptiPulse®, que ajusta individualmente cada ponta de pulverização, minimizando perdas por deriva e o impacto ambiental.
No plantio, a inteligência artificial assegura o paralelismo ideal entre as linhas de plantio, evitando sobreposições ou falhas na distribuição das sementes. O sistema de gerenciamento de frota monitora o desempenho da máquina em tempo real, enviando dados para uma central de acompanhamento. Isso possibilita a identificação precoce de necessidades de manutenção, evitando paradas inesperadas. O sistema de fertilizantes da Massey Ferguson, com a tecnologia vApply Granular da Precision Planting®, realiza a gestão precisa do adubo, reduzindo em até 50% o desperdício de fertilizantes.
As colheitadeiras axiais Massey Ferguson também incorporam inteligência artificial, com piloto automático para otimizar a colheita e reduzir perdas de grãos. Sensores ajustam automaticamente a altura da plataforma para um corte uniforme e sem falhas. O monitor de produtividade ProSense coleta dados em tempo real, permitindo que os agricultores tomem decisões imediatas e planejem a próxima safra com base nas informações geradas. A integração entre análise de solo e mapeamento de produtividade permite identificar áreas que necessitam de mais fertilização ou correção, otimizando os recursos e maximizando o potencial produtivo.
A Massey Ferguson também apresenta soluções inovadoras para a produção de feno. As enfardadoras MF 4160V contam com controladores inteligentes para regular a altura de corte, a abertura e fechamento da comporta e a definição do tamanho dos fardos. Modelos equipados com câmeras variáveis ajustam automaticamente esses parâmetros via monitor, garantindo fardos mais uniformes e otimizando o armazenamento e transporte do feno.
“A agricultura de precisão está acessível para todos os tamanhos de propriedade. Pequenos, médios e grandes agricultores podem implementar piloto automático, telemetria e controle de aplicação em suas máquinas, alcançando ganhos significativos em produtividade e economia,” conclui Zanetti.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Plantio da soja começa no Brasil sob risco de El Niño muito forte
O plantio da soja 2026/27 começou de forma pontual no Brasil sob o risco de chuvas irregulares no Centro-Norte e excesso de umidade na Região Sul. Mato Grosso e Paraná já possuem áreas semeadas, enquanto os demais Estados entrarão gradualmente no campo entre setembro e dezembro, de acordo com o calendário estabelecido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).
O início da safra coincide com o fortalecimento do El Niño. A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) calcula em mais de 90% a probabilidade de o fenômeno alcançar intensidade muito forte durante a primavera e o verão no Hemisfério Sul. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) também aponta 90% de chance de intensidade muito forte entre setembro e novembro.
A previsão não significa que todo o país terá falta de chuva. O efeito esperado é diferente em cada região. No Centro-Oeste, no Matopiba e em parte do Norte e do Sudeste, a preocupação está na demora para a regularização das precipitações, nas temperaturas elevadas e na ocorrência de veranicos. No Sul, o principal risco é o excesso de chuva, que pode encharcar o solo, impedir a entrada das máquinas e favorecer doenças.
Mato Grosso abriu o calendário de semeadura em 7 de setembro. As primeiras áreas foram plantadas principalmente em Campo Novo dos Parecis, Diamantino, Brasnorte e outros municípios do oeste que receberam volumes mais expressivos de chuva. Também há trabalhos em áreas irrigadas.
O avanço ainda é inferior a 1% dos aproximadamente 13 milhões de hectares previstos pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). A expectativa é de que a semeadura ganhe força somente na primeira quinzena de outubro, quando as chuvas deverão estar mais bem distribuídas.
O problema é que as precipitações registradas até agora são muito localizadas. Enquanto algumas propriedades receberam volume suficiente para acumular água, áreas situadas a poucos quilômetros continuaram secas. Plantar após uma chuva isolada, sem umidade adequada nas camadas mais profundas do solo, aumenta o risco de falhas na germinação, perda de sementes e necessidade de replantio.
A pressa em Mato Grosso está ligada à soja, mas também ao milho e ao algodão cultivados depois da oleaginosa. Quanto mais cedo a soja for colhida, maior será a possibilidade de instalar a segunda safra dentro da janela de menor risco climático. O produtor tenta evitar que o milho e o algodão atravessem o período reprodutivo quando as chuvas já estiverem diminuindo.
