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Mercado de milho enfrenta pressão de baixa com avanço da colheita e dólar em queda
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A recente desvalorização do dólar frente ao real também contribui para reduzir a atratividade das exportações, pressionando ainda mais os preços no mercado interno. As cotações do grão recuam tanto no mercado físico quanto nas bolsas de valores, refletindo um cenário de ampla disponibilidade e incertezas globais.
Oferta em alta e demanda cautelosa pressionam preços
De acordo com a análise semanal da plataforma Grão Direto, divulgada nesta segunda-feira (5), o mercado de milho permanece pressionado devido ao aumento da oferta e à demanda mais retraída. As boas condições climáticas para a safrinha e o avanço da colheita da primeira safra reforçam esse cenário, trazendo maior disponibilidade do grão no curto prazo.
O especialista da Grão Direto destaca que compradores seguem cautelosos, o que contribui para a manutenção da tendência de queda no mercado físico. Por outro lado, setores como o de etanol e o de ração continuam com demanda ativa, o que pode evitar quedas mais acentuadas nos preços, especialmente em momentos de repiques pontuais.
A influência do dólar sobre o mercado de milho
No câmbio, o dólar continua em trajetória de queda frente ao real, impulsionado por dados econômicos dos Estados Unidos e pela redução das tensões comerciais com a China. A valorização do real contribui para a queda dos preços do milho e de outras commodities agrícolas no mercado interno, ao reduzir a competitividade das exportações brasileiras.
Apesar disso, a desvalorização do dólar também pode beneficiar os produtores em outro aspecto: melhora as condições de compra de insumos e equipamentos agrícolas, que muitas vezes são importados.
Expectativa por novos dados do USDA
Outro ponto de atenção é a divulgação do novo relatório mundial de oferta e demanda agrícola (WASDE), prevista para o dia 12 pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O mercado internacional pode registrar maior volatilidade com os novos dados, especialmente em relação ao ritmo de plantio das lavouras norte-americanas.
A Grão Direto alerta que, diante de um cenário de ampla oferta e incertezas no mercado internacional, é essencial que os produtores adotem uma gestão de margem estratégica, atentos às oportunidades pontuais de comercialização.
Queda nas cotações do milho na B3
Na Bolsa de Mercadorias de São Paulo (B3), o milho também registrou desvalorização, refletindo tanto a queda dos preços em Chicago quanto o aumento nas estimativas de produção da safrinha brasileira. Segundo informações da TF Agroeconômica, a consultoria StoneX elevou sua projeção para a produção da safrinha de 101,60 para 104,30 milhões de toneladas. A estimativa total passou para 132,40 milhões de toneladas, superando os 126 milhões previstos anteriormente pelo USDA.
As cotações na B3 apresentaram os seguintes resultados:
- Julho/25: R$ 65,70 (queda de R$ 1,37 no dia e R$ 1,58 na semana)
- Agosto/25: R$ 66,80 (queda de R$ 0,55 no dia e R$ 1,85 na semana)
- Setembro/25: R$ 69,30 (queda de R$ 1,20 no dia e R$ 1,85 na semana)
Chicago reage à previsão de supersafra nos EUA
Na Bolsa de Chicago, o milho também encerrou o dia em baixa. A cotação de julho, referência para a safra de verão brasileira, caiu 3,04% ou 14,75 cents/bushel, fechando a US$ 454,75. A cotação para setembro recuou 1,65%, ou 7,25 cents/bushel, encerrando a US$ 432,75.
Segundo a TF Agroeconômica, o recuo é atribuído às chuvas recentes nos Estados Unidos, que favorecem o bom desenvolvimento das lavouras, além da confirmação de avanço acelerado da semeadura conforme relatório semanal do USDA. Também pesou sobre as cotações a constatação de que os rendimentos do milho safrinha no Brasil estão acima do inicialmente previsto.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Fortaleza recebe agenda de fortalecimento da pesca e da aquicultura
O ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, cumpriu nesta terça-feira (29) uma agenda em Fortaleza (CE) voltada ao fortalecimento da pesca e da aquicultura no estado. A programação reuniu a apresentação do Pronaf Azul a pescadores artesanais e marisqueiras, a entrega de certificados do Programa Nacional de Regularização de Embarcação de Pesca (PROPESC), uma visita à Universidade Federal do Ceará (UFC) e uma reunião com representantes do setor industrial.
Pela manhã, na Secretaria da Pesca e Aquicultura do Ceará, o ministro participou da apresentação do Pronaf Azul, linha de crédito voltada aos pescadores e demais trabalhadores das águas, além da entrega dos certificados do PROPESC. Em mensagem direcionada aos pescadores cearenses, Edipo destacou a importância de ampliar o acesso às políticas de crédito para o setor. “Essa linha de crédito tira da invisibilidade o público dos homens e mulheres das águas. Pela primeira vez, nós temos um plano safra recorde com R$ 85 bilhões, mas que tem uma linha voltada aos homens e mulheres que trabalham com o alimento que vem das águas”, afirmou o ministro.
O Pronaf Azul contempla três linhas de crédito direcionadas ao público da pesca e da aquicultura: Pronaf B, Pronaf Mais Alimentos e Pronaf Costeiro. Durante a agenda, o ministro também reforçou a orientação para que pescadores busquem as instituições financeiras acompanhados de técnicos ou extensionistas, de forma a apresentar os projetos e acessar os recursos destinados ao desenvolvimento sustentável das atividades.
Ciência e formação na UFC
Na segunda parte da agenda, Edipo visitou a Universidade Federal do Ceará (UFC), que conta com quatro projetos apoiados financeiramente pelo Ministério da Pesca e Aquicultura. A programação incluiu conversa com os coordenadores dos projetos, visita às iniciativas e uma roda de conversa com estudantes.
A agenda na universidade reforça a integração entre políticas públicas, pesquisa e formação profissional. Segundo o ministro, os investimentos em ciência e inovação são fundamentais para fortalecer as políticas voltadas à pesca e à aquicultura. “Política pública boa e robusta só faz com ciência, inovação, tecnologia e pesquisa”, afirmou Edipo. Ele também destacou a importância da participação dos estudantes, que, segundo ele, representam o futuro do setor.
Diálogo com o setor industrial
No fim do dia, o ministro se reuniu com representantes da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC) e do Sindicato das Indústrias de Frio e Pesca do Estado do Ceará (SINDIFRIO-CE). O encontro foi dedicado à discussão das principais demandas e desafios do setor.
Entre os temas da agenda esteve o Plano Brasil Soberano, apresentado pelo ministro como uma iniciativa voltada à proteção da indústria brasileira diante de impactos econômicos. Edipo também destacou a estratégia de diversificação dos mercados para as exportações brasileiras, com aproximação de países da América do Sul, além dos mercados asiático, africano e europeu.
A agenda em Fortaleza integra as ações do Governo Federal para aproximar políticas públicas, setor produtivo, instituições de pesquisa e trabalhadores da pesca e da aquicultura, ampliando as oportunidades de desenvolvimento e sustentabilidade para a atividade no Ceará.
Élen Gorski
Ministério da Pesca e Aquicultura
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