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Mercado de trigo segue lento e com negócios restritos diante da cautela dos agentes e problemas de qualidade

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A primeira semana de dezembro foi marcada por baixa movimentação no mercado de trigo, com negociações lentas e pouca variação nos preços. Segundo o analista da Safras & Mercado, Elcio Bento, compradores e vendedores mantiveram postura cautelosa ao longo dos últimos dias, influenciados pela qualidade irregular da safra brasileira e pela proximidade do encerramento do ano comercial.

Qualidade irregular pressiona a indústria e limita negócios

A ampla oferta doméstica, aliada à heterogeneidade na qualidade do trigo, reforçou o comportamento defensivo da indústria moageira. De acordo com Bento, parte significativa do grão colhido apresentou índices elevados de DON (micotoxina produzida por fungos), além de problemas de glúten, força W e estabilidade — fatores que reduzem o interesse das indústrias.

“A indústria age com prudência porque muitos lotes não atingem o padrão exigido. Há expectativa de continuidade da pressão nos preços”, explica o analista.

Com isso, os moinhos seguem reduzindo a exposição e priorizando lotes com melhor qualidade, o que contribui para a lentidão nas negociações internas.

Exportação é a principal válvula de escape para a safra gaúcha

Enquanto o mercado interno avança lentamente, a exportação tem se consolidado como principal via de escoamento da safra 2024/25, especialmente no Rio Grande do Sul. Os line-ups (programações de embarque) confirmaram envios expressivos ao exterior, compensando parcialmente o baixo ritmo de comercialização no mercado doméstico.

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Segundo estimativas, apenas um terço da produção gaúcha foi negociada até o momento, mesmo com a colheita praticamente concluída.

Os preços permaneceram relativamente estáveis: o trigo de moagem foi negociado entre R$ 1.080 e R$ 1.150 por tonelada nos moinhos do Rio Grande do Sul e entre R$ 1.200 e R$ 1.230 por tonelada no Paraná.

Leilões do Pepro devem incentivar escoamento da produção

A semana também foi marcada pelo anúncio dos leilões do Prêmio Equalizador Pago ao Produtor (Pepro), previstos para 11 e 18 de dezembro. Com R$ 67 milhões destinados à operação, o programa deve viabilizar o escoamento de cerca de 200 mil toneladas de trigo.

“O Pepro cobre a diferença entre o preço mínimo e o de mercado, hoje em torno de R$ 383 por tonelada no Rio Grande do Sul e R$ 283 por tonelada no Paraná”, detalha Bento.

A expectativa em torno do programa tem levado muitos produtores a reter as vendas, aguardando possível melhoria nas margens de comercialização.

Safra paranaense encerra com boas condições e expectativa de alta em 2025

De acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral), vinculado à Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab), a safra 2024/25 de trigo no estado foi concluída com 75% das lavouras classificadas como boas e 25% em condição média.

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A colheita foi finalizada na área total de 816,6 mil hectares, volume 26% inferior ao registrado em 2024 (1,106 milhão de hectares). Na última semana de novembro, 73% das lavouras ainda estavam em boas condições e 27% em situação média.

Para 2025, o Deral projeta produção de 2,77 milhões de toneladas, alta de 19% em relação às 2,32 milhões de toneladas colhidas em 2024. A produtividade média esperada é de 3.405 quilos por hectare, superando com folga os 2.139 quilos por hectare da safra anterior.

Com o mercado ainda cauteloso e a indústria seletiva na compra de grãos, o desempenho do trigo brasileiro nas próximas semanas dependerá da efetividade dos leilões do Pepro e do comportamento da demanda externa, que segue como principal suporte para os preços.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Manejo integrado na cana-planta pode elevar produtividade em até 10 t/ha e aumentar rendimento de açúcar, apontam estudos

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Integração de tecnologias impulsiona produtividade e qualidade da cana-planta

Resultados de ensaios agronômicos realizados em áreas experimentais e canaviais comerciais nos estados de São Paulo, Goiás, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais indicam que o manejo integrado de tecnologias nutricionais, biológicas e fisiológicas pode elevar significativamente o desempenho da cana-planta.

Na comparação com áreas sob manejo convencional, os estudos registraram:

  • Aumento médio de até 10 toneladas de cana por hectare (t/ha)
  • Incremento de até 20% no °Brix, indicador de qualidade industrial
  • Elevação de até 18% no TAH (Toneladas de Açúcar por Hectare)

Os dados reforçam o impacto direto da tecnologia no potencial produtivo e no retorno econômico da cultura.