O Imea projeta produção próxima de 49 milhões de toneladas de soja em Mato Grosso. Apesar do pequeno aumento de área, a estimativa considera redução de 5,4% na produtividade média em relação à temporada anterior. O Estado também já comercializou antecipadamente cerca de 39% da nova safra, acima da média histórica de 30,55% para o período, o que aumenta a necessidade de compatibilizar contratos de venda com o volume que poderá ser efetivamente colhido.
No Paraná, o plantio começou no Norte, Noroeste e Oeste, onde a semeadura está autorizada desde 1º de setembro. Até o levantamento mais recente do Departamento de Economia Rural (Deral), aproximadamente 81 mil hectares haviam sido plantados, o equivalente a 1,4% dos 5,76 milhões de hectares previstos para o Estado.
O Sudoeste paranaense foi liberado para plantar em 11 de setembro. Nos municípios mais ao sul, a autorização começa em 20 de setembro. A umidade disponível pode favorecer a emergência da soja, mas chuvas persistentes aumentam o risco de interrupções, compactação, erosão, doenças fúngicas e replantio. O excesso de precipitação também pode atrasar a colheita do trigo e, consequentemente, a entrada da soja nas mesmas áreas.
Rondônia e Amazonas estão autorizados a plantar desde sexta-feira (11), embora ainda não tenham divulgado avanço significativo da semeadura. Em São Paulo, o calendário começou em 1º de setembro na primeira região produtiva, será aberto neste domingo (13) na segunda e chegará à terceira região no dia 16.
Mato Grosso do Sul poderá iniciar o plantio na quarta-feira (16). No mesmo dia, a semeadura será liberada no sul do Pará. O Acre entra no calendário em 21 de setembro, parte de Santa Catarina no dia 22, Goiás no dia 25 e o Rio de Janeiro no dia 29.
Em 30 de setembro, começa a primeira janela do Piauí. Distrito Federal, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Tocantins poderão plantar a partir de 1º de outubro. A mesma data vale para o sul do Maranhão, incluindo Balsas e outros importantes municípios produtores.
No oeste da Bahia, onde estão Barreiras, Luís Eduardo Magalhães, Formosa do Rio Preto e São Desidério, o calendário começa em 8 de outubro. Outras regiões de Bahia, Maranhão, Pará, Piauí, Paraná, Santa Catarina e São Paulo possuem datas próprias, definidas conforme o clima e o histórico da ferrugem-asiática.
Alagoas, Amapá, Ceará e Roraima têm calendários mais tardios, com início da semeadura somente em 2027. Por isso, essas áreas não participam da atual largada da safra nacional.
As datas indicam apenas quando a semeadura é permitida do ponto de vista fitossanitário. Elas não significam que o solo já tenha umidade suficiente nem substituem as orientações do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc). A decisão de plantar depende das condições de cada propriedade e da previsão de continuidade das chuvas.
No Centro-Oeste, Sudeste e Matopiba, o maior perigo é uma precipitação antecipada estimular a semeadura e ser seguida por vários dias de calor e tempo seco. Além de prejudicar a formação inicial da lavoura, um veranico pode obrigar o produtor a repetir operações e elevar os gastos com sementes, combustível, máquinas e mão de obra.
Caso as chuvas demorem a se regularizar, o problema será transferido para a segunda safra. O atraso na colheita da soja reduz o tempo disponível para o milho e o algodão, enquanto uma interrupção antecipada das chuvas pode atingir essas culturas durante fases de maior necessidade de água.
No Rio Grande do Sul, Santa Catarina e parte do Paraná, o El Niño tende a aumentar a disponibilidade hídrica, mas chuvas frequentes podem produzir o efeito contrário ao desejado. Solo saturado, dificuldade de pulverização, menor luminosidade e aumento da pressão de doenças podem limitar o potencial das lavouras mesmo sem falta de água.
Uma simulação apresentada pelo economista Alexandre Mendonça de Barros, da consultoria EY, calcula que um cenário de estresse climático semelhante ao de 2015 poderia retirar até 12 milhões de toneladas da safra brasileira. O número representa cerca de 6,5% das 186 milhões de toneladas projetadas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos para o país.
A estimativa de perda não é uma previsão consolidada, mas uma simulação de risco. O resultado final dependerá da distribuição das chuvas, das temperaturas, da duração dos veranicos e do manejo adotado em cada região. Em uma safra marcada por extremos opostos, o principal desafio não será apenas saber quanto vai chover, mas onde, quando e com que regularidade essa chuva chegará.
Fonte: Pensar Agro



