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Mercado de Fertilizantes Especiais e Insumos Agropecuários: Expansão e Desafios em 2024

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Com um aumento significativo nas vendas, o mercado se destaca pela recuperação acelerada, embora o cenário continue sendo de cautela em alguns segmentos. Além disso, o mercado de outros insumos, como condicionadores de solo e substratos para plantas, também apresentou variações importantes. A seguir, detalhamos os principais destaques de cada segmento.

Crescimento Robusto no Mercado de Fertilizantes Especiais

O setor de fertilizantes especiais registrou um crescimento de 18,9% em 2024, fechando o ano com um faturamento de R$ 26,9 bilhões, segundo o relatório de inteligência de mercado da Abisolo. Clorialdo Roberto Levrero, presidente do Conselho Deliberativo da Abisolo, destacou que o ano de 2024 foi marcado por decisões de compra postergadas, com os produtores aguardando maior clareza no cenário agrícola. “A partir de setembro, os agricultores formalizaram as compras essenciais para o manejo da safra”, explicou Levrero.

Investimentos em Inovação e Pesquisa

Levrero também enfatizou a importância dos investimentos em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I), que representaram cerca de 2,8% do faturamento do setor na última década. Tais investimentos foram essenciais para o impulso de novas tecnologias e para a melhoria da qualidade dos fertilizantes especiais disponíveis no mercado.

Desempenho por Tipo de Produto

O crescimento do setor foi impulsionado principalmente pelos Fertilizantes Minerais Especiais, que registraram um impressionante aumento de 30,7%. Enquanto isso, os segmentos de Fertilizantes Organominerais e Fertilizantes Orgânicos enfrentaram retrações significativas, de -19,7% e -44%, respectivamente. Por outro lado, os Biofertilizantes apresentaram um crescimento modesto de 1,4%.

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Modos de Aplicação em Alta

Quanto ao modo de aplicação, os fertilizantes destinados à aplicação via sementes (+49,6%) e via fertirrigação/hidroponia (+36,1%) foram os grandes destaques de 2024. Já os fertilizantes foliares também apresentaram um aumento considerável de 23,2%, enquanto os produtos aplicados via solo tiveram um crescimento mais modesto de 5,2%.

O Mercado por Estado e Cultura

Minas Gerais manteve-se como o maior consumidor de fertilizantes especiais (18,2%), seguido por São Paulo (16,7%) e Mato Grosso (13,6%). Observou-se um aumento na participação de estados como Goiás, Paraná, Rio Grande do Sul e Espírito Santo. Em termos de culturas, a soja permaneceu a principal demandante, embora com um pequeno recuo em participação. As culturas de cana-de-açúcar e frutas mostraram um crescimento substancial na utilização de fertilizantes especiais.

Mercado de Condicionadores de Solo de Base Orgânica

Em 2024, o mercado de condicionadores de solo registrou um faturamento de R$ 129,1 milhões, apresentando uma redução de 7,6% em relação ao ano anterior. A diminuição foi mais acentuada nos condicionadores sólidos (-14,6%), enquanto os condicionadores fluidos sofreram uma queda mais moderada de 2,2%.

Tendências Regionais e por Cultura

São Paulo se destacou como o maior consumidor de condicionadores de solo, seguido por Minas Gerais e Espírito Santo. Em termos de culturas, a soja e a cana-de-açúcar apresentaram uma redução na participação, enquanto culturas como milho, hortaliças, café e frutas aumentaram significativamente sua demanda.

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Mercado de Substratos para Plantas

O setor de substratos para plantas teve um desempenho positivo em 2024, com um crescimento de 8,0%, alcançando R$ 421,2 milhões em faturamento. O aumento foi impulsionado pelo crescimento no volume comercializado, que atingiu 750 mil metros cúbicos, superando os 715 mil m³ de 2023.

Vendas por Região e Cultura

A região Sudeste continuou sendo a maior consumidora de substratos, com 53,5% das vendas, seguida pelo Sul (23,2%) e Nordeste (12,7%). As culturas de hortaliças, frutas e flores foram as maiores demandantes, totalizando 51% do volume comercializado. Além disso, as culturas florestais e o tabaco também tiveram destaque.

O mercado de fertilizantes especiais e outros insumos agropecuários demonstrou resiliência e capacidade de adaptação em 2024. O crescimento no setor de fertilizantes especiais reflete não apenas a demanda crescente por produtos de alta qualidade, mas também o empenho das empresas em superar desafios logísticos e econômicos. O cenário para 2025 parece promissor, com o setor em expansão e com uma tendência de inovação constante.

Anuário Brasileiro de Tecnologia em Nutrição Vegetal 2025

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Soja brasileira caminha para safra recorde de 182 milhões de toneladas e reforça liderança global em 2026

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A soja brasileira segue consolidando sua posição como principal protagonista do agronegócio mundial. De acordo com o relatório AgroInfo Junho 2026, divulgado pelo Rabobank, o Brasil deverá colher uma safra histórica de 182 milhões de toneladas na temporada 2025/26, volume que representa um acréscimo de 10 milhões de toneladas em comparação ao ciclo anterior.

O resultado reflete a combinação entre expansão moderada da área cultivada e condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento das lavouras, fortalecendo ainda mais a competitividade do país no mercado internacional.

Produção recorde fortalece oferta brasileira

Segundo a análise do RaboResearch Food & Agribusiness, o desempenho da safra brasileira confirma o elevado potencial produtivo do setor, mesmo em um ambiente global marcado por incertezas geopolíticas e oscilações nos preços das commodities.

Além do crescimento da produção, a demanda pela oleaginosa continua apresentando sinais robustos, sustentando perspectivas positivas para toda a cadeia produtiva.

Exportações seguem em ritmo acelerado

As exportações brasileiras de soja mantêm forte desempenho em 2026. Dados compilados pelo Rabobank mostram que os embarques entre janeiro e maio registraram crescimento de 8% em relação ao mesmo período do ano passado.

A expectativa é que o Brasil exporte aproximadamente 113 milhões de toneladas ao longo do ano, estabelecendo um novo recorde e ampliando em cerca de 5 milhões de toneladas o volume embarcado em comparação a 2025.

Mesmo diante da valorização do real frente ao dólar e do aumento dos custos logísticos internos, a soja brasileira continua altamente competitiva no mercado global, especialmente em relação aos principais concorrentes internacionais.

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Mercado internacional influencia preços

Durante o primeiro semestre de 2026, os preços da soja foram fortemente impactados pelo cenário geopolítico internacional.

A expectativa de exportações expressivas dos Estados Unidos para a China ajudou a sustentar as cotações na Bolsa de Chicago (CBOT), enquanto o conflito envolvendo Estados Unidos e Irã impulsionou os preços do petróleo e dos óleos vegetais, incluindo o óleo de soja.

Esse movimento levou os contratos da oleaginosa a alcançarem níveis próximos de US$ 12,20 por bushel em março. Entretanto, a valorização observada em Chicago não se refletiu integralmente nos preços recebidos pelos produtores brasileiros.

A combinação entre prêmios mais baixos nos portos e a valorização do real limitou os ganhos no mercado interno, mantendo as cotações em reais relativamente estáveis ao longo do período.

Esmagamento cresce com margens mais atrativas

Outro destaque do relatório é o fortalecimento da indústria de processamento.

Mesmo com o adiamento do aumento da mistura obrigatória de biodiesel ao diesel, as margens de esmagamento foram beneficiadas pela valorização do óleo de soja.

No primeiro trimestre de 2026, o volume processado atingiu 14,3 milhões de toneladas, crescimento de 10% em relação ao mesmo período de 2025.

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A tendência é que a demanda por derivados continue sustentando o avanço do esmagamento ao longo do ano.

Clima nos Estados Unidos e El Niño entram no radar

Nas últimas semanas, os fundamentos de mercado voltaram a assumir protagonismo na formação dos preços globais.

O avanço do plantio e as boas condições das lavouras norte-americanas pressionaram as cotações da soja em Chicago, que registraram queda próxima de 5% durante junho.

Segundo o Rabobank, caso o clima continue favorável nos Estados Unidos, os preços poderão sofrer novas correções no curto prazo.

Por outro lado, após o início da colheita norte-americana, a atenção dos investidores deverá migrar para a América do Sul, especialmente para os possíveis impactos do fenômeno El Niño sobre a safra brasileira 2026/27.

Perspectivas para o produtor

Apesar da volatilidade dos mercados internacionais e das incertezas climáticas para a próxima temporada, o cenário para a soja brasileira permanece amplamente favorável.

A combinação entre safra recorde, crescimento das exportações, aumento do esmagamento e forte demanda global reforça o papel estratégico da cultura para o agronegócio nacional.

No entanto, produtores devem acompanhar atentamente fatores como o comportamento do clima, a evolução da demanda chinesa, os custos logísticos e os movimentos do câmbio, que continuarão exercendo influência direta sobre a rentabilidade do setor nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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