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Mercado da soja enfrenta lentidão nas vendas, pressão de oferta e instabilidade em Chicago
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O mercado da soja permanece com poucas movimentações no Brasil, refletindo uma conjuntura de lentidão nas negociações e dificuldades estruturais. No Rio Grande do Sul, os preços seguem estáveis, com pouca atratividade para os produtores. De acordo com a TF Agroeconômica, os valores variam conforme a data de pagamento: R$ 138,70 para agosto, R$ 143,50 para setembro e R$ 145,00 para outubro. No interior do estado, os preços giram em torno de R$ 131,00 a saca em Cruz Alta, Passo Fundo e Ijuí, com valores um pouco superiores em Santa Rosa e São Luiz (R$ 133,00). Em Panambi, os preços de balcão recuaram para R$ 123,00 por saca ao produtor.
Em Santa Catarina, a comercialização também segue lenta e pressionada pela estrutura logística. A movimentação no porto de São Francisco evidencia a influência do intenso fluxo de grãos oriundos do Centro-Oeste, enquanto os grãos locais têm enfrentado dificuldades de escoamento. Mesmo com volumes baixos, abaixo de 20 mil toneladas por operação, o preço da soja no porto chegou a R$ 138,16 por saca, com leve alta de 0,46%.
Paraná lida com excesso de oferta e déficit de armazenagem
No Paraná, a pressão de oferta é acentuada por um déficit estrutural de armazenagem, o que compromete ainda mais o ritmo de comercialização. Os preços variam conforme a região: em Paranaguá, a saca foi cotada a R$ 136,20; em Cascavel, a R$ 122,87; Maringá, R$ 122,98 (+0,07%); Ponta Grossa, R$ 121,47 (-0,40%); e em Pato Branco, R$ 138,16 (+0,04%). No mercado de balcão, os preços em Ponta Grossa ficaram em R$ 118,00 por saca.
Safra recorde e ritmo lento de vendas no Mato Grosso do Sul
Apesar de ter encerrado a safra 2024/25 com um volume recorde de 14,68 milhões de toneladas, o Mato Grosso do Sul também registra lentidão nas negociações. Os preços da soja variam significativamente entre as regiões: R$ 119,54 em Chapadão do Sul, R$ 125,09 em Sidrolândia, e R$ 120,63 em Dourados, Campo Grande e Maracaju.
Mato Grosso: maior produtor enfrenta déficit crítico de armazenagem
No Mato Grosso, maior produtor nacional de soja, a situação é agravada por um déficit crítico de armazenagem. Em 24 de julho, os preços variaram entre R$ 111,38 em Sorriso e R$ 118,02 em Campo Verde, com quedas registradas em cidades como Primavera do Leste, Rondonópolis e Nova Mutum. Os valores seguem pressionados pela alta oferta e pela escassez de estrutura logística adequada.
Chicago: soja opera no vermelho, com falta de suporte na demanda chinesa
No mercado internacional, os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago iniciaram a sexta-feira (25) em queda, com os principais vencimentos recuando de 4,75 a 5,25 pontos. Às 6h55 (horário de Brasília), o contrato de setembro era cotado a US$ 10,00 por bushel, e o de novembro a US$ 10,19.
A semana foi marcada por uma tendência de lateralidade nos preços, pressionados pela ausência de novidades significativas na demanda, especialmente da China. O mercado também monitora as condições climáticas nos EUA e o encontro entre representantes americanos e europeus previsto para a próxima semana, em Estocolmo. A tensão gerada pelas tarifas do ex-presidente Donald Trump também está no radar dos traders. Além da soja, contratos futuros de óleo, farelo, milho e trigo também operaram em baixa nesta sexta.
Leve alta na véspera e compras pontuais da China sustentam mercado
Na quinta-feira (24), os contratos da soja encerraram o dia em leve alta, sustentados principalmente por fatores climáticos. O contrato de setembro subiu 0,07%, cotado a US$ 1005,75/bushel. Já o de agosto caiu 0,15%, para US$ 1004,25. O mercado foi influenciado pela previsão de chuvas no cinturão agrícola dos EUA, embora uma possível redução da umidade nos próximos dias possa oferecer suporte aos preços.
