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Mercado de carne suína mantém estabilidade com indústria cautelosa e foco no fim de ano
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O mercado brasileiro de carne suína registrou uma semana de poucas variações de preços, tanto para o quilo vivo quanto para os principais cortes no atacado. De acordo com análise da Safras & Mercado, o ambiente de negócios segue equilibrado, refletindo uma postura mais prudente da indústria diante do cenário de reposição e demanda.
Indústria adota postura cautelosa à espera de recuperação no atacado
Segundo o analista Allan Maia, da Safras & Mercado, o setor ainda age com cautela, aguardando uma recuperação mais consistente da carne no atacado.
“A reposição começou a apresentar um pouco mais de fluidez e os cortes do atacado tiveram ligeira alta. As expectativas são positivas para as próximas semanas, especialmente com a entrada dos salários na economia”, destacou o especialista.
Maia observa que a combinação entre o aquecimento do consumo doméstico e o ajuste dos estoques para as festas de fim de ano deve trazer novo impulso à demanda, tanto no varejo quanto na indústria.
Concorrência com frango e bovino favorece atratividade do suíno
O analista também destacou que o cenário para os preços das carnes concorrentes — frango e bovina — é favorável e pode reforçar a atratividade do consumo de carne suína.
“No último bimestre, é comum observar ajustes de estoques por parte dos varejistas, impulsionados pela demanda de fim de ano, pagamento do décimo terceiro salário e criação de postos temporários de trabalho. Todos esses fatores ajudam a fortalecer a procura na ponta final”, explicou Maia.
Preços regionais apresentam estabilidade com leves variações
De acordo com levantamento da Safras & Mercado, a média nacional do quilo do suíno vivo recuou ligeiramente de R$ 7,89 para R$ 7,88 na semana. Já o preço médio dos cortes de pernil no atacado ficou em R$ 12,51, e o da carcaça especial em R$ 13,46.
Em São Paulo, a arroba suína subiu de R$ 166,00 para R$ 167,00. No Rio Grande do Sul, o quilo vivo manteve-se em R$ 6,75 na integração e R$ 8,40 no mercado independente.
Em Santa Catarina, os preços permaneceram em R$ 6,70 (integração) e R$ 8,30 (interior). No Paraná, houve estabilidade, com o quilo vivo a R$ 8,40 no mercado livre e R$ 6,90 na integração.
No Mato Grosso do Sul, as cotações se mantiveram em R$ 8,00 em Campo Grande e R$ 6,70 na integração. Em Goiás, os preços seguiram em R$ 8,00. Já em Minas Gerais, o valor caiu levemente de R$ 8,30 para R$ 8,20, com o mercado independente mantendo R$ 8,50. No Mato Grosso, o quilo vivo ficou estável em R$ 8,00 em Rondonópolis e R$ 7,20 na integração estadual.
Exportações de carne suína crescem em outubro e sustentam otimismo
O desempenho das exportações brasileiras de carne suína “in natura” segue positivo. Em outubro de 2025, o Brasil embarcou 125,65 mil toneladas, com receita de US$ 320,45 milhões, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).
A média diária das exportações foi de 5,71 mil toneladas, com receita de US$ 14,56 milhões por dia e preço médio de US$ 2.550 por tonelada.
Na comparação com outubro de 2024, houve alta de 8,8% no valor médio diário, crescimento de 8% na quantidade embarcada e elevação de 0,7% no preço médio. O desempenho reforça o bom momento do setor e compensa a estabilidade dos preços internos.
Fonte: Portal do Agronegócio
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Exportações de açúcar somam 1,6 milhão de toneladas no line-up e mantêm forte ritmo de embarques nos portos do Brasil
O line-up de navios nos portos brasileiros aponta que o país deve exportar 1,606 milhão de toneladas de açúcar na semana encerrada em 17 de junho, mantendo o Brasil como um dos principais fornecedores globais da commodity.
O volume, apesar de expressivo, representa redução em relação à semana anterior, quando estavam programadas 1,860 milhão de toneladas para embarque. O levantamento considera embarcações já atracadas, em fila de espera ou com previsão de chegada até 13 de julho.
Porto de Santos concentra maior parte dos embarques
O Porto de Santos (SP) segue como principal hub exportador de açúcar do país, concentrando 1.325.530 toneladas programadas no período.
Na sequência aparecem o Porto de Paranaguá (PR), com 278.000 toneladas, Recife (PE), com 20.300 toneladas, e Maceió (AL), com 8.774 toneladas.
Predomínio do açúcar VHP nas exportações
A composição da carga mostra predominância do açúcar VHP, que responde pela maior parte dos embarques, com 1.461.304 toneladas.
Também estão previstos embarques de Crystal B150 (100 mil toneladas), TBC (32.300 toneladas), açúcar refinado A-45 (7 mil toneladas) e VHP ensacado, equivalente a 6.000 toneladas.
Exportações de açúcar somam 1,6 milhão de toneladas em junho
Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) indicam que o Brasil exportou 1.603.237 toneladas de açúcar em junho, com receita de US$ 574,98 milhões no acumulado do mês.
A média diária exportada ficou em 178,137 mil toneladas, enquanto a receita média diária atingiu US$ 63,887 milhões, considerando nove dias úteis no período.
Receita diária recua, mas volume cresce na comparação anual
Na comparação com junho de 2025, houve aumento no volume exportado, mas queda na receita e nos preços médios.
A receita diária recuou 11,5% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando o valor médio era de US$ 72,166 milhões.
Já o volume diário embarcado cresceu 5,8%, acima das 168,399 mil toneladas registradas em junho de 2025.
Preço médio do açúcar recua no mercado externo
O preço médio do açúcar exportado em junho de 2026 ficou em US$ 358,6 por tonelada, representando queda de 16,3% frente aos US$ 428,5 por tonelada observados em junho de 2025.
O recuo reflete um cenário internacional mais pressionado, apesar da manutenção de um forte fluxo físico de exportações brasileiras, sustentado pela competitividade do país no mercado global.
O desempenho do setor reforça o Brasil como protagonista no comércio mundial de açúcar, com volumes elevados de embarque, ainda que sob pressão de preços no mercado internacional.
Fonte: Portal do Agronegócio
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