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Mercado de trigo encerra o ano com baixa liquidez e foco em leilões oficiais
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O mercado de trigo no Sul do Brasil encerra o ciclo de 2025 operando em ritmo de compasso de espera. De acordo com o relatório da TF Agroeconômica, o cenário atual é de baixa liquidez, reflexo de uma combinação entre estoques confortáveis nas indústrias, paralisações de final de ano e a cautela dos agentes frente aos próximos leilões públicos.
Rio Grande do Sul: Comercialização da safra nova atinge 44%
No mercado gaúcho, as negociações estão praticamente suspensas. O setor industrial aproveita o período para realizar limpezas técnicas e férias coletivas, reduzindo a demanda imediata. Até o momento, a comercialização da safra nova está estimada entre 42% e 44%, totalizando cerca de 1,55 milhão de toneladas.
Em termos de valores, o trigo para moagem apresenta referências entre R$ 1.100 e R$ 1.150 por tonelada nos moinhos. No Porto, o cereal é cotado a R$ 1.180 para entrega em dezembro e R$ 1.190 para janeiro. Já o trigo destinado à ração animal mantém estabilidade entre R$ 1.120 e R$ 1.130 por tonelada.
Santa Catarina: Moinhos priorizam recebimento de contratos
O cenário catarinense é de imobilidade. As poucas movimentações registradas limitam-se ao recebimento de lotes adquiridos previamente. Com a paralisação quase total das atividades industriais prevista até o início de janeiro, os compradores evitam novas aquisições.
- Referência Vendedor: R$ 1.200 FOB.
- Referência Comprador: Retração estratégica até o início de 2026.
Paraná: Câmbio e trigo argentino ditam tom de cautela
No estado paranaense, a estagnação é influenciada pela valorização do câmbio e pela competitividade do trigo argentino (11,5% de proteína). Com os moinhos abastecidos até o final de janeiro, as pedidas nominais giram em torno de R$ 1.250 por tonelada CIF no Norte do estado.
Nos Campos Gerais, os preços variam conforme as condições de pagamento e prazos de entrega. A expectativa do mercado paranaense está fortemente concentrada nos efeitos dos próximos leilões, que devem mobilizar as principais cooperativas da região.
Perspectivas e o papel do Pepro
A atenção dos produtores e cerealistas volta-se agora para o leilão do Pepro, que oferece 110 mil toneladas. Embora o volume seja considerado inferior à demanda potencial represada, o certame é visto como o principal catalisador para destravar o mercado nas primeiras semanas do novo ano.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Em painel da FAO em Alter do Chão, MPA participa dos debates sobre o setor da Aquicultura
O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) esteve em Alter do Chão, distrito de Santarém (PA), nesta segunda-feira (10), representado pelo ministro Edipo Araujo, participou do evento organizado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), com apoio da Infopesca e da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). É a primeira vez que esse evento é realizado no município.
O ministro participou do workshop “Estado e perspectivas futuras das principais espécies de peixes comerciais cultivadas na bacia amazônica”. A iniciativa tem como objetivo a troca de conhecimentos técnicos atualizados, analisar desafios comuns e explorar oportunidades de cooperação regional voltadas ao desenvolvimento sustentável da aquicultura de espécies nativas. O foco envolve as espécies nativas de alto valor produtivo e comercial, tais como o tambaqui (Colossoma macropomum), o pirarucu (Arapaima gigas), o pacu e o paco (Piaractus spp.), a matrinxã (Brycon spp.), os bagres amazônicos (Pseudoplatystoma spp.), bem como variedades híbridas.
Como resultado, o workshop contribui para a elaboração de recomendações do setor. “Atualmente, a aquicultura brasileira alcança cerca de 882,3 mil toneladas anuais, superando a produção da pesca extrativa, que registra aproximadamente 485,7 mil toneladas por ano. Esses números indicam a participação crescente da atividade aquícola na oferta de pescado, na conservação dos estoques pesqueiros naturais, na segurança alimentar e nutricional, no desenvolvimento regional e na geração de renda para as famílias, especialmente para as mulheres”, ressaltou Edipo.
À tarde o ministro participou da Roda de Conversa, na Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA), onde foram levantadas questões sobre políticas públicas e perspectivas para Pesca e Aquicultura. A agenda também contou com a visita técnica ao Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará (IFPA), campus Santarém.
Élen Gorski
Ministério da Pesca e Aquicultura
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