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Mercado de milho segue travado no Brasil com baixa liquidez e oscilações na B3 e Chicago
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O mercado de milho continua registrando fraca movimentação em importantes estados produtores, com produtores relutantes em vender e compradores cautelosos. No Rio Grande do Sul, mesmo com a proximidade da colheita da safrinha, o cenário segue travado. Segundo a TF Agroeconômica, os preços permanecem estáveis:
- R$ 66,00 por saca em Santa Rosa e Ijuí
- R$ 67,00 em Não-Me-Toque
- R$ 68,00 em Marau, Gaurama e Seberi
- R$ 70,00 em Arroio do Meio, Lajeado e Montenegro
No interior do estado, os pedidos para entregas em junho variam de R$ 65,00 a R$ 68,00, sem espaço para negociações. Os vendedores não demonstram urgência em fechar negócios.
Santa Catarina avança na colheita, mas preços travam mercado
Em Santa Catarina, a colheita avança, mas o mercado também está parado por conta de desacordos em relação aos preços. No porto, as referências se mantêm em:
- R$ 72,00 por saca para entrega em agosto (pagamento em 30/09)
- R$ 73,00 para entrega em outubro (pagamento em 28/11)
Para as cooperativas locais, os preços giram em torno de:
- R$ 69,00 em Papanduva
- R$ 70,00 em Campo Alegre
- R$ 71,00 no Oeste e na região Serrana
Paraná: produtores mantêm preços firmes
No Paraná, o mercado permanece com baixa movimentação, resultado de um impasse entre produtores, que seguram os preços, e compradores mais cautelosos. Nos Campos Gerais, o milho disponível é ofertado a R$ 76,00 por saca FOB, com pedidos pontuais alcançando R$ 80,00. As ofertas CIF para entrega em junho, com pagamento ao fim do mês, giram em torno de R$ 73,00, especialmente para a indústria de ração.
Liquidez baixa também no Mato Grosso do Sul
No Mato Grosso do Sul, mesmo com o início pontual da colheita, o mercado apresenta liquidez reduzida. Apesar de leves quedas nos preços, as negociações seguem limitadas. As cotações atuais são:
- R$ 51,98 por saca em Dourados
- R$ 55,00 em Campo Grande e Sidrolândia
- R$ 57,00 em Maracaju
- R$ 50,82 em Chapadão do Sul
Oscilações no mercado futuro de milho na B3
Na Bolsa Brasileira (B3), o mercado futuro de milho fechou a quarta-feira (11/06) com cotações mistas. O movimento refletiu a pressão de baixa vinda da Bolsa de Chicago e a valorização do real frente ao dólar. A alta da moeda brasileira tem desestimulado as vendas para exportação, o que colabora com a lentidão nos negócios.
A única valorização do dia ocorreu no contrato com vencimento em março de 2026. Os demais fecharam em queda:
- Julho/25: R$ 63,73 (-R$ 0,51 no dia, -R$ 0,27 na semana)
- Setembro/25: R$ 67,88 (-R$ 0,42 no dia, -R$ 0,70 na semana)
Chicago recua antes de relatório do USDA
Na Bolsa de Chicago, os contratos futuros de milho também registraram queda, influenciados por ajustes de posições antes da divulgação do relatório WASDE do USDA. A ausência de avanços nas negociações comerciais entre China e Estados Unidos e as tensões políticas com o México também aumentaram a insegurança dos investidores.
As cotações foram:
- Julho: US$ 437,00 por bushel (-0,40%)
- Setembro: US$ 425,25 por bushel (-0,06%)
Há expectativa de que o relatório do USDA revele redução na área plantada nos EUA, mas com aumento na produtividade, o que pode impactar diretamente os estoques finais do país.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Aprenda a fazer o Caldo de Sururu
Para fazer um caldo de sururu tradicional e cremoso, o segredo está em limpar muito bem o marisco e usar uma base de mandioca (aipim) para dar corpo. Esta receita nordestina clássica combina o sabor do mar com leite de coco e azeite de dendê.
Ingredientes
500g de sururu limpo e fresco
200g de mandioca (aipim) cozida
200ml de leite de coco
2 colheres (sopa) de azeite de dendê
1 cebola média picada
2 dentes de alho amassados
1 pimentão picado (verde ou colorido)
2 tomates maduros picados (sem sementes)
Suco de 1 limão
Coentro e cebolinha a gosto
Sal e pimenta-do-reino a gosto
Água para ajudar a bater
Modo de Preparo
Lave o sururu: Coloque o marisco em água corrente e lave várias vezes para retirar qualquer resíduo de areia. Escorra, regue com o suco de limão e reserve.
Faça a base cremosa: No liquidificador, bata a mandioca cozida com o leite de coco e um pouco de água até virar um creme liso e homogêneo. Reserve.
Refogue os temperos: Em uma panela, aqueça o azeite de dendê (ou azeite comum) e doure a cebola e o alho. Adicione o pimentão e os tomates, deixando murchar bem.
Cozinhe o marisco: Adicione o sururu temperado à panela. Tempere com sal e pimenta-do-reino. Deixe cozinhar no próprio vapor dos vegetais por cerca de 5 a 10 minutos.
Engrosse o caldo: Despeje o creme de mandioca batido na panela com o refogado. Misture bem e deixe ferver em fogo baixo por mais 10 minutos para apurar os sabores.
Finalize: Desligue o fogo, misture o coentro e a cebolinha picados e sirva bem quente.
Dicas de Ouro
Toque Baiano: Se gostar de um sabor mais intenso, bata um punhado de camarão seco hidratado, amendoim e castanha junto com a mandioca no liquidificador.
Acompanhamento: Fica excelente servido com rodelas de limão, torradas e um bom molho de pimenta caseiro.
O sururu é um pequeno molusco bivalve, semelhante a um mexilhão, muito comum nos manguezais e lagoas do nordeste brasileiro, especialmente em Alagoas. Um marisco de concha escura e tamanho pequeno, cientificamente chamado de Mytella strigata, é um símbolo cultural e patrimônio imaterial do estado alagoano, onde sustenta famílias na região da Lagoa Mundaú.
Élen Gorski
Ministério da Pesca e Aquicultura
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