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Mercado de Milho Apresenta Novas Baixas na B3 com Expectativa de Chuvas para a Safrinha

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O mercado de milho registrou mais uma sessão de baixas na B3 nesta quarta-feira (26), com o foco no plantio da safrinha e na colheita da safra de verão. O contrato de maio foi o mais afetado, com uma perda de 1,24%, sendo negociado a R$ 76,76 por saca, por volta das 9h25 (horário de Brasília). Já o contrato de setembro recuou 0,52%, cotado a R$ 71,15.

De acordo com Ronaldo Fernandes, diretor da Royal Rural, o movimento no mercado ocorre após o vencimento do contrato de março, e a queda nos preços dos contratos de maio e julho reflete uma desvalorização em relação aos preços físicos do cereal. “Após a saída de março da tela, os contratos de maio e julho ficaram muito baratos em comparação ao físico”, explicou Fernandes.

O mercado está ajustando preços após uma série de altas nos últimos meses, mas também reflete uma expectativa positiva com as melhorias nas condições climáticas, que podem beneficiar as regiões produtoras de milho da safrinha. Dados da Agrinvest Commodities indicam que volumes de chuvas foram registrados no sul de Mato Grosso do Sul e em parte do Paraná durante a madrugada, e que as precipitações devem se deslocar para o interior de São Paulo, podendo se estender por toda a região Sudeste.

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A consultoria Agrinvest destacou que, embora as chuvas tenham sido passageiras, elas ajudaram a amenizar o problema de baixa umidade do solo em várias áreas do Paraná, aliviando as preocupações com o milho safrinha. Esse fator contribuiu para o recuo das cotações do milho no mercado futuro brasileiro.

Mercado Internacional

No mercado futuro dos Estados Unidos, as cotações apresentaram um comportamento misto. O contrato de maio teve uma leve alta de 0,25 ponto, sendo cotado a US$ 4,58, enquanto o contrato de setembro recuou 1,50 ponto, para US$ 4,40.

Os traders seguem cautelosos, aguardando os novos números do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que serão divulgados na próxima segunda-feira (31), especialmente os dados sobre a possível ampliação da área plantada com milho, em detrimento da soja. A incerteza gerada pela guerra comercial também continua influenciando as negociações, deixando o mercado global de grãos em um cenário de vigilância constante.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

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Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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