Desenvolvimento fisiológico mais robusto fortalece o canavial

Além da produtividade final, os estudos apontaram ganhos expressivos no desenvolvimento inicial das plantas, fundamentais para a formação de lavouras mais produtivas e duradouras.

Foram observados:

  • Aumento de até 35% no volume radicular
  • Crescimento de 26% no número de perfilhos
  • Elevação de 11% no estande de plantas estabelecidas
  • Acréscimo médio de 9% na altura das plantas

Segundo os pesquisadores, esses indicadores refletem maior capacidade de absorção de água e nutrientes, além de melhor uniformidade do canavial, o que contribui para maior longevidade da lavoura e redução da necessidade de reformas — um dos custos mais elevados da atividade.

Estudos conduzidos pela Agrocete ampliam base científica na cana-de-açúcar

Os ensaios foram conduzidos pela Agrocete, multinacional brasileira com mais de 45 anos de atuação no agronegócio. A empresa, tradicionalmente forte nas culturas de grãos no Sul e Centro-Oeste, vem ampliando sua presença no setor sucroenergético, especialmente no Sudeste e Centro-Oeste.

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As pesquisas foram realizadas em municípios como:

  • Porteirão (GO)
  • Taquarussu (MS)
  • Uberlândia (MG)
  • Ariranha, Elisário, Embaúba e Guararapes (SP)

O objetivo foi avaliar o efeito do manejo integrado de tecnologias ao longo do ciclo da cultura, dentro do conceito denominado pela empresa como Construção da Produtividade.

Manejo integrado substitui recomendações isoladas e eleva eficiência

O modelo de “Construção da Produtividade” é baseado em mais de 330 estudos científicos, realizados em parceria com cerca de 90 instituições de pesquisa no Brasil. A estratégia prioriza a integração de tecnologias em vez da aplicação isolada de produtos.

Segundo o gerente de desenvolvimento de tecnologia de mercado da Agrocete, Luis Felipe Dresch, a cana-de-açúcar exige uma abordagem mais ampla por ser uma cultura semiperene.

“O produtor precisa pensar não apenas na produtividade da cana-planta, mas na longevidade do canavial, o que passa por uma base fisiológica sólida desde o início do ciclo”, explica.

Desafios climáticos e de manejo ainda limitam potencial produtivo

Os estudos também identificaram que fatores climáticos e operacionais seguem impactando o desempenho dos canaviais nas principais regiões produtoras.

Entre os principais desafios estão:

  • Secas prolongadas e chuvas irregulares
  • Altas temperaturas
  • Preparo inadequado do solo
  • Compactação e deficiência nutricional
  • Uso de mudas de baixa qualidade
  • Pressão de pragas e doenças
  • Falta de monitoramento técnico

Essas condições podem reduzir a produtividade e antecipar a reforma do canavial, elevando custos de produção.

Caso comercial confirma ganhos de produtividade e qualidade industrial

Em uma área de 20 hectares em Guararapes (SP), a adoção do manejo integrado demonstrou maior resiliência da lavoura frente ao estresse climático.

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Segundo o técnico agrícola e supervisor da Fazenda São Francisco, Luiz Pereira Costa, os resultados foram perceptíveis a campo.

“Enquanto os canaviais ao redor sofrem com a seca, a nossa cana está mais saudável e resistente. A diferença é visível e comprova a eficácia do manejo”, afirma.

Na propriedade, os resultados incluíram:

  • Aumento de 3,55 unidades de °Brix (+21,7%)
  • Crescimento de colmos de 5,8 kg para 10,6 kg
  • Aumento de 71% no número de colmos por metro linear
  • Ganho médio de 7 t/ha na produtividade final
Estratégia atua em todas as fases do ciclo da cana

O modelo Construção da Produtividade divide o manejo em três pilares:

  • Plantio, vigor e enraizamento
  • Arranque e crescimento vegetativo
  • Tecnologia de aplicação

A aplicação é estruturada em duas fases principais:

  • 0 a 120 dias: estabelecimento da lavoura, foco em enraizamento, sanidade inicial e uniformidade
  • 120 a 360 dias: manutenção do potencial produtivo e acúmulo de biomassa

Na fase inicial, são utilizadas soluções integradas de nutrição fisiológica, biotecnologia microbiana e controle biológico. Já na fase final, o foco está no enchimento dos colmos e acúmulo de açúcares, determinantes para o rendimento industrial.

Conclusão

Os resultados reforçam que o manejo integrado na cana-de-açúcar tem papel estratégico na elevação da produtividade, qualidade industrial e sustentabilidade econômica da cultura, consolidando-se como uma tendência para sistemas de produção mais eficientes e tecnificados no setor sucroenergético brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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