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Mercado de trigo inicia 2026 com ritmo lento e preços pressionados: clima, oferta restrita e baixa demanda impactam o setor

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O mercado brasileiro de trigo começou o ano de 2026 com pouca movimentação comercial e negociações pontuais, reflexo da combinação entre oferta limitada e demanda retraída.

De acordo com o Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), tanto as operações internas quanto as exportações e importações ficaram abaixo das expectativas em janeiro.

O ritmo lento é atribuído, principalmente, ao foco dos produtores nas atividades da safra de verão e na preparação das lavouras da segunda safra, o que mantém muitos vendedores fora do mercado. As vendas ocorrem apenas em casos pontuais — como necessidade de liberar espaço nos armazéns ou gerar caixa.

Do lado da demanda, os compradores também se mostram cautelosos. Muitas indústrias e moinhos já estão abastecidos com estoques remanescentes ou contratos firmados para o início do ano, o que reduz o apetite por novas aquisições.

Negociações seguem cautelosas no Sul do país

Nas regiões produtoras do Sul, especialmente no Rio Grande do Sul, a lentidão é ainda mais perceptível. Segundo informações da TF Agroeconômica, os vendedores mantêm uma postura retraída, enquanto compradores aguardam oportunidades mais vantajosas.

No interior gaúcho, os preços giram em torno de R$ 1.100 por tonelada, enquanto os compradores indicam interesse apenas para entregas futuras, com valores entre R$ 1.050 e R$ 1.070. As ofertas para exportação chegam a R$ 1.150 nos portos, mas sem grande avanço em volume.

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A competitividade do trigo importado também interfere nas negociações. O cereal do Paraguai segue mais competitivo no noroeste gaúcho, seguido pelo uruguaio, enquanto o produto argentino tem diferença média de R$ 120 por tonelada em relação ao brasileiro.

Em Santa Catarina, o trigo gaúcho chega aos moinhos do leste do estado com valores entre R$ 1.230 e R$ 1.250 CIF, inferiores às ofertas locais, que variam de R$ 1.250 a R$ 1.300 FOB. Já no Paraná, os moinhos estão abastecidos até fevereiro e demonstram interesse apenas em contratos para março, com pagamento em abril. O trigo importado, nacionalizado no porto, é ofertado em torno de US$ 250 por tonelada.

Mercado internacional de trigo recua após alívio climático

No cenário global, o mercado de trigo encerrou a última semana em queda, refletindo ajustes após recentes altas e a redução das preocupações com o frio extremo nos Estados Unidos e na Rússia.

Segundo análise da TF Agroeconômica, as cotações recuaram após o clima mostrar sinais menos severos do que o previsto, mesmo após uma tempestade de inverno atingir parte das regiões produtoras norte-americanas.

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Na Bolsa de Chicago, o contrato de trigo brando (SRW) para março caiu 1,32%, cotado a US$ 5,22 por bushel, enquanto o vencimento de maio recuou 1,16%, para US$ 5,32 por bushel. Já o trigo duro (HRW) de Kansas perdeu 2,03%, e o trigo de primavera (HRS) em Minneapolis fechou com baixa de 0,91%, a US$ 5,69 por bushel.

Na Euronext de Paris, o cereal para moagem recuou 1,05%, cotado a € 189 por tonelada.

O recuo foi influenciado por relatos de que a cobertura de neve nas lavouras ajudou a elevar a umidade do solo e proteger as plantações contra o frio extremo, reduzindo o risco de perdas significativas. Analistas destacam que a maior presença de neve foi superior ao esperado, o que trouxe alívio momentâneo às preocupações com a oferta global do grão.

Perspectivas: ritmo deve melhorar com avanço das safras

Especialistas avaliam que a atual lentidão nas negociações é sazonal e tende a se ajustar conforme o avanço das atividades agrícolas e a retomada da demanda dos moinhos.

Com a estabilização do clima nas principais regiões produtoras do mundo e a retomada das exportações brasileiras, espera-se que o mercado de trigo recupere fôlego ao longo das próximas semanas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preço do suíno vivo segue pressionado pela oferta elevada e preocupa produtores

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O mercado brasileiro de suínos encerrou a semana com preços estáveis a mais baixos tanto para o animal vivo quanto para os principais cortes comercializados no atacado. O cenário continua desafiador para os produtores, que enfrentam margens cada vez mais apertadas diante da combinação entre oferta elevada e demanda ainda insuficiente para sustentar uma recuperação consistente das cotações.

