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Mercado chinês tem melhor desempenho semanal em quase dois meses com impulso do setor financeiro e trégua no Oriente Médio
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Ações chinesas encerram semana em alta, mesmo com recuo nesta sexta-feira
Os principais índices acionários da China registraram queda nesta sexta-feira (27), mas acumularam o melhor desempenho semanal em quase dois meses. O otimismo foi puxado especialmente pelo setor financeiro e pela trégua temporária entre Israel e Irã, que ajudou a melhorar o sentimento dos investidores globais.
O índice de Xangai recuou 0,7% no pregão do dia, enquanto o CSI300 — que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen — teve queda de 0,61%. Já o índice Hang Seng, de Hong Kong, encerrou o dia com leve baixa de 0,17%.
Setor financeiro lidera ganhos e fortalece perspectiva positiva
As ações das corretoras chinesas se destacaram ao longo da semana, impulsionadas pela redução nas tensões geopolíticas e pela retomada do apetite por ativos de maior risco. Analistas do Morgan Stanley afirmaram, em nota, que a melhora no cenário internacional favorece a diversificação dos portfólios globais, com maior exposição ao mercado chinês no horizonte de 6 a 12 meses.
A Tianfeng Securities, uma das corretoras mais negociadas, chegou a registrar valorização de até 10% nesta sexta-feira, refletindo a confiança renovada do mercado.
Melhor desempenho semanal desde maio
O índice CSI300 acumulou alta de 2,0% na semana, o melhor resultado desde 5 de maio. O Hang Seng, por sua vez, subiu 3,2%, em sua melhor semana desde o início de março. As ações do setor financeiro listadas nas bolsas chinesas continentais — conhecidas como onshore — fecharam a semana com valorização próxima de 3%.
Mercados asiáticos têm resultados mistos
Enquanto a China continental e Hong Kong registraram quedas pontuais no dia, outras praças da Ásia apresentaram desempenho variado:
- Em Tóquio, o índice Nikkei avançou 1,43%, encerrando aos 40.150 pontos, com bom desempenho do setor de tecnologia.
- Em Seul, o índice Kospi teve queda de 0,77%, refletindo cautela dos investidores após ganhos recentes.
- Em Taiwan, o índice Taiex subiu 0,39%, impulsionado por empresas do setor de semicondutores.
- Em Cingapura, o índice Straits Times valorizou 0,70%, sustentado por ações financeiras.
- Em Sydney, o índice S&P/ASX 200 recuou 0,43%, pressionado por papéis do setor de mineração.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Mercado de arroz segue travado em abril, com preços firmes e baixa liquidez no Brasil
A primeira quinzena de abril consolidou um cenário de baixa liquidez no mercado de arroz, marcado pelo desalinhamento entre a oferta potencial e a disponibilidade efetiva do produto. Segundo o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, a formação de preços segue descolada do fluxo de negociações.
De acordo com ele, o comportamento do produtor tem sido determinante nesse contexto. A retenção estratégica dos estoques, motivada por margens abaixo do custo de produção, limita a oferta no mercado e reduz o volume de negócios.
Intervalo de preços indica estabilidade artificial no mercado
Durante o período, as cotações oscilaram dentro de uma faixa entre R$ 61 e R$ 68 por saca de 50 quilos, configurando um piso no curto prazo. No entanto, essa estabilidade não reflete um mercado ativo.
Segundo o analista, trata-se de uma estabilidade artificial, com preços ofertados, mas sem efetivação de negociações, em um ambiente de baixa profundidade no mercado spot.
Indústria compra apenas para reposição imediata
Do lado da demanda, a indústria manteve uma postura cautelosa, realizando aquisições pontuais e voltadas exclusivamente à reposição de curto prazo. Esse comportamento reforça o cenário de poucos negócios e contribui para a manutenção do mercado travado.
Exportações perdem competitividade com queda do dólar
No mercado externo, a competitividade do arroz brasileiro apresentou deterioração significativa ao longo da quinzena. O principal fator foi a valorização do real frente ao dólar, com a moeda norte-americana operando abaixo de R$ 5,00.
Esse movimento reduziu as margens de exportação (FOB), tornando inviável a participação do Brasil em mercados internacionais. Como consequência, o país atingiu paridade com os Estados Unidos, eliminando o diferencial competitivo necessário para exportações nas Américas.
Queda na demanda externa reduz ritmo de embarques
Após um início de ano com volumes expressivos, superiores a 600 mil toneladas no trimestre, o mercado registrou desaceleração nas exportações. A redução da atratividade do produto brasileiro resultou em retração da demanda internacional.
Com isso, as exportações deixaram de cumprir o papel de escoamento da produção, ampliando a pressão sobre o mercado interno.
Entrada da nova safra amplia oferta e pressiona dinâmica do mercado
O período também foi marcado pela transição entre o fim da entressafra e a chegada da nova safra, com avanço da colheita e consolidação de uma produção volumosa, com boa produtividade.
Esse aumento na oferta potencial, somado à retração das exportações e à baixa liquidez interna, reforça o cenário de desequilíbrio entre produção e comercialização.
Cotação do arroz registra leve alta na semana, mas segue abaixo de 2025
No Rio Grande do Sul, principal estado produtor, a média da saca de 50 quilos (58% a 62% de grãos inteiros, pagamento à vista) foi cotada a R$ 63,14 na quinta-feira (16), registrando alta de 0,77% em relação à semana anterior.
Na comparação mensal, o avanço foi de 7,12%. No entanto, em relação ao mesmo período de 2025, o preço ainda acumula queda de 18,14%, evidenciando o cenário desafiador para o setor orizícola.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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