CUIABÁ
Pesquisar
Close this search box.

AGRONEGOCIOS

Mato Grosso amplia abate de bovinos em 43% e consolida pecuária moderna e sustentável

Publicados

AGRONEGOCIOS

Entre 2006 e 2025, o abate de bovinos em Mato Grosso registrou um crescimento expressivo de 42,9%, passando de 5,2 milhões para 7,4 milhões de cabeças. O avanço reflete a consolidação do estado como líder nacional na produção de carne bovina e a adoção de tecnologias que elevaram a produtividade e reduziram o tempo de abate.

Um dos destaques é o aumento na participação de animais jovens, com até 24 meses de idade, que representavam apenas 2% dos abates em 2006 e chegaram a 43% em 2025, demonstrando maior eficiência na produção e qualidade da carne.

Inovação e tecnologia impulsionam a pecuária mato-grossense

A transformação da pecuária estadual está diretamente ligada à modernização do sistema produtivo, baseada em investimentos tecnológicos e manejo sustentável.

Entre as principais práticas adotadas pelos produtores estão:

  • Suplementação nutricional avançada;
  • Confinamento e semiconfinamento;
  • Recuperação de pastagens degradadas;
  • Controle sanitário rigoroso;
  • Integração lavoura-pecuária (ILP).

Essas medidas permitiram produzir mais carne por hectare, diminuir o tempo de engorda e reduzir o impacto ambiental da atividade.

“A pecuária brasileira passou por uma transformação profunda nas últimas duas décadas. Hoje, produzimos mais carne em menos tempo, com melhor uso da terra, maior eficiência produtiva e avanços consistentes em tecnologia, genética e manejo”, destacou Bruno de Jesus Andrade, diretor de Projetos do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac).

Exportações reforçam protagonismo global de Mato Grosso

O avanço produtivo também se reflete nas exportações de carne bovina. Em 2025, Mato Grosso enviou o produto para 92 países, totalizando 978,4 mil toneladas exportadas e gerando receita próxima de US$ 4 bilhões. O valor médio da tonelada ficou em torno de US$ 5.460.

Leia Também:  Massa de ar quente faz temperatura no solo chegar a 55 graus e prejudica soja plantada

A performance confirma o estado como referência internacional em qualidade, rastreabilidade e sustentabilidade, com produtos que atendem aos mercados mais exigentes.

“O que vemos hoje é uma pecuária mais moderna, mais produtiva e preparada para atender mercados exigentes, sem abrir mão da responsabilidade socioambiental. Estamos evoluindo com base em dados, ciência e gestão, o que coloca Mato Grosso em posição estratégica no cenário global da proteína animal”, reforçou Andrade.

Pecuária sustentável e competitiva no centro do agronegócio nacional

Com a combinação de inovação tecnológica, gestão eficiente e compromisso socioambiental, Mato Grosso consolida sua posição como um dos maiores polos de produção e exportação de carne bovina do mundo.

O estado mostra que é possível aumentar a produtividade e preservar o meio ambiente, fortalecendo o papel do agronegócio brasileiro como motor da economia e referência em produção sustentável de alimentos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGOCIOS

Alta de insumos, frete e diesel com guerra aperta margem e preocupa safra 2026/27

Publicados

em

Isan Rezende

“O produtor rural brasileiro define agora, entre maio e agosto, o custo da safra 2026/27 — cujo plantio começa a partir de setembro no Centro-Oeste — com uma conta mais pesada e fora do seu controle. A ureia subiu mais de US$ 50 por tonelada, o diesel segue pressionado e o frete internacional acumula altas de até 20%. Isso aumenta o custo por hectare e exige mais dinheiro para plantar”. A avaliação é de Isan Rezende, presidente do Instituto do Agronegócio (IA), ao analisar os efeitos da escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã sobre o agronegócio brasileiro.

Segundo ele, o encarecimento não começou agora, mas se intensificou nas últimas semanas e pesa diretamente nas decisões do produtor. Em lavouras de soja e milho, o aumento dos insumos pode elevar o custo total entre 8% e 15%, dependendo do nível de investimento. “O produtor já vinha apertado. Agora, o custo sobe de novo e o preço de venda continua incerto”, afirma.

O avanço dos custos está ligado à tensão no Oriente Médio. O fechamento do Estreito de Ormuz levou o petróleo a superar US$ 111 o barril, mantendo o diesel em alta. Ao mesmo tempo, fertilizantes nitrogenados, que o Brasil importa em grande volume, ficaram mais caros e instáveis.

Leia Também:  Laticínios enfrentam cenário de recuperação modesta, com margens ainda pressionadas

Além do custo, há risco de perda de mercado. “O Irã comprou cerca de 9 milhões de toneladas de milho brasileiro em 2025. Se esse volume diminui, sobra produto aqui dentro e o preço cai”, diz Rezende.

Na logística, o impacto já aparece nos números. O frete marítimo para a Ásia subiu entre 10% e 20%, com aumento do seguro e cobrança de prêmio de risco. Na prática, isso reduz o valor pago ao produtor. “Quando o custo de levar o produto sobe, alguém paga essa conta — e parte dela volta para quem está produzindo”, afirma.

O efeito mais forte deve aparecer nos próximos meses, quando o produtor for comprar fertilizantes e fechar custos da nova safra. Se os preços continuarem elevados, será necessário mais capital para plantar a mesma área.

Para Rezende, há medidas que podem reduzir esse impacto. “O governo pode ampliar o crédito rural com juros menores, reforçar o seguro rural e alongar dívidas em regiões mais pressionadas. Um aumento de alguns bilhões na equalização de juros já ajudaria a reduzir o custo financeiro da safra”, afirma.

Leia Também:  Café abre sexta-feira em baixa nas bolsas internacionais; mercado global segue volátil com expectativa de maior oferta

Ele também aponta que o Brasil começa a dar passos para diminuir a dependência externa de insumos, mas ainda de forma insuficiente. “A retomada da produção de nitrogenados com a reativação da unidade de Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados de Araucária, no Paraná, ajuda, mas ainda não resolve o problema. O país continua dependente do mercado internacional, especialmente do Oriente Médio. Sem ampliar essa capacidade e melhorar a logística, o produtor segue exposto a choques externos”, conclui.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

POLÍCIA

POLÍTICA MT

MATO GROSSO

MAIS LIDAS DA SEMANA