Uma compra pontual de 30 mil toneladas de farelo de soja da Argentina pela China — algo incomum — gerou volatilidade, embora o farelo tenha fechado o dia em queda de 0,85%, a US$ 269,70/ton curta.
Exportações dos EUA decepcionam
Os dados de exportações divulgados pelo USDA foram considerados fracos. As vendas semanais de soja para a safra 2024/25 totalizaram 160,9 mil toneladas, abaixo das 271,9 mil da semana anterior. Para a temporada 2025/26, foram 238,8 mil toneladas, número inferior às expectativas do mercado, que variavam entre 250 mil e 500 mil toneladas. A ausência de compradores chineses e a liderança da Holanda nas aquisições (com 116,8 mil toneladas) confirmam a fraqueza da demanda internacional no momento.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Ministro Edipo Araujo destaca políticas para pesca e aquicultura na Bahia
O ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, cumpriu nesta quarta-feira (30) agenda na Bahia com foco no fortalecimento da aquicultura, da pesca artesanal e das políticas públicas voltadas aos trabalhadores das águas. A programação teve início em Camaçari, com visita a modelos produtivos do Sisteminha Embrapa, e seguiu em Salvador, onde o ministro se reuniu com pescadores artesanais, aquicultores familiares e lideranças do setor para apresentar o Pronaf Azul e entregar autorizações de pesca de embarcações por meio do Programa Nacional de Regularização de Embarcação de Pesca (PROPESC).
Em Camaçari, o ministro conheceu instalações do Sisteminha implantadas por um grupo beneficiado por edital destinado a Organizações da Sociedade Civil para o desenvolvimento de atividades de aquicultura. O modelo integra a criação de tilápia com a produção de hortaliças, promovendo o aproveitamento dos recursos e a diversificação da produção. Para Edipo Araujo, a experiência demonstra como as políticas públicas podem produzir resultados diretamente nos territórios. “A gente consegue ver a política pública chegando na ponta e mudando a vida das pessoas”, afirmou.
O ministro também destacou que a iniciativa ultrapassa o incentivo à produção aquícola ao dialogar com outras políticas públicas, como segurança alimentar, igualdade racial, direitos humanos e cidadania. “Mostra uma transversalidade muito grande de uma política que era simplesmente para que a gente pudesse cultivar tilápia, mas ela dialoga para além da nossa área setorial”, ressaltou.
Pronaf Azul amplia acesso ao crédito
Em Salvador, a agenda foi dedicada à apresentação do Pronaf Azul, linha de crédito específica para os públicos da pesca e da aquicultura inserida no Plano Safra. A política contempla três modalidades: Pronaf B, Pronaf Mais Alimentos e Pronaf Custeio.
De acordo com o ministro, o Pronaf B possui taxa de juros de 0,5% ao ano, enquanto as modalidades Mais Alimentos e Custeio têm juros de 2% ao ano. As condições incluem prazos de pagamento que podem chegar a três anos para custeio e dez anos para investimentos, com possibilidade de financiamento de até R$ 250 mil.
Durante o encontro com representantes do setor, Edipo Araujo ressaltou a importância de ampliar os instrumentos de financiamento para fortalecer a produção de pescado e a oferta de alimentos. “Estamos reunidos com os pescadores artesanais, aquicultores familiares, para falar dessa política pública que é tão necessária para fomentar cada vez mais o alimento que menos impacta o meio ambiente”, afirmou.
PROPESC entrega autorizações de pesca
A programação em Salvador também contou com a entrega de autorizações de pesca de embarcações no âmbito do Programa de Regularização do PROPESC. Segundo o ministro, a iniciativa promoveu a desburocratização do processo e ampliou o prazo de validade das autorizações para dez anos. “Entregamos em mãos aos nossos usuários da pesca artesanal uma autorização de dez anos”, destacou Edipo Araujo.
A agenda na Bahia reforça a atuação do Ministério da Pesca e Aquicultura na implementação de políticas públicas voltadas à produção de alimentos, ao acesso ao crédito, à regularização da atividade pesqueira e ao fortalecimento da aquicultura familiar, aproximando as ações do Governo Federal das realidades dos territórios.
Élen Gorski
Ministério da Pesca e Aquicultura
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