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Mercado de Suínos no Brasil Registra Exportações Recordes e Margens Históricas

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Setembro foi um mês positivo para produtores e processadores de suínos no Brasil. Segundo o Agro Mensal, relatório divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, o preço médio do suíno vivo, ponderado pelos abates da Região Sul e de Minas Gerais, subiu 5% na média mensal, enquanto os custos aumentaram apenas 1%, ampliando o spread da engorda, que segue em patamar historicamente elevado.

Apesar do avanço, os preços do animal enfraqueceram na segunda quinzena de setembro, estabilizando-se na primeira dezena de outubro. Atualmente, os valores médios são de R$ 8,75/kg em São Paulo e R$ 8,25/kg em Minas Gerais — abaixo da média esperada para outubro, mas ainda considerados satisfatórios.

Exportações de Suínos Batem Recorde Histórico

O mercado externo surpreendeu em setembro, com exportações in natura atingindo 134 mil toneladas, alta de 25% sobre setembro de 2024 e 14,3% no acumulado de janeiro a setembro de 2025. Os principais destinos foram Filipinas, Japão, México e Vietnã.

As Filipinas se consolidaram como líder entre os clientes internacionais, ampliando suas compras em 68% no ano e respondendo por 24% do total exportado. Na sequência, aparecem China (12%), Chile (9%) e Japão (8%).

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O preço médio de exportação manteve-se estável em USD 2.580 por tonelada, e o spread externo registrou leve recuo de 2 pontos percentuais, para 43%, ante 45% há um ano.

Produção de Carne Suína Cresce Acima do Abate de Animais

Dados preliminares dos abates SIF do terceiro trimestre de 2025 indicam que a expansão da produção superou o registrado pelo IBGE para o primeiro semestre do ano (2,5%). O peso médio das carcaças também aumentou, resultando em crescimento da produção de carne suína acima da variação no número de animais abatidos.

Mesmo com avanço de 15% nas exportações no trimestre, estima-se que o consumo aparente interno tenha crescido cerca de 6% em relação ao 3º trimestre de 2024. Isso indica que o mercado interno tem absorvido bem a maior oferta, mantendo os preços firmes.

Perspectivas Favoráveis para o Setor em 2025 e 2026

A expectativa é de que os preços do suíno se mantenham sólidos, consolidando 2025 como um ano histórico em produção, exportações e margens para os suinocultores. O controle dos custos de ração, com milho e farelo de soja bem ofertados, contribui para a competitividade do setor.

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Historicamente, o último trimestre do ano apresenta preços firmes para o suíno. Em 2024, por exemplo, mesmo com queda em dezembro, o patamar alcançado em novembro foi elevado, evidenciando a sazonalidade positiva.

No médio prazo, o crescimento da produção dependerá do aumento da demanda, especialmente externa. O Brasil avança consistentemente no mercado internacional, beneficiado pelo calendário de retirada da vacinação contra febre aftosa, fator que amplia oportunidades, mas exige rigor na manutenção do status sanitário para preservar a credibilidade do país.

Custos de Produção Continuam Sob Controle

No curto e médio prazo, não há sinais de pressão sobre os custos de ração, mantendo a competitividade do setor. Até o início de 2026, o cenário atual de preços e oferta de insumos favorece a sustentabilidade econômica do mercado de suínos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Senado aprova uso do Fundo Social do Pré-Sal para renegociar dívidas do agro

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O Senado aprovou na quarta-feira (11.06) o projeto de lei que autoriza o uso de recursos do Fundo Social do Pré-Sal para financiar a renegociação de dívidas de produtores rurais afetados por eventos climáticos extremos. A proposta, que também prevê a utilização de recursos dos fundos constitucionais do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO), segue para sanção presidencial.

O texto aprovado estabelece condições especiais para produtores que registraram perdas em pelo menos duas safras e prevê taxas de juros entre 3,5% e 7,5% ao ano. Diferentemente da versão aprovada pela Câmara dos Deputados, que previa a destinação de R$ 30 bilhões a R$ 100 bilhões para a operação, o parecer do relator, senador Renan Calheiros (MDB-AL), transferiu ao Poder Executivo a definição do volume de recursos que poderá ser utilizado.

A proposta foi defendida por parlamentares ligados ao agronegócio como uma alternativa para enfrentar o aumento do endividamento no campo, agravado pelas perdas provocadas por secas e enchentes em diferentes regiões do País. O projeto beneficia produtores atingidos por eventos climáticos reconhecidos oficialmente.

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O governo federal, no entanto, manteve restrições ao texto durante a tramitação. O Ministério da Fazenda defendia mudanças nos critérios de enquadramento dos produtores e propôs juros mais elevados para a renegociação. Parte das sugestões foi rejeitada pelo relator.

Criado em 2010, o Fundo Social do Pré-Sal tem como objetivo financiar políticas públicas permanentes com recursos da exploração de petróleo. Atualmente, metade das receitas é destinada à educação e a parcela restante atende áreas como saúde, habitação, ciência e tecnologia, cultura e meio ambiente.

Críticos da proposta argumentam que a medida pode reduzir recursos disponíveis para outros programas financiados pelo fundo. Estimativas indicam que o Fundo Social do Pré-Sal destinou cerca de R$ 35 bilhões ao programa Minha Casa, Minha Vida entre 2025 e 2026, contribuindo para a ampliação da meta de contratação de moradias.

A aprovação ocorre em meio à pressão do setor agropecuário por medidas de socorro financeiro. O aumento do endividamento dos produtores levou entidades do setor e a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) a defenderem a criação de mecanismos permanentes para enfrentar os impactos das mudanças climáticas sobre a produção.

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Fonte: Pensar Agro

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