Segundo análise da consultoria Safras & Mercado, o setor segue pressionado pelo excedente de oferta disponível no mercado interno e pelo comportamento cauteloso da indústria frigorífica, que mantém postura conservadora nas compras.

De acordo com o analista Allan Maia, a comercialização permanece lenta, refletindo diretamente na formação dos preços do suíno vivo. Os frigoríficos acompanham o desempenho da carne suína no atacado, que continua apresentando pouca movimentação e sem sinais concretos de valorização no curto prazo.

Expectativa de melhora no consumo nas próximas semanas

Apesar das dificuldades atuais, agentes do mercado mantêm perspectivas mais favoráveis para o consumo nas próximas semanas. Entre os fatores que podem estimular a demanda estão a entrada de salários na economia, a maior competitividade da carne suína frente à carne bovina, as temperaturas mais amenas registradas em diversas regiões do país e a aproximação da Copa do Mundo.

A carne suína tem ganhado espaço nas escolhas dos consumidores devido à diferença de preços em relação à proteína bovina, o que pode contribuir para um aumento das vendas no varejo e no atacado.

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Ainda assim, a preocupação entre os suinocultores permanece elevada. O enfraquecimento das cotações tem impactado diretamente a rentabilidade da atividade, aumentando a pressão sobre os custos de produção e reduzindo as margens do setor.

Média nacional do suíno vivo recua

Levantamento realizado pela Safras & Mercado aponta que a média nacional do quilo do suíno vivo caiu de R$ 5,38 para R$ 5,36 ao longo da semana.

No mercado atacadista, a média dos cortes de carcaça permaneceu em R$ 8,83 por quilo, enquanto o pernil registrou preço médio de R$ 11,40 por quilo.

Entre os principais estados produtores, as cotações apresentaram comportamento predominantemente estável, com algumas quedas pontuais.

Cotações regionais do suíno vivo
  • São Paulo: arroba recuou de R$ 102,00 para R$ 101,00;
  • Rio Grande do Sul: integração estável em R$ 5,70/kg; mercado independente caiu de R$ 5,20 para R$ 5,10/kg;
  • Santa Catarina: integração mantida em R$ 5,70/kg; mercado independente passou de R$ 5,05 para R$ 5,00/kg;
  • Paraná: estabilidade em R$ 5,00/kg no mercado livre e R$ 5,75/kg na integração;
  • Mato Grosso do Sul: queda de R$ 5,15 para R$ 5,10/kg em Campo Grande; integração mantida em R$ 5,65/kg;
  • Goiás: recuo de R$ 5,35 para R$ 5,25/kg;
  • Minas Gerais: estabilidade em R$ 5,60/kg no interior e R$ 5,80/kg no mercado independente;
  • Mato Grosso: estabilidade em R$ 5,50/kg em Rondonópolis e R$ 5,70/kg na integração.
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Exportações de carne suína mantêm crescimento em volume

Apesar da desaceleração observada em maio na comparação com meses anteriores, as exportações brasileiras de carne suína continuam apresentando resultados positivos.

Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que os embarques de carne suína in natura geraram receita de US$ 278,27 milhões durante os 20 dias úteis de maio. A média diária foi de US$ 13,91 milhões.

O volume exportado alcançou 111,16 mil toneladas no período, com média diária de 5,56 mil toneladas. Já o preço médio da carne embarcada ficou em US$ 2.503,30 por tonelada.

Na comparação com maio de 2025, houve:

  • Crescimento de 1,4% na receita média diária;
  • Aumento de 4,9% no volume médio diário exportado;
  • Redução de 3,3% no preço médio por tonelada.
Mercado segue atento ao equilíbrio entre oferta e demanda

O desempenho das exportações continua sendo um importante fator de sustentação para a suinocultura brasileira. No entanto, especialistas avaliam que uma recuperação mais consistente dos preços dependerá principalmente de um melhor equilíbrio entre oferta e demanda no mercado doméstico.

Enquanto isso, produtores acompanham com atenção o comportamento do consumo interno e a evolução dos embarques internacionais, na expectativa de que esses fatores contribuam para reduzir a pressão sobre as cotações do suíno vivo nas próximas semanas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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