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Mercado de trigo no Sul do Brasil segue estável, com pressão da oferta e expectativas para nova safra
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No Rio Grande do Sul, o mercado de trigo está lento, pressionado pela oferta de cerca de 440 mil toneladas remanescentes da safra anterior, conforme análise da TF Agroeconômica divulgada esta semana. Com os moinhos abastecidos até junho e moagem mensal aproximada de 104 mil toneladas, esse estoque cobre a demanda estadual até outubro, próximo ao início da nova colheita.
A necessidade real de reposição dependerá do consumo de farinha no inverno. Negociações esporádicas ocorrem na faixa de R$ 1.390 a R$ 1.400 por tonelada para trigos de PH 76, mas os moinhos continuam seletivos em relação à qualidade do produto.
Santa Catarina: mercado estável com preços mantidos
Em Santa Catarina, o mercado de trigo permanece estável, com preços constantes há várias semanas no balcão. As cotações para trigo melhorador e biscoito oscilam entre R$ 1.380 e R$ 1.500 por tonelada FOB, porém as movimentações têm sido pontuais.
Já os valores pagos diretamente ao produtor, conhecidos como preço “pedra”, se mantêm entre R$ 75,00 e R$ 80,00 por saca nas principais regiões do estado.
Paraná: preços da safra antiga e indicações para safra nova
No Paraná, os preços do trigo da safra velha variam entre R$ 1.550 e R$ 1.600 CIF moinhos. O trigo importado do Paraguai é cotado em até R$ 1.630, enquanto o argentino ultrapassa R$ 1.700 CIF.
Para a safra nova, ainda não há ofertas concretas, mas compradores indicam preços entre R$ 1.450 e R$ 1.500 CIF, equivalente a aproximadamente R$ 82,78 por saca. A média estadual da saca recuou ligeiramente para R$ 80,09, mantendo uma margem de lucro de 8,92% sobre o custo de produção.
Perspectivas para os próximos meses
O comportamento da demanda e o ritmo de compras dos moinhos, especialmente na região Sul, serão os principais fatores a influenciar o mercado. A chegada da nova safra e os movimentos internacionais também serão determinantes para a definição dos preços no segundo semestre.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Café hoje: preços do arábica e robusta caem com avanço das chuvas nas regiões produtoras e mercado acompanha estoques da ICE
O mercado internacional do café iniciou esta sexta-feira (26) em baixa nas principais bolsas de commodities, pressionado pelo avanço das chuvas sobre importantes regiões produtoras do Brasil. Apesar do recuo nas cotações, os investidores seguem atentos ao ritmo da colheita da safra brasileira e aos estoques certificados da ICE, que permanecem em níveis historicamente reduzidos e sustentam a perspectiva de oferta restrita.
Na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), o contrato setembro/26 do café arábica recuava 215 pontos, negociado a 274,25 cents de dólar por libra-peso. O vencimento dezembro/26 também operava em queda, cotado a 261,75 cents/lbp, com perda de 165 pontos.
Já na Bolsa de Londres, referência para o café robusta, o contrato setembro/26 registrava baixa de US$ 12 por tonelada, sendo negociado a US$ 3.650 por tonelada. O contrato novembro/26 caía US$ 8, para US$ 3.585 por tonelada.
Chuvas dificultam a colheita nas principais regiões cafeeiras
O comportamento do mercado continua diretamente ligado às condições climáticas nas áreas produtoras brasileiras. As chuvas que atingem o Sudeste vêm atrasando o avanço da colheita e comprometendo as operações de secagem dos grãos.
Segundo análise do escritório Carvalhaes, uma frente fria praticamente estacionária mantém instabilidades sobre importantes regiões cafeeiras até esta sexta-feira. Em localidades da Alta Mogiana e do Sul de Minas Gerais, os acumulados de chuva podem superar os 50 milímetros, prejudicando os trabalhos no campo e elevando os riscos de perda de qualidade dos cafés recém-colhidos.
A expectativa, porém, é de redução das precipitações durante o fim de semana na maior parte das áreas produtoras do Sudeste. Ainda assim, os modelos meteorológicos indicam que essa trégua deverá ser temporária, com um novo sistema climático previsto para levar chuvas novamente ao interior de São Paulo e à faixa leste da Região Sudeste no início da próxima semana.
Estoques certificados seguem em queda e limitam oferta
Além do clima, outro fator que continua oferecendo suporte ao mercado é o baixo volume de café disponível nos estoques certificados da ICE.
De acordo com levantamento do escritório Carvalhaes, os estoques de café arábica perderam mais 3.765 sacas na quinta-feira, encerrando o dia com 385.191 sacas certificadas.
O volume permanece aproximadamente 469 mil sacas abaixo do registrado no mesmo período do ano passado, reforçando a percepção de oferta limitada no curto prazo e mantendo a volatilidade elevada nas negociações internacionais.
Mercado segue atento aos próximos dias
A combinação entre o avanço da colheita brasileira, as previsões climáticas e o comportamento dos estoques certificados deverá continuar ditando o rumo das cotações nos próximos pregões.
Enquanto as chuvas atrasam o trabalho nas lavouras e aumentam as preocupações com a qualidade da safra, a oferta global ainda segue apertada, cenário que tende a manter o mercado do café sensível a qualquer mudança nas condições climáticas ou na disponibilidade do produto.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio


