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Mercado de milho mantém ritmo lento no Brasil, com preços estáveis e exportações moderadas
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O mercado brasileiro de milho atravessou mais uma semana de negócios lentos, marcada por pouca movimentação e estabilidade nas cotações. De acordo com a Safras Consultoria, os produtores continuam firmes em suas pedidas de preço, enquanto os consumidores seguem retraídos, sem demonstrar pressa para recompor estoques. Esse cenário tem mantido o ritmo das transações enfraquecido e limitado as variações de preço no país.
Fatores que influenciam o mercado
Segundo a consultoria, os agentes do setor concentraram atenção nos contratos futuros de milho, acompanhando de perto a volatilidade cambial, a paridade de exportação e as condições climáticas que impactam o plantio e o desenvolvimento das lavouras.
No cenário internacional, a paralisação parcial do governo dos Estados Unidos segue afetando a divulgação de dados oficiais, o que reduz a liquidez e a previsibilidade nas negociações da Bolsa de Chicago (CBOT). Além disso, as tensões geopolíticas e o impasse comercial entre China e Estados Unidos continuam pesando sobre o sentimento dos investidores.
Preços do milho permanecem estáveis nas principais praças
De modo geral, os preços internos do milho mostraram poucas oscilações. Em 23 de outubro, a média nacional foi de R$ 63,53 por saca, leve alta de 0,06% em relação à semana anterior.
Confira os principais valores regionais:
- Cascavel (PR): R$ 61,00 por saca, avanço de 1,67% ante R$ 60,00;
- Campinas (SP/CIF): R$ 68,00, aumento de 0,74% sobre R$ 67,50;
- Mogiana (SP): R$ 66,00, alta de 1,54% frente a R$ 65,00;
- Rondonópolis (MT): R$ 61,00, preço estável;
- Erechim (RS): R$ 72,00, sem variação;
- Uberlândia (MG): R$ 62,00, aumento de 3,33% sobre R$ 60,00;
- Rio Verde (GO): R$ 58,00, sem mudanças.
Exportações mantêm ritmo moderado em outubro
No mercado externo, as exportações brasileiras de milho totalizaram US$ 753,951 milhões até o momento em outubro (13 dias úteis), conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). A média diária foi de US$ 57,996 milhões, com 3,573 milhões de toneladas embarcadas, o que representa média de 274,9 mil toneladas diárias. O preço médio da tonelada exportada ficou em US$ 211,00.
Em comparação com outubro de 2024, o setor registrou estabilidade no valor médio diário exportado, queda de 5,6% no volume médio diário e alta de 5,9% no preço médio.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Copa do Mundo 2026 deve impulsionar consumo de carne bovina e fortalecer mercado de cortes premium
A Copa do Mundo de 2026 tem potencial para gerar impactos positivos no consumo de carne bovina no Brasil, especialmente em ocasiões ligadas a confraternizações entre amigos e familiares. Com um formato inédito, reunindo 48 seleções e um número recorde de partidas, o torneio deverá ampliar os momentos de encontro dos brasileiros em torno do futebol e da gastronomia.
A avaliação é da Minerva Foods, uma das maiores exportadoras de carne bovina da América do Sul, que projeta aumento da demanda por produtos voltados ao consumo compartilhado durante o período da competição.
Além da expansão do calendário do torneio, os horários previstos para os jogos da Seleção Brasileira na fase inicial — entre 19h e 21h30 — favorecem encontros após o expediente, criando novas oportunidades para refeições em grupo e celebrações domésticas.
Futebol e gastronomia fortalecem consumo durante o Mundial
Historicamente, grandes eventos esportivos estimulam o consumo de alimentos associados a momentos de lazer e convivência. Para o setor de proteínas, a Copa do Mundo representa uma das principais datas de mobilização do consumo fora dos períodos tradicionais de festas de fim de ano.
A expectativa para 2026 é de que o comportamento dos consumidores continue evoluindo, combinando tradição e praticidade. Embora o churrasco permaneça como protagonista das reuniões durante os jogos, cresce a procura por alternativas mais rápidas de preparo, como carnes feitas na air fryer, sanduíches gourmet, tábuas de petiscos e porções compartilhadas.
Segundo Daniela Arantes, Head de Marketing e Comunicação da Minerva Foods, o cenário é favorável para diferentes categorias de carne bovina.
“A Copa do Mundo historicamente impulsiona o consumo de alimentos ligados aos momentos de confraternização. Em 2026, esse movimento tende a ser ainda mais forte devido ao maior número de partidas e aos horários que favorecem encontros presenciais. Também observamos um interesse crescente por experiências gastronômicas diferenciadas, especialmente envolvendo cortes premium”, destaca.
Cresce demanda por cortes premium e experiências gastronômicas
O mercado de carnes vem acompanhando uma mudança no perfil de consumo dos brasileiros. Além da busca por conveniência, os consumidores demonstram maior interesse por qualidade, procedência e experiências gastronômicas mais elaboradas dentro de casa.
Nesse contexto, cortes nobres e opções premium ganham espaço em ocasiões especiais, como encontros para assistir aos jogos da Copa do Mundo.
A tendência acompanha a valorização de cortes com maior marmoreio, sabor diferenciado e preparo simplificado, atendendo consumidores que desejam transformar a experiência esportiva em um momento de celebração.
Maior Copa da história amplia oportunidades para o setor
A edição de 2026 será a primeira disputada por 48 seleções, ampliando significativamente o número de partidas em relação aos torneios anteriores.
Com mais de um mês de competição e uma agenda mais extensa de jogos, especialistas acreditam que haverá aumento das oportunidades de consumo relacionadas ao entretenimento doméstico, beneficiando segmentos como carnes, bebidas, snacks e serviços de alimentação.
Para o agronegócio brasileiro, o movimento pode representar um estímulo adicional à cadeia da pecuária de corte, especialmente em um momento em que as exportações seguem aquecidas e o mercado busca novas oportunidades de agregação de valor.
Planejamento ajuda a evitar desperdícios
Para quem pretende manter a tradição do churrasco durante o Mundial, especialistas recomendam planejamento prévio das compras para evitar desperdícios e garantir melhor aproveitamento dos alimentos.
Em uma simulação realizada pela Minerva Foods para uma confraternização com 15 pessoas — sendo dez adultos e cinco crianças — durante aproximadamente quatro horas de evento, a recomendação é de cerca de 5,6 quilos de carne, considerando cortes como picanha, fraldinha, maminha, bife ancho e bife de chorizo.
Copa reforça tradição brasileira de celebrar à mesa
Independentemente do cardápio escolhido, a expectativa é que a Copa do Mundo de 2026 fortaleça um hábito característico dos brasileiros: reunir familiares e amigos para compartilhar refeições enquanto acompanham grandes eventos esportivos.
Com mais partidas, horários favoráveis e maior duração do torneio, o Mundial deverá criar novas oportunidades de consumo e impulsionar setores ligados à alimentação, consolidando a conexão entre futebol, convivência e gastronomia no Brasil.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio

