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Mercado de Café Registra Queda de Preços com Oferta Global Recorde
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O mercado internacional de café segue pressionado por um cenário de oferta elevada e perspectivas mais confortáveis para o médio prazo, provocando queda nos preços e ajustes nos contratos futuros.
Oferta Global Impulsiona Recorte Negativo nas Cotações
O aumento da produção mundial de café tem impactado os mercados internacionais. De acordo com o Rabobank, a safra global de 2026/27 deve alcançar 180 milhões de sacas de 60 kg, um aumento de cerca de 8 milhões de sacas em relação à temporada anterior, representando o maior volume anual já registrado.
No Brasil, a produção também deve atingir recorde histórico. Segundo a Conab, a estimativa é de 66,2 milhões de sacas, crescimento de 17,2% sobre 2025, com o café arábica subindo 23,2%, para 44,1 milhões de sacas, e o robusta aumentando 6,3%, para 22,1 milhões de sacas. O Escritório Carvalhaes destaca que as chuvas intensas desde janeiro têm favorecido o desenvolvimento dos frutos, sustentando a expectativa de safra robusta, embora não recuperem perdas anteriores de flores e frutos.
No Vietnã, o mercado permaneceu calmo durante o Ano Novo Lunar, com clima seco na maior parte das regiões produtoras. Exportadores reduziram ofertas, enquanto produtores aguardam sinais de recuperação dos preços.
Bolsas Internacionais Apontam Baixas nos Futuros
Os contratos futuros refletem a oferta global confortável. Na manhã de sexta-feira (27), o café arábica registrou queda de mais de 1%, sendo cotado a 284,85 cents/lbp em março/26, enquanto os contratos de maio e julho recuaram para 276,70 e 271,95 cents/lbp, respectivamente. O robusta também apresentou perdas, com março a US$ 3.680/tonelada, maio a US$ 3.601/tonelada e julho a US$ 3.528/tonelada.
Na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), o arábica encerrou a quinta-feira com baixa de 0,9% nos contratos de maio e julho/2026, refletindo otimismo quanto à safra brasileira e à oferta global. A valorização do dólar frente ao real intensificou a pressão sobre os preços.
Consumo nos EUA Mantém Demanda Estável
Apesar do aumento dos preços, o consumo de café nos Estados Unidos se manteve resiliente ao longo de 2025. Especialistas destacam que a demanda foi sustentada por tendências ligadas à saúde, energia e valor, reforçando o papel do consumidor na dinâmica global do mercado.
Segundo a Hedgepoint Global Markets, as exportações brasileiras podem chegar a quase 47 milhões de sacas na safra 2026/27, impulsionadas pelo aumento na oferta de arábica, confirmando a percepção de abundância no abastecimento internacional.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Mistura maior de biodiesel e etanol entra na pauta do CNPE
O avanço dos biocombustíveis volta ao centro da política energética com a possibilidade de aumento da mistura obrigatória no diesel e na gasolina. A proposta de elevar o biodiesel para 17% (B17) e o etanol para 32% (E32) deve ser analisada na reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), marcada para a próximo próxima quinta-feira (07.05), e pode ampliar a demanda por matérias-primas do agro e reforçar a posição do País na transição energética.
A defesa do aumento foi formalizada por parlamentares ligados ao setor produtivo, em articulação da Coalizão dos Biocombustíveis. O grupo reúne lideranças da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e da Frente Parlamentar do Biodiesel, que veem na medida uma resposta à volatilidade dos preços internacionais de energia e uma oportunidade de expansão do mercado interno para combustíveis renováveis.
Na prática, a elevação das misturas tem efeito direto sobre cadeias como soja e milho — bases para a produção de biodiesel e etanol, ao ampliar o consumo doméstico e estimular novos investimentos industriais. Além disso, reduz a dependência de combustíveis fósseis importados, especialmente em momentos de alta do petróleo no mercado internacional.
O Ministério de Minas e Energia (MME) já sinalizou apoio à ampliação da mistura de etanol. Segundo a pasta, testes técnicos validaram a viabilidade de avanço do atual patamar para o E32, dentro de uma estratégia que também busca levar o País à autossuficiência em gasolina.
Hoje, os percentuais obrigatórios estão em 30% de etanol na gasolina (E30) e 15% de biodiesel no diesel (B15), definidos pelo próprio CNPE. Qualquer alteração depende de deliberação do colegiado, que assessora a Presidência da República na formulação de diretrizes para o setor energético.
Além do impacto econômico, o argumento central do setor está na segurança energética. Com maior participação de biocombustíveis, o Brasil reduz a exposição a choques externos, como oscilações no preço do petróleo, que recentemente voltou a subir no mercado internacional e ganha previsibilidade no abastecimento.
O tema também tem peso ambiental. A ampliação das misturas contribui para a redução de emissões de gases de efeito estufa e reforça compromissos assumidos pelo País em acordos internacionais, ao mesmo tempo em que consolida a vantagem competitiva brasileira na produção de energia de base renovável.
Por outro lado, a decisão envolve equilíbrio entre oferta, demanda e impactos sobre preços. O governo avalia o momento adequado para avançar, considerando o cenário de combustíveis, a capacidade produtiva do setor e os reflexos sobre inflação e abastecimento.
Se aprovado, o aumento das misturas tende a fortalecer a integração entre energia e agronegócio, ampliando o papel do campo não apenas como produtor de alimentos, mas também como fornecedor estratégico de energia no mercado interno.
Fonte: Pensar Agro
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