AGRONEGOCIOS
Mercado de suínos apresenta variação regional nos preços em junho, aponta Cepea
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O mês de junho foi marcado por oscilações nos preços do suíno vivo nas diferentes praças acompanhadas pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada). Enquanto algumas regiões registraram alta nas cotações, outras apresentaram recuo, refletindo o equilíbrio entre oferta e demanda em cada mercado local.
Alta impulsionada por clima frio e oferta ajustada
Em parte das regiões analisadas, os preços subiram, especialmente nas primeiras semanas do mês. A combinação de uma oferta mais ajustada e a elevação da demanda – favorecida pelo clima mais frio, que costuma aumentar o consumo de carne suína – resultou em médias mensais superiores às registradas em maio.
Regiões com estabilidade ou queda nos preços
Por outro lado, em algumas praças a oferta levemente acima da demanda, principalmente na segunda quinzena de junho, exerceu pressão sobre os preços médios, levando à desvalorização do suíno vivo.
Destaques regionais
- São José do Rio Preto (SP): valorização de 1,7%, com média de R$ 8,65/kg do animal posto na indústria.
- Região SP-5 (Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba): estabilidade, com o preço médio mantido em R$ 8,55/kg.
- Braço do Norte (SC): queda de 2,6%, com o quilo do suíno vivo negociado a R$ 7,92.
O desempenho dos preços do suíno vivo em junho evidenciou a influência direta de fatores regionais, como o comportamento da demanda e o ritmo da oferta, que resultaram em comportamentos distintos entre as praças analisadas pelo Cepea.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Defensivos para milho verão crescem 21% e atingem R$ 2,9 bilhões na safra 2025-26, aponta Kynetec Brasil
O mercado brasileiro de defensivos agrícolas para o milho verão registrou forte retomada no ciclo 2025-26, com crescimento de 21% e movimentação de R$ 2,9 bilhões. O resultado representa avanço em relação à safra anterior, quando o setor somou R$ 2,4 bilhões, segundo levantamento FarmTrak Milho Verão, da Kynetec Brasil.
O desempenho positivo foi impulsionado principalmente pelo aumento da área plantada e pela maior intensidade no uso de tratamentos fitossanitários nas lavouras brasileiras.
Área maior e mais aplicações sustentam crescimento do mercado
De acordo com o gerente de pesquisas da Kynetec Brasil, Lucas Alves, o avanço do setor está diretamente relacionado a dois fatores principais: expansão da área cultivada e aumento no número médio de aplicações por propriedade.
A área plantada cresceu 9%, alcançando 3,9 milhões de hectares. Já a média de tratamentos subiu de 17 para 18 aplicações por ciclo, o que representa alta de 6% na intensidade de manejo.
Esses dois movimentos combinados explicam a recuperação do mercado de defensivos no milho verão após ciclos anteriores de menor dinamismo.
Herbicidas lideram mercado de defensivos no milho
O levantamento FarmTrak Milho Verão 2025-26 aponta que os herbicidas seguem como a principal categoria do segmento, respondendo por 31% do mercado total, o equivalente a cerca de R$ 900 milhões.
Na sequência aparecem:
- Inseticidas: R$ 826 milhões (28%)
- Fungicidas: R$ 580 milhões (20%)
- Tratamento de sementes: 14%
- Nematicidas: 3%
- Outros insumos: 4%
No total, essas categorias somam R$ 2,9 bilhões movimentados no ciclo atual.
Uso de fungicidas avança e muda perfil tecnológico das lavouras
Um dos destaques do estudo é o crescimento consistente no uso de fungicidas no milho verão. A adoção passou de 67% na safra 2019-20 para 75% no ciclo mais recente.
O avanço também foi observado em áreas destinadas à silagem, onde a utilização subiu de 24% para 52% no mesmo período.
Segundo Lucas Alves, o comportamento do produtor também vem mudando em relação às tecnologias utilizadas. Os fungicidas do tipo “stroby mix”, que antes dominavam o mercado, perderam espaço para soluções consideradas premium.
Na safra 2019-20, esses produtos representavam 52% da área tratada com fungicidas. No ciclo atual, caíram para 30%, enquanto os produtos premium já respondem por 38% das aplicações.
Mudança tecnológica reflete busca por eficiência e produtividade
A substituição gradual de tecnologias tradicionais por soluções mais avançadas reflete a busca por maior eficiência no controle de doenças e melhor desempenho agronômico das lavouras.
O estudo indica que os produtores têm adotado estratégias mais intensivas e tecnificadas, acompanhando o avanço da genética do milho e o aumento do potencial produtivo das áreas cultivadas.
Levantamento ouviu quase 2 mil produtores no Brasil
O FarmTrak Milho Verão 2025-26 foi elaborado a partir de cerca de 2 mil entrevistas presenciais com produtores rurais das principais regiões produtoras de milho do país, incluindo:
- Goiás
- Mapiba (Maranhão, Piauí e Bahia)
- Minas Gerais
- Paraná
- Santa Catarina
- São Paulo
O levantamento reforça o papel do milho verão como uma das principais culturas do agronegócio brasileiro e evidencia a crescente sofisticação no manejo fitossanitário adotado no campo.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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