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Mastite em Vacas Leiteiras: Manejo e Higiene Deficientes Elevam Riscos e Prejuízos

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A doença que desafia a pecuária leiteira

A mastite é o principal desafio sanitário para produtores de leite, devido à dificuldade de controle e aos impactos econômicos imediatos. A enfermidade provoca aumento da Contagem de Células Somáticas (CCS), indicador essencial para monitorar a saúde do rebanho. Além disso, a coleta de amostras para cultura e identificação dos agentes causadores é ferramenta fundamental para o combate à doença.

Segundo Alex Scariot, coordenador técnico de leite da MCassab Nutrição e Saúde Animal, “quando a mastite aparece, há queda na produção de leite, aumento dos custos com tratamento e prejuízos que se acumulam, muitas vezes sem que o produtor perceba imediatamente”.

Principais causas da mastite

A doença ocorre principalmente devido à ação de bactérias presentes no ambiente, que atacam vacas em lactação. Entre os fatores que aumentam o risco estão:

  • Falhas no processo de ordenha;
  • Higiene inadequada do rebanho e do ambiente;
  • Condição imunológica comprometida, muitas vezes causada por dieta desequilibrada.

Alex Scariot ressalta: “A mastite é frequente, afeta significativamente as vacas e é difícil de controlar, especialmente em sistemas de produção mais intensivos.”

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Sintomas e identificação

Os principais sinais da mastite incluem:

  • Úbere inchado, dolorido e avermelhado;
  • Alterações no leite, como presença de grumos, pus ou aspecto aguado;
  • Redução da produção de leite.

Em casos graves, a doença pode levar o produtor a descartar animais do rebanho, aumentando os custos.

O perigo da mastite subclínica

A mastite subclínica é uma forma silenciosa da doença, sem sinais visíveis no úbere ou no leite. Nesse caso, o problema só é identificado por testes laboratoriais e aumento da CCS. Esse tipo é especialmente prejudicial, pois permanece no rebanho por longos períodos, reduzindo a produção e comprometendo a qualidade do leite sem alerta imediato ao produtor.

Prevenção como estratégia essencial

A prevenção é a principal forma de reduzir prejuízos. Entre as medidas recomendadas estão:

  • Higiene rigorosa no pré e pós-ordenha;
  • Manutenção adequada dos equipamentos;
  • Tratamento da vaca seca;
  • Alimentação balanceada em todas as fases de produção;
  • Monitoramento constante e identificação precoce de casos.

“O cuidado com manejo, higiene e nutrição, aliado à identificação rápida de casos, ajuda a minimizar perdas e manter a qualidade do leite ao longo do tempo”, conclui Scariot.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Acordo Mercosul-UE deve ampliar concorrência e reduzir preços de vinhos no Brasil, impulsionando negócios no setor

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O acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia, com entrada em vigor prevista para 1º de maio, deve provocar mudanças relevantes no mercado de vinhos no Brasil. A redução progressiva das tarifas de importação sobre rótulos europeus tende a ampliar o acesso do consumidor, pressionar preços e intensificar a concorrência com produtores sul-americanos.

Segundo especialistas do setor, o movimento deve reconfigurar o ambiente competitivo. Atualmente, a América do Sul lidera o mercado brasileiro com cerca de 59% de participação, frente a 40% da Europa. Com a diminuição das tarifas, esse equilíbrio pode ser alterado, especialmente em segmentos mais sensíveis a preço.

De acordo com análises do mercado, países como Portugal devem ganhar espaço e disputar diretamente o segmento de entrada, hoje dominado por vinhos chilenos. Ao mesmo tempo, a medida também pode beneficiar importadores e distribuidores, que enfrentaram compressão de margens nos últimos anos devido à inflação e à volatilidade cambial.

Competitividade e expansão de mercado

Entidades internacionais avaliam o acordo como uma oportunidade de crescimento equilibrado. A expectativa é que a eliminação gradual das tarifas permita maior competitividade aos vinhos europeus, tornando-os mais acessíveis ao consumidor brasileiro.

