CUIABÁ
Pesquisar
Close this search box.

AGRONEGOCIOS

Mercado da soja enfrenta lentidão nas vendas no Brasil e pressão internacional em Chicago

Publicados

AGRONEGOCIOS

Ritmo lento marca o início da semana para o mercado da soja no Brasil

A semana começou com pouca movimentação nas negociações de soja em diversas regiões produtoras do país. No Rio Grande do Sul, cerca de 60% da safra já foi comercializada, segundo a TF Agroeconômica. Os preços pagos variaram entre R$ 122,00 e R$ 138,00 a saca, com leve queda em comparação aos dias anteriores. Os compradores demonstram maior interesse por contratos com entrega mais distante.

Em Santa Catarina, a lentidão nas vendas é intensificada pela sobreposição da safra de inverno com o aumento da produção estadual, o que tem gerado gargalos logísticos e sobrecarregado a capacidade de armazenamento e transporte. No porto de São Francisco, a saca foi cotada a R$ 137,19, com queda de 1,16%.

Paraná enfrenta desafios com excesso de oferta e infraestrutura

No Paraná, o excesso de soja disponível continua pressionando os preços e agravando os desafios de armazenagem. Os valores variaram entre R$ 118,00 e R$ 140,15 por saca, com destaque para o porto de Paranaguá, que registrou alta de 2,08%, enquanto outras praças, como Ponta Grossa e Maringá, apresentaram recuos significativos.

Vendas lentas e pressão logística afetam Mato Grosso do Sul

No Mato Grosso do Sul, os produtores seguem cautelosos nas negociações. A comercialização da safra está lenta, refletindo as dificuldades logísticas e a capacidade estática de armazenagem abaixo da demanda crescente. Os preços na região variaram entre R$ 118,76 e R$ 120,40, com leve oscilação de valores entre as principais praças, como Dourados, Campo Grande e Chapadão do Sul.

Leia Também:  Startup catarinense é premiada na Espanha com protetor solar agrícola transparente para plantas
Mato Grosso amplia exportações, mas sofre com gargalos

O Mato Grosso, maior produtor nacional de soja, tem mantido bom volume de exportações, principalmente para a China. No entanto, o estado também enfrenta gargalos logísticos graves, que comprometem o escoamento eficiente da safra. As cotações ficaram entre R$ 113,80 e R$ 117,40, com oscilações negativas e positivas dependendo da localidade. Destaque para Sorriso, onde houve alta de 2,17%.

Chicago: preços da soja oscilam pouco e aguardam novidades

Na Bolsa de Chicago (CBOT), o mercado internacional de soja iniciou a terça-feira (29) sem grandes variações. Os contratos de setembro e novembro operaram praticamente estáveis, refletindo a ausência de novas informações relevantes e a falta de demanda por parte da China, principal compradora mundial.

A estabilidade momentânea é sustentada pelos bons fundamentos da safra americana, como o índice de 70% das lavouras em boas ou excelentes condições, divulgado pelo USDA. Enquanto isso, milho, farelo e óleo de soja também registraram movimentações modestas.

Queda nos preços em Chicago reflete ampla oferta e baixa demanda

Na segunda-feira (28), os contratos futuros da soja em Chicago fecharam em queda, impactados pela combinação de alta oferta nos Estados Unidos e demanda internacional enfraquecida. O contrato de agosto caiu 1%, cotado a US$ 988,75/bushel, enquanto o de setembro recuou 0,95%, para US$ 992,50/bushel.

Leia Também:  Nova fase da Agronegociar conecta agricultores, extensionistas e pesquisadores em plataforma nacional

O farelo de soja também caiu 1,08%, enquanto o óleo teve leve alta de 0,11%. A falta de interesse da China pela soja americana continua sendo um fator decisivo para a retração dos preços, mesmo diante de condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento das lavouras nos EUA.

Brasil em movimento contrário: preços internos da soja sobem

Apesar do cenário de queda em Chicago, o mercado brasileiro apresenta tendência altista, com preços internos da soja em patamares recordes. A forte demanda externa, os prêmios elevados nos portos, o câmbio favorável e a alta da taxa Selic – que encarece o armazenamento – incentivam os produtores a venderem o grão no curto prazo, impulsionando as cotações no país.

Enquanto o mercado interno lida com entraves estruturais, como a falta de armazenagem e a logística ineficiente, o cenário internacional reforça a pressão sobre os preços com uma oferta abundante e fraca demanda, especialmente da China. A combinação desses fatores desafia produtores e compradores no Brasil e no exterior.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Propaganda

AGRONEGOCIOS

Gergelim: o novo trunfo do produtor mato-grossense para garantir o lucro

Publicados

em

Mato Grosso, tradicionalmente reconhecido pela hegemonia na produção de soja e milho, diversificou sua matriz produtiva e consolidou o gergelim como uma cultura estratégica para o desenvolvimento econômico estadual. Com uma participação de 73% na produção nacional, o estado deixou de ser um produtor de nicho para se tornar o principal fornecedor do mercado brasileiro, com reflexos diretos na balança comercial.

Dados comparativos entre as safras 2018/19 e a projeção para 2025/26 revelam a velocidade da expansão: a produção estadual cresceu 465%, enquanto a área cultivada avançou 588%. Esse movimento é resultado da adaptação da oleaginosa à janela da safrinha, período em que o gergelim demonstra maior resiliência a condições climáticas adversas em comparação a outras culturas, garantindo estabilidade produtiva.

A escala alcançada por Mato Grosso permitiu a conquista de mercados externos exigentes. Entre 2020 e 2025, o volume de exportações de gergelim teve alta de 600%. A demanda é sustentada principalmente pela China e pela Índia, países que utilizam o grão tanto para o consumo in natura quanto para a extração de óleo e processamento industrial.

Leia Também:  Nova fase da Agronegociar conecta agricultores, extensionistas e pesquisadores em plataforma nacional

Para o produtor rural, a adoção do gergelim atua como um mecanismo de proteção de receita. A cultura oferece uma alternativa de fluxo de caixa que reduz a dependência exclusiva das oscilações de preços internacionais da soja e do milho, permitindo a manutenção da rentabilidade mesmo em ciclos de retração das commodities principais.

O próximo estágio do setor, segundo analistas, é a elevação do valor agregado. Embora o estado domine o volume exportado, o desafio atual é a industrialização. A transformação do grão em derivados, como óleo e farelos, dentro de Mato Grosso, é vista como o passo necessário para maximizar a captura de margens na cadeia produtiva e encerrar a dependência da exportação da matéria-prima bruta.

Fonte: Pensar Agro

Continue lendo

CUIABÁ

POLÍCIA

POLÍTICA MT

MATO GROSSO

MAIS LIDAS DA SEMANA