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Mercado de milho segue travado no Brasil e encerra em baixa em Chicago com realização de lucros
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Mercado interno segue com pouca movimentação
O mercado de milho no Brasil permanece sem grandes movimentações, refletindo um ambiente de negociações travadas e descompasso entre compradores e vendedores. De acordo com informações da TF Agroeconômica, as operações seguem lentas em praticamente todos os estados produtores, com variações pontuais nos preços regionais.
No Rio Grande do Sul, a movimentação continua restrita, limitada a compras pontuais de pequenas indústrias e cooperativas. Mesmo com cotações entre R$ 58,00 e R$ 72,00 por saca, a média estadual subiu levemente, passando de R$ 61,86 para R$ 62,18 na semana.
Em Santa Catarina, o impasse entre produtores e indústrias continua impedindo avanços nas negociações. Enquanto os produtores pedem valores próximos de R$ 80,00/saca, as ofertas das indústrias permanecem ao redor de R$ 70,00/saca. No Planalto Norte, os poucos negócios registrados giram entre R$ 71,00 e R$ 75,00/saca, reforçando o ritmo lento no estado.
No Paraná, o cenário é semelhante: produtores pedem cerca de R$ 75,00/saca, enquanto as indústrias oferecem R$ 70,00/saca CIF, o que mantém o mercado travado. Já no Mato Grosso do Sul, o movimento é limitado pela ampla oferta e pela postura cautelosa dos agentes de mercado, com preços variando entre R$ 52,00 e R$ 56,00/saca. Maracaju mantém as cotações mais altas, enquanto Chapadão do Sul mostra leve avanço nos preços.
B3 inicia o dia com leves baixas no milho
Na Bolsa Brasileira de Mercadorias (B3), os contratos futuros de milho operaram em leve queda na manhã desta quinta-feira (4). Por volta das 10h (horário de Brasília), as principais cotações oscilavam entre R$ 71,19 e R$ 76,23/saca.
O vencimento janeiro/26 era cotado a R$ 74,65, recuo de 0,47%, enquanto março/26 valia R$ 76,23, com queda de 0,33%. Já o contrato maio/26 recuava 0,29%, a R$ 75,63, e julho/26 operava em R$ 71,19, com perda de 0,15%.
Cotações internacionais seguem em baixa na Bolsa de Chicago
No mercado internacional, os preços futuros do milho na Bolsa de Chicago (CBOT) abriram o dia em leve queda, acompanhando o movimento de baixa do trigo. Por volta das 09h56 (horário de Brasília), o contrato dezembro/25 era cotado a US$ 4,32, o março/26 a US$ 4,43, o maio/26 a US$ 4,50, e o julho/26 a US$ 4,55 por bushel.
Segundo o portal Successful Farming, a pressão sobre as cotações reflete a redução das preocupações geopolíticas no Leste Europeu. As negociações entre Washington e Moscou diminuíram o temor de um bloqueio russo às exportações ucranianas pelo Mar Negro, o que reduziu a busca por grãos norte-americanos.
Por outro lado, a demanda para produção de etanol nos Estados Unidos ajudou a limitar as perdas. Dados da Administração de Informação de Energia (EIA) indicam que a produção de etanol de milho atingiu uma média recorde de 1,126 milhão de barris por dia, o maior volume desde o início dos registros em 2010.
Chicago encerra em baixa com realização de lucros
Apesar do bom desempenho do etanol, o milho encerrou o pregão em baixa em Chicago, pressionado por um movimento de realização de lucros após as recentes valorizações e pelo quadro de ampla oferta global. A fraqueza do dólar frente a outras moedas limitou quedas mais acentuadas.
Os contratos para março/26 encerraram o dia a US$ 4,50/bushel, queda de 6,50 centavos (−1,44%). O vencimento maio/26 fechou a US$ 4,50 ¾/bushel, recuo de 6,75 centavos (−1,47%).
A EIA também informou que os estoques de etanol nos EUA subiram de 22 milhões para 22,5 milhões de barris, alta de 2,3%. As exportações do biocombustível cresceram 39%, passando de 122 mil para 170 mil barris na última semana.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Alta do petróleo e avanço dos biocombustíveis elevam preços internacionais dos alimentos
A nova alta dos preços internacionais dos alimentos acendeu um alerta, e também abriu oportunidades, para o agronegócio brasileiro. Relatório divulgado pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) mostra que os alimentos voltaram a subir em abril, puxados principalmente pelos óleos vegetais, em um movimento diretamente ligado à tensão no Oriente Médio, ao petróleo mais caro e ao avanço global dos biocombustíveis.
O Índice de Preços de Alimentos da FAO subiu 1,6% em abril e atingiu o maior nível desde fevereiro de 2023. Para o produtor brasileiro, porém, o dado mais importante está no comportamento do óleo de soja e das commodities ligadas à energia.
Com o aumento das tensões envolvendo o Irã e os riscos sobre o fluxo de petróleo no Estreito de Ormuz, o mercado internacional passou a precificar possível alta nos combustíveis fósseis. Na prática, petróleo mais caro torna o biodiesel mais competitivo e aumenta a demanda por matérias-primas agrícolas usadas na produção de energia renovável.
É justamente aí que o Brasil ganha relevância. Maior produtor e exportador mundial de soja, o país também ampliou nos últimos anos sua indústria de biodiesel. Com a mistura obrigatória de biodiesel no diesel em níveis mais elevados, cresce a demanda interna por óleo de soja, fortalecendo toda a cadeia produtiva.
O efeito tende a chegar dentro da porteira. Preços internacionais mais firmes para óleo vegetal ajudam a sustentar as cotações da soja, melhoram margens da indústria e podem aumentar a demanda pelo grão brasileiro nos próximos meses.
Além disso, o cenário fortalece a estratégia de agregação de valor do agro nacional. Em vez de depender apenas da exportação do grão bruto, o Brasil amplia espaço na produção de farelo, óleo e biocombustíveis, segmentos mais ligados à industrialização e geração de renda.
Os cereais também registraram leve alta internacional em abril. Segundo a FAO, preocupações climáticas e custos elevados de fertilizantes continuam influenciando o mercado global de trigo e milho.
Mesmo assim, os estoques mundiais seguem relativamente confortáveis, reduzindo o risco de uma disparada mais intensa nos preços dos grãos neste momento. Outro ponto que interessa diretamente ao produtor brasileiro está na carne bovina. O índice internacional das proteínas animais bateu recorde em abril, impulsionado principalmente pela menor oferta de bovinos prontos para abate no Brasil.
Isso ajuda a sustentar os preços internacionais da proteína brasileira e reforça a competitividade do país em um momento de demanda firme no mercado externo. Na direção oposta, o açúcar caiu quase 5% no mercado internacional diante da expectativa de aumento da oferta global, especialmente por causa da perspectiva de produção elevada no Brasil.
A FAO também revisou para cima sua projeção para a safra mundial de cereais em 2025, estimada agora em 3,04 bilhões de toneladas — novo recorde histórico. O cenário mostra que o mercado global de alimentos continua abastecido, mas cada vez mais conectado ao comportamento da energia, da geopolítica e dos biocombustíveis. Para o agro brasileiro, isso significa que petróleo, conflitos internacionais e política energética passaram a influenciar diretamente o preço da soja, do milho, da carne e até a rentabilidade dentro da fazenda.
Fonte: Pensar Agro
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