Além disso, o acordo também abre portas para produtores do Mercosul no mercado europeu, favorecendo o fluxo bilateral e ampliando oportunidades comerciais.

No caso do Brasil, considerado um mercado estratégico, o potencial de expansão é significativo. O baixo consumo per capita ainda representa uma barreira, mas também indica espaço para crescimento. Com preços mais competitivos, a tendência é de ampliação da base de consumidores.

Outro efeito esperado é a chamada “democratização” do consumo de vinho, com maior presença da bebida no cotidiano, concorrendo com outras categorias e impulsionando o mercado como um todo.

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Europa amplia foco na América do Sul

O interesse europeu pelo mercado sul-americano também cresce em meio a tensões comerciais globais. Países como a Alemanha, tradicionalmente focados em América do Norte, Europa e Ásia, passam a olhar o Brasil como destino estratégico.

Atualmente fora do grupo dos principais importadores de vinhos alemães, o Brasil apresenta alto potencial de crescimento, impulsionado pelo tamanho da população e pela expansão da classe média.

Além disso, há sinergia entre produto e mercado. Vinhos brancos alemães, com perfil mais leve e menor teor alcoólico, tendem a se adaptar ao clima e aos hábitos alimentares brasileiros.

Esse movimento já se reflete na presença internacional em feiras do setor. A participação inédita de produtores alemães na próxima edição da ProWine São Paulo reforça essa estratégia de diversificação.

Pressão sobre produtores sul-americanos

Se por um lado o acordo abre oportunidades, por outro aumenta a pressão competitiva sobre produtores da América do Sul. No segmento premium, regiões tradicionais europeias devem intensificar sua presença, elevando o nível de disputa.

No caso da Argentina, o cenário é de cautela. O principal desafio apontado pelo setor não está na qualidade dos vinhos europeus, mas nas diferenças estruturais de custos, especialmente em relação à carga tributária e à logística interna.

A entrada gradual de vinhos europeus com tarifas reduzidas pode pressionar principalmente os segmentos de entrada, caso não haja ajustes na competitividade local.

Oportunidades industriais e tecnológicas

Apesar dos desafios, o acordo também traz benefícios indiretos. A redução de tarifas para insumos importados — como barris, rolhas e tecnologias de vinificação — pode elevar a eficiência e a qualidade da produção sul-americana.

Esse acesso a insumos mais competitivos tende a modernizar o setor e fortalecer a posição dos produtores locais, inclusive no mercado interno.

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Outro ponto relevante é o avanço das exigências relacionadas à sustentabilidade. A presença crescente de vinhos europeus, alinhados a padrões ambientais rigorosos, deve acelerar a adaptação da indústria sul-americana a práticas globais de rastreabilidade e transparência.

Estratégia e diversificação no mercado brasileiro

Importadores e distribuidores já se posicionam diante do novo cenário. A tendência é ampliar portfólios e investir em curadoria, educação do consumidor e fortalecimento de marca.

A diversificação de origens deve ganhar força, com destaque para regiões menos tradicionais, que apostam em identidade, terroir e diferenciação para competir no mercado brasileiro.

Ao mesmo tempo, especialistas alertam que a abertura comercial não beneficia automaticamente todos os produtores. Pequenos e médios vinicultores, especialmente aqueles com produção limitada, ainda enfrentam desafios logísticos e de escala.

ProWine São Paulo ganha protagonismo

Diante desse novo ambiente de negócios, a ProWine São Paulo se consolida como uma das principais plataformas de conexão do setor vitivinícola nas Américas.

A edição de 2026 deve reunir mais de 1.800 produtores, superando os números anteriores e reforçando sua posição como a maior feira de vinhos e destilados do continente e uma das maiores do mundo.

O evento será realizado entre os dias 6 e 8 de outubro, no Expo Center Norte, em São Paulo, e deve funcionar como ponto estratégico para empresas que buscam expandir, entrar ou defender participação no mercado sul-americano.

Com a entrada em vigor do acordo Mercosul–União Europeia, o setor de vinhos inicia um novo ciclo, marcado por maior competitividade, diversificação de oferta e ampliação das oportunidades de negócios